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Gorda sim, mas com Humor!

Sou uma Ex-Obesa Morbida e criei este blog apenas para que a minha experiencia possa ajudar e esclarecer quem tambem sofre desta doença

Testemunhos

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 Há pessoas estrelas e há pessoas cometas...

Os cometas passam...
Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam...os cometas desaparecem.

Há muitas pessoas cometas, e os cometas não têm amigos porque não iluminam, não aquecem, nem marcam presença. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem.

O importante... é ser estrela!!
As estrelas permanecem, estão presentes.
Podem passar anos, podem surgir distâncias, mas as estrelas ficam no coração. Elas são uma presença, são luz nos momentos escuros.São segurança nos momentos de desânimo.
Assim são os amigos... Os Amigos são estrelas.

Tive necessidade de criar um mundo de estrelas...
Estrelas que testemunham a sua luz e o seu calor.
Este cantinho é para receber a vivência de um milhão de estrelas...
Um milhão de Amigos! 

 

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O meu intuito ao fazer esta página de testemunhos...é apenas desejar que com ela possa ajudar mais pessoas, visto que apenas posso transmitir a minha vivência com a cirurgia do Bypass Gástrico.

 

 Assim convido-vos a participar e a dar o vosso testemunho sobre o vosso relacionamento com a obesidade.

 

Todos podem dar o seu testemunho!

 

Quem fez cirurgia (bypass, banda ou outra), falando da vossa experiência e vivência com a obesidade/cirurgia.

 

 Quem aguarda pela cirurgia ou procura ajuda falem da vossa luta, da vossa angustia, medos, duvidas ect..

 

 Quem conseguiu emagrecer com dietas ou ginástica (Meus Parabéns!) contem a vossa luta com a obesidade e a balança.

 

 Nota: A colocação de fotos é facultativa, e se desejarem será protegida a vossa identidade bastando que demonstrem esse desejo.

 

 Para participar é  só  clicar em cima do envelope

Envie o seu Testemunho

 

 

Clicar em cima dos numeros para ler os testemunhos 

 

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[17] Marisa Leonor

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Nome: Marisa Leonor

Idade: 22 Anos
Altura:1,74 cm
Peso Anterior: 128 Kg
Peso Actual: 97 Kg
Situação: Fez Bypass Gástrico 12.06.2007
Data do 1º Testemunho: 09.02.2007
Actualizado a: 14.08.2007

 

 

Olá, espero poder ajudar em algum aspecto pessoas que tenham o mesmo problema que eu, ou seja, a Obesidade mórbida.

Desde que nasci que notaram que era uma criança normal, de aproximadamente 3kg, 53cms, mas que aos 15 dias de vida já dava sinais de asma, doença que infelizmente tem de ser combatida com cortisona (a droga que faz inchar). Até aos 5anos, sempre fui uma criança normal, forte, mas normal, tive uma hepatite, nada de grave, mas que influenciou a minha alimentação… sendo que aos 11anos, com 1m e 64cm e 75kilos, já eram evidentes os primeiros sinais de obesidade. O início da puberdade, com a vinda da menstruação, terá sido outro factor no qual notei alguma diferença (quer tenha influenciado ou não).

Começaram as dietas, idas aos nutricionistas, mas tentativas falhadas… aumentavam os comentários dos miúdos da escola e eu aumentava proporcionalmente… tanto em tamanho como em peso, chegando aos 17anos com 120quilos, valor que veria diminuído para os 100kgs após um ano de dieta. Nessa altura, ocorreu uma menopausa precoce, e a passagem de 100quilos aos 130 ocorreu num instante, e lá fui eu a médicos na esperança de resolver o problema, cujo tratamento passava sempre por dietas e mais dietas. O problema da menstruação, ao fim de 4 anos acabou por se resolver.

Acabei por andar confusa comigo mesma, por ser gorda, por não ter amigos que me aceitassem como eu sou, por não arranjar alguém que realmente gostasse de mim, e não apenas um amigo colorido, daqueles que nos usam e deitam fora como objecto sem valor. Acabei por fim por ter a sorte de encontrar a minha “cara-metade”, e aprendi a amar. Tinha na altura 135Kgs, o que influenciava o meu bem estar no dia a dia, e apesar de poder não mostrar que tinha complexos, o simples olhar no espelho era suficiente para começar a chorar, assim como aumentava a insegurança de perder o meu namorado para alguém esquelético e com beleza física. Ao fim de uns 3 meses de namoro, acabei por descobrir o quanto estava a ser parva, porque ele começou a tratar me como uma rainha e a fazer-me sentir bem da forma como eu era, não obstante comentar comigo sobre a possibilidade de colocação de uma banda gástrica. Na sequência de algumas conversas ele acabou por me dar força e apoio para fazer a banda gástrica, acabando por ir a consultas do cirurgião Dr. John Preto, no hospital S.joão, no Porto. Após alguns exames, o Dr. john fez-me a proposta de fazer um bypass gástrico… se eu já estava motivada antes, ainda passei a ficar mais ainda… Encontro-me em lista de espera há já algum tempo, Em principio irei marcar a operação dia 22 de março. A ansiedade já toma conta de mim, o sistema nervosa a pedir para que seja breve e que não haja contratempos, estou preparada psicologicamente para tudo, venha ela!

Terei o prazer de dar mais notícias entretanto sobre o meu estado clínico, à medida que surjam alterações à minha situação actual.
Mas para quem ler, e que também esteja em lista de espera, não desespere… ou quem ainda não optou pela cirurgia, pense conscientemente e decida a melhor opção.

Caso tenham alguma questão a fazer, ou então simplesmente queiram trocar ideias, opiniões, ou simplesmente conversar, estejam à vontade para mandar e-mail, ou adicionar-me ao MSN: bolinha_de_sabao@msn.com

 

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14.08.2007

 

Olá...
venho continuar o testemunho que outrora fiz, nessa altura ainda com os meus 127quilos. A cirurgia custou a chegar mas chegou finalmente…
Fui operada a dia 12 de Junho, já lá vão 2 meses e já tenho menos 30 quilinhos.
Estou super contente com os resultados e muito mais entusiasmada pela recuperação que tive, como toda a gente sabe a cirurgia não é pêra doce, e a minha não foi excepção, ao fim de 8horas no bloco operatório, e com riscos altíssimos das coisas ficarem negras, que ficaram (eu não lembro de nada, estava a dormir profundamente) até que os dias no hospital correram as mil maravilhas. Sempre contente, sem dores, nem uma simples cólica…
Como já disse, já lá vão 2 meses e já sinto que foram 5 ou 6,já não me lembro do medo que tive, da ansiedade, só sei que não me canso a andar, a correr e ate a subir escadas, como á poucos meses atráz…

Sinto-me uma nova pessoa, sem medo de enfrentar o mundo! Sim fiquei a ver as coisas com outros olhos, com mais confiança, sem receio de sair a rua, sem medo de olhar ao espelho e claro sem medo de subir a balança.

Confiança! Ganhei confiança em mim…E é essa confiança que vai fazer com que ao fim do primeiro ano após cirurgia eu tenha o peso que os médicos me indicaram, 75kilos, já faltaram muitos mais, mas a luta contra a comida já passou, porquê, porque senti algo que nunca tinha sentido na vida, pelo menos que me lembre, A sensação de estar cheia, sem fome, é uma sensação tão boa...

E claro, Agradeço todo o apoio da Gina neste meu RENASCER, e claro às pessoas que sempre acreditaram que eu ía conseguir, ao meu namorado, e claro aos meus pais, que sofreram bastante com a minha decisão e nunca me deixaram de apoiar, aos meus amigos que ainda hoje me incentivam, a todos eles um grande beijo.

E a vocês, que pensam em fazer as cirurgias ou dietas força, não deixem que nada nem ninguém vos deite a baixo, nunca, mas nunca DESISTAM, eu também lutei pela vida, e HOJE sorrio quando olho ao espelho.. deixei de chorar!

[7] Olvia Dias

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Nome: Olivia Dias

Idade: 29 Anos

Altura:1,68

Peso Anterior: 136 Kg

Situação: Fez Bypass Gástrico 23.05.2007

Data do 1º Testemunho: 06.12.2006

Actualizado a: 19.08.2016

 

 

Quero começar por dizer, que é com muito gosto que participo neste blog, pois como me ajudou a mim a esclarecer muitas questões e a encontrar pessoas que também tinham os mesmos problemas que eu, espero que com o meu testemunho seja também uma forma de esclarecer ou dar a entender às pessoas, que o venham a ler que elas não são as unicas e que muito provavelmente tudo o que aqui possam ler, em alguns casos, também já passaram ou sentiram na pele...

Desde que me conheço (2 anos) sempre fui gordinha embora não sendo uma criança obesa, mas sempre com peso a mais para a idade e altura...

Durante anos nunca me preocupei com o facto de ser gordinha, mas com a idade as coisas mudaram e na adolescência as coisas complicaram-se

Dietas umas atrás das outras e a perda de peso era minima, até que com uma dieta de muito rigor onde eu por vontade própria só comia uma vez por dia...aí sim!
A felicidade andava-me espelhada no rosto, perdi muito peso e em tempo record, não sabendo eu o que estava para vir...
quando a memória começou a faltar, a força, a capacidade de concentração também aleada ao facto de quase ficar careca, eu percebi o erro que tinha cometido e parei de imediato com tudo.
Escusado será de referir que o peso voltou e até ganhei mais...
Em relação aos outros problemas recuperei, mas já nunca mais fui a mesma...

Anos mais tarde, o peso sempre a subir e a idade a avançar e o rol de dietas continuou... A vergonha de ser apontada como gorda, pote, barril ect... e é sempre uma tortura para ir comprar roupa.

É dificil lidar com a crueldade da sociedade...

Agora, depois de um passo importante aquele que nos tráz uma responsabilidade para o resto da minha vida "a maternidade", percebi que o meu filho precisa de mim para o resto da vida e eu quero vêlo crescer, e tenho consciência de que se continuar com este peso e sem fazer nada para que isso mude, não vou poder acompanha-lo, pois eu tal qual como todas as pessooas com excesso de peso, corro um maior risco ao nivel de saúde... e que pode ser fatal...

Bem, mas o que importa é o que quero aqui passar com esta mensagem...
é que as pessoas como eu, que sofrem com excesso de peso, lutem para que isso mude mesmo que tenham de fazer qualquer tipo de cirurgia (não estando aqui a defender este método), acho que esta decisão deve ser tomada quando as pessoas não conseguem de forma alguma atingir os seus objectivos, por via de uma dieta ou de uma ciruirgia mais simples, pois eu vou fazer um Bypass, que é das que se fazem para a obesidade, a mais interventiva)...

Muitas vezes me perguntam se não tenho medo de me submeter a algo tão rigoroso e eu sinceramente digo "não tenho", pois entendo que se fizer a cirurgia as minhas hipoteses de uma vida melhor, são mais e a qualidade de vida também pode ser renovada...

Ainda não fui operada, mas espero que num futuro próximo, voltar a colocar aqui um testemunho com uma mensagem nova e com outro tema: O pós-operatório

 

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21.06.2007

 

…. E tudo passou, tão depressa que já lá vai um mês e não podia estar mais feliz pois a minha luta com a balança Começa agora a cair, é com muita felicidade que me peso pois cada vez que isso acontece ela baixou mais uns dígitos a felicidade é imensa cada quilo perdido é mais uma batalha ganha pois antigamente a perda era muito lenta e até nula mesmo se não comesse durante dias....estou feliz !!

Tenho a noção que não posso cometer erros e que tenho que seguir uma dieta rigorosa mas nada custa quando não se tem fome e quando se está motivado...

Da cirurgia só me lembro no momento da refeição pois a quantidade é tão pouca que quando como me faz rir e pensar que felicidade!Antigamente não era assim...
Sei que ainda tenho um longo e difícil caminho pela frente pois vou vencer esta luta e vou chegar ao fim da corrida sendo eu a vitoriosa e acender a tocha da felicidade...irei gritar VENCI!!!!

Sim esta vitória é pessoal e não pode ser vista nem tendo sempre em conta aquilo que outros querem ou então não se consegue chegar ao topo da montanha... é uma luta interna e constante.
Mas sempre com um objectivo "eu quero mudar e alcançar a minha felicidade", este é o meu lema...
Espero que seja uma ajuda para todas as pessoas e mais que seja uma forma de dar alento a quem está tentado a mudar a sua vida pois vale a pena acreditem....e eu ainda vou no início da caminhada...

 

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19/08/2016

 

E passados tantos anos desde o ultimo testemunho que aqui deixei, e tantas batalhas percorridas volto aqui para contar como tem sido esta luta,…

A euforia dos quilos perdidos rapidamente abranda, e o peso estabiliza, não podemos pensar que após essa perda acabou e já podemos voltar a deliciarmo-nos com tudo e principalmente a sentar o rabo no sofá….a cirurgia para a obesidade é uma moleta não um milagre, e temos de ter em conta sempre o que comemos e as atividades que desempenhamos.

Também eu passados 7 anos da minha cirurgia voltei a engordar ( não como estava no passado), fruto da inercia e a educação alimentar que não tinha nenhuma…

Ate que voltei ao rumo, fruto de ver a balança subir e de levar um ralhete do meu cirurgião…. De passar por anemias, por carência de ferro, défice de zinco e níveis de proteína muito baixos…

Voltei a ser acompanhada pela nutrição e voltei ao exercício físico, mas a maior mudança foi mesmo a reeducação alimentar, aqui reside a minha maior mudança, (claro que como todos os comuns mortais também cometo erros) ,mas sei que não posso pisar o risco da alimentação…

Passados estes anos todos estabilizei os níveis de massa gorda e passei para a fase da cirurgia estética, para retirar os excessos de pele que ficaram ….

Mas o meu foco continua, agora não tao focada na perda de peso mas no crescimento da massa muscular, pois depois de estabilizada a massa gorda e de termos uma percentagem de gordura dentro dos padrões designados normais para a estatura de cada individuo, devemos cuidar de tonificar o corpo e isso só se consegue com exercício físico adequado.

Nesta altura temos que falar em transformação e não necessariamente em peso, pois um quilo de gordura tem muito mais volume que um quilo de musculo… Com uma alimentação adequada e exercício físico adequado chegamos lá….

Posso dizer que nestes anos todos desta batalha passei  a gostar mais de mim e amar-me mais, e sei que não posso deixar de fazer exercício físico pois esse e essencial (confesso que já não vejo o exercício como um castigo).

Verdade que tenho contado com a força e a inspiração de muitas pessoas que me rodeiam que vivem a meu lado, e com aquela que mesmo não podendo (com muita pena minha) estar tao perto, esta sempre no meu coração e tem sido para mim sempre e será sempre uma referencia e um guia, ela sabe que é o meu anjo, chama se Gina, e tenho imenso orgulho em poder tê-la como amiga….

 

Beijinhos para todos e como diz o meu anjinho, o lema é: “Nunca Desistir

[16] Helena

Nome: Helena

Idade: 38 Anos

Peso: 75 Kg

Situação:Atravéz de dieta e ajuda nutricional

Data do Testemunho: 27.01.2007

 

Sou a Helena, tenho 38 anos e peso actualmente 75kgs.
Sempre fui uma adolescente obesa, uma rapariga cheia de complexos e vergonha, acho que tambem por culpa dos adolescentes da minha idade que sempre me tratavam por gorda ou baleia fora de água... infelizmente muitas crianças com o mesmo problema passam por isso, motivo esse, que as torna ainda muito mais deprimidas e por sua vêz as leva à solidão.

Os meus pais nunca foram comigo a nenhum médico pelo motivo de ser obesa, embora nas minhas consultas normais, sempre diziam “a sua filha tem que emagrecer”, mas que eu me lembre, nunca fiz uma dieta ou coisa parecida, pelo contrário, em casa comia-se muita vez o meu prato preferido “bife com batatas fritas”.
Hoje sei que tinha uma má alimentação e nunca fui ajudada pelos meus pais a modificar tais comportamentos, talvez, por pensarem “ela é adolescente, precisa de comer” ou coisa do género. Quando me queixava à minha mãe que os outros meninos me chamavam nomes, ela respondia-me, “filha não ligues” e pronto, ficava aliviada...

Quando deixei os estudos, pois não quis continuar a estudar, fui trabalhar para uma empresa de importação e exportação. Aí nessa altura pesava 85kgs com 19 anos de idade.
Sentia-me mal porque via as minhas colegas, bonitas, bem vestidas e elegantes e eu, só me sentia feia, muito feia... Comecei por mim própria a cortar alguns alimentos que digeria com muita frequência, tais como os bolos, os gelados, os refrigerantes e troquei tudo isso por outro tipo de alimentos, como saladas, legumes e bolachas de água e sal... mas como queremos sempre ver resultados de imediato, perdi o entusiasmo e voltou tudo ao mesmo, depois de ter perdido 3 kgs, voltei a engordar os 3 e mais 4kgs do que eu já tinha.

Conheci um rapaz com uns olhos lindissimos, apresentaram-mo e fiquei logo doida por ele. Depois de várias saídas com ele e com algumas amigas, pensei para comigo que tinha que o conquistar custe o que custasse. Então desesperada e ansiosa de ver resultados imediatos, fui ao Tallon, recomendado por algumas colegas que tinham lá ido e falavam maravilhas dele... “o médico milagroso, como diziam”, um engano! (quando deixamos de lá voltar, engordamos o dobro. Uma dependência...)

Logo na primeira semana seguinte ao tratamento, perdi 4kgs e daí sucessivamente, até chegar aos 68kgs. Sentia-me linda, maravilhosa, feliz... Consegui conquistar o meu amor e finalmente casar, pesava eu 55kgs quando me casei.
Fiquei grávida e após o nascimento da minha filha, comecei a engordar desalmadamente, não me perguntem porquê, parecia que até a água que bebia me engordava.
Passados dois anos e meio a balança pesava 96kgs, na minha casa nunca mais entrou batata frita, nem fritos, nem gorduras e o meu peso nao parava de aumentar... Entretanto mudei de emprego para perto de casa e como o meu trabalho era sempre sentada à secretária ainda piorou as coisas.

Desleixei-me completamente, temos o péssimo hábito de pensar “o meu marido nao se importa”, mas não é bem assim amigas... sabemos bem que eles sempre olham para outras mulheres mesmo despercebidamente... Fiz tudo, gastei centenas de contos em ervanárias, em médicos como o Póvoas, o Tallon e nada me fazia perder peso.

96kgs foi o meu peso durante 10 anos, mais um kg, menos um kg, mas rondava por aí. Graças a Deus mudei de emprego para o pé da minha irmã e com a ajuda dela, ambas fomos a um nutricionista. Com a força que nos une, até mesmo rivalidade que criámos entre nós para conseguirmos superar a fome, a ansiedade... resultou finalmente e peso hoje 75kgs. Estou com este peso há 3 anos, tenho a consciência que ainda não é o ideal, mas sou uma pessoa realizada, feliz com a vida e principalmente feliz comigo mesma.

Deixo aqui o meu testemunho e a certeza de que se não gostarmos primeiro de nós próprias, seremos eternamente infelizes. Nada na vida é impossivel... hoje ao ler os testemunhos destas pessoas, penso... como existem mulheres de garra, de sucesso e cheias de vontade de dizer ao MUNDO... EU SOU FELIZ!!!!

[15] Mariana

Nome: Mariana

Idade: 54 Anos

Altura:1,56

Peso: 102Kg /Actualmente 82kg

Situação: Banda Gastrica

Data do 1º Testemunho: 02.01.2007

Actualizado em 16.11.2007

 

 

HOSPITAL CUF – INFANTE SANTO
1ª CIRURGIA- 31/05/2006- BANDA GASTRICA ( Cirurgião Dr. Mário Neves)
No dia 03/06/06 , tive alta e fui para casa com a dieta indicada, no entanto passado um dia comecei com temperaturas altas e comecei a fazer antibioticos, mas não passou e tive de entrar de urgencia , com falta de ar , no dia 06/06/2006.
Aquando desta cirurgia , ao introduzirem uma “SondaGastroesofagica”, fizeram uma perfuração do esófago, que originou que, todos os alimentos ingeridos ( na altura so liquidos), se escapulissem por essa fissura e se fossem alojar nos pulmões, causando grave inflamação.
No entanto isto só foi descoberto dez dias após e só me foi explicado dois meses após o internamento.

2ª CIRURGIA - 06/06/2006 - INTERNAMENTO DE URGENCIA - DRENAGEN DOS PULMÕES
INTERNAMENTO NA UCIP DE 06/06/2006 A 18/06/2006 - 13 DIAS
Ao entrar de urgência , com falta de ar e temperatura elevada, foram feitos vários exames (TAC S / RX DIARIOS) , e uma cirurgia para drenagem dos pulmões, sem no entanto descobrirem qual a origem do problema, e correndo risco de vida , por varias vezes, ligada ao ventilador.

3ª CIRURGIA - 16/06/2006 - CLAMPAGEM DO ESOFAGO( Fissura no esófago)
Após dez dias de internamento, foi então detectado o buraco no esófago , sendo então efectuada a 3ª Cirurgia para Clampagem / isolamento do esófago, para que a fissura cicatriza-se ( 3 semanas).
Durante estas três semanas, com o esofago fechado, nada podia comer ou engolir..nem água ou a própria saliva, pois o esofago estava cozido com agrafes.

INTERNAMENTO NA ENFERMARIA DE 19/6/2006 A 15/07/2006 - 26 DIAS
ALTA HOSPITALAR EM 15/07/2006
Após tudo isto e passados sete meses, foi grande o meu sofrimento, ainda estou de baixa médica sem condiçoes para trabalhar.
Continuo com dificuldade em respirar fundo, com dores nas costas e peito, muito fraca e cansada- anemia, queda de cabelo acentuada..

CICATRIZ DO PORTAL DA BANDA C/ INFECÇÃO DESDE 01.NOVº2006
Acho que este testemunho serve para alertar para os perigos desta cirurgia e sobretudo para a negligência médica, da qual nunca assumem as responsabilidades.
Espero que todos os que estao para fazer este tipo de cirurgia, estejam confiantes e que tudo corra bem com todos.
Obrigada

 

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16.11.2007

 

COLOQUEI A BANDA EM MAIO 2006.......( COM MUITAS COMPLICAÇOES E RISCO DE VIDA)........
EM NOVEMBRO DE 2006 (SEIS MESES APOS A COLOCAÇAO BANDA), COMECEI COM UMA INFECÇAO NA CICATRIZ DO PORTAL DA BANDA..... FIZ NESSA ALTURA ENDOSCOPIA ALTA PARA VERIFICAR O ESTADO DO ESOFAGO , DEPOIS DE TER SIDO COMPLETAMENTE ISOLADO ,DURANTE TRES SEMANAS(POR ALTURA DA COLOCAÇAO DA BANDA / POR NEGLIGENCIA), DIFICULDADES EM ENGULIR ALIMENTOS , NO ENTANTO O ESOFAGO ESTA BEM , EMBORA CHEIO DE AGRAFES COMO SE VE NAS FOTOS.... PARA TENTAR ACABAR COM A INFECÇAO NO PORTAL DA BANDA , COMECEI A FAZER ANTIIOTICOS, MAS NADA...... ENTRETANTO , FUI COMPLETAMENTE ABANDONADA PELO MEDICO QUE ME ASSISTIU E FUGIU DEPOIS DAS COMPLICAÇÕES, E TIVE DE PROCURAR OUTRO MEDICO.
EM JANEIRO / 2007 , A BANDA COMEÇOU A EXTERIORIZAR-SE COMPLETAMENTE, PELO QUE FIZ UMA NOVA INCISAO PARA A COLOCAR DENOVO DENTRO DA BARRIGA A PARTIR DAQUI FICOU ABERTA UMA FISTULA SEMPRE A DEITAR "PUZ", E O MEDICO , DIZIA ME PARA "IR REZANDO PARA QUE A TAMPA FICASSE LA DENTRO"... È CLARO QUE REZAR NAO BASTA , E A TAMPA DA BANDA CONTINUOU A DEITAR LIQUIDO PELA FISTULA, PELO QUE PROCUREI UM NOVO CIRURGIÃO.......

ATRAVES DO FORUM DA "MARIA " E DO FORUM DA CLIX , E FALANDO COM ALGUMAS PESSOAS "BANDADAS", CHEGUEI AO DR. RUI RIBEIRO, QUE SE PRONTIFIOU A AJUDAR-ME.
ASSIM , EM NOVº/2007 (ANO E MEIO APOS A COLOCAÇAO DA BANDA) , RETIREI A MESMA , NO HOSPOR / SETUBAL.
EM BOA HORA CHEGUEI AO DR.RUI RIBEIRO, QUE ME TRATOU , QUASE DE URGENCIA , POIS A BANDA JA ESTAVA A PASSAR ( MIGRAR) PARA DENTRO DO ESTOMAGO, ROMPENDO AS PAREDES DO ESTOMAGO, O QUE JA ERA UMA SITUAÇAO DE ALGUM RISCO...

LIVRE DA "BANDA", AGORA SO ME RESTA RECUPERAR DE TANTA CIRURGIA, E TER MUITO CUIDADO PARA NAO AUMENTAR DE PESO ( NESTA HISTORIA TODA PERDI 2O KILOS)

AGRADEÇO AO DR. RUI RIBEIRO , QUE ME TRATOU E ME LIVROU DE MAIS ALGUMA COMPLICAÇÃO QUE PODERIA VIR A SER MUITO GRAVE PARA A MINHA SAUDE.

Bypass Gástrico*

 

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 O Bypass Gástrico pode ser feito por via laparoscópica, introduzindo-se umas pinças especiais no abdomen por umas pequenas incisões (vulgarmente chamado de furinhos) ou poderá ser atravéz de uma incisão abdominal (barriga aberta), sempre sob anestesia

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Esta cirurgia consiste em fazer um corte numa pequena parte do estomago(a mais alta) onde se cria uma pequena bolsa que será o nosso novo estomago ficando assim com tamanho de aproximadamente 50 ml.

Posteriormente é feito um desvio de cerca de 2 metros de intestino delgado que é ligado ao novo estomago, fazendo assim uma " passagem directa" dos alimentos para o meio do intestino.

Desta forma passa-se a comer menos quantidade, mas obriga a um comportamento alimentar de mastigar bem o alimento, comer lentamente e ingerir pequenas porções de cada vez, apresentando assim um melhor resultado de perda de peso.

Este tipo de cirurgia gera uma má obsorção dos alimentos e uma diminuição na absorção de ferro, calcio e algumas vitaminas.
A carência de ferro, vitaminas ou ácido fólico podem levar a anemía e a carência de cálcio á osteoporose.
No entanto esta falta de vitaminas poderá ser minimizada atravéz de uma dieta bem equilibrada e suplementação de cálcio, ferro e vitaminas.

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Embora não haja aumento no risco de doenças na parte desviada do aparelho digestivo, esta será mais facil de ser avaliada atravéz de exames como endoscopia ou radiografia, podendo retardar o diagnostico de alguma doença que por ventura ocorra nesta parte.

Outra complicação do bypass gastrico são as fistulas.
As fistúlas é o vazamento do estomago e/ou instestinos para a cavidade abdominal.
O risco de fistula no estômago é pequeno e com o uso do dreno 90% das fistulas são tratadas.

Também pode surjir a embolia pulmonar que é a obstrução dos vasos pulmonares mas a utilização de anticoagulantes e meias elásticas anti embolismo que comprimimem as pernas do obeso impedindo assim a coagulação sanguínea nesses locais, que são a principal fonte de êmbolos.
Essas meias são mantidas até o obeso se levantar e começar a caminhar.

 

 

[14] Carla Franco

 

 

 

Nome: Carla Franco

Idade: 23 Anos

Altura:1,62

Peso: + de 150Kg

Situação: Aguarda a cirurgia Bypass Gastrico

Data do Testemunho: 01.01.2007

 

 

A minha história começou desde muito cedo... afinal eu já nasci uma bébé gordinha... tinha 4kg e 50 gramas.
Aos três anos de idade tive de ser operada as amigdalas e aos adnoides.. coisas normais de criança.. fui operada em particular.. para garantir ser melhor tratada.. pois em particular sempre se pensou que era melhor que no público.. mas a operação não correu bem.. e fiquei com asma atópica.

Passei a ter crises muito frequentes.. quase dia sim dia não a ir para o hospital com ataques de asma.. e foi aí que os meus pais ouviram falar num medico muito bom.. para a asma.. o Dr. Melo Rocha.. comecei a fazer tratamento para a asma.. (cortizona) e as melhorias foram logo muitas.. mas gordinha como já era.. fui ficando mais.. mas o tratamento era imprescindivel para mim.. era o único que me fazia algum efeito.. mas em contra partida fazia me inchar.

Comecei com vacinas todos os dias.. com o passar do tempo dia sim dia não.. depois semanalmente.. até quinze em quinze dias.. até hoje.. que só tomo quando tenho crises. Apesar de tanta cortizona tomada durante quase vinte anos... até aos meus 13 ou 14 estava gorda.. mas nunca tão exagerada como hoje em dia....

Começou a adolescência e com ela as minhas tentativas de emagrecer... dietas caseiras.. que não resultavam.. idas a nutricionistas e dietas acompanhadas por eles.. que o emagrecimento era tão lento que fazia a primeira semana com todo o entusiasmo, a segunda como não via resultados começava a desmoralizar.. e na terceira semana já começava com pequenos “deslizes” e quando dava por mim já não estava a fazer dieta nenhuma.. mudava de nutricionista.. idas a psicologos..tudo o que ouvia que era bom os meus pais faziam o esforço e lá ia eu para mais uma tentativa de emagrecer... mas sempre em vão...

Até certo dia que ouvimos falar de mais um medico em Lisboa.. o Dr. Martins de Castro, e mais uma vez lá ia eu.. feitas analises.. receitou me um monte de comprimidos para tomar.. e mais uma dieta.. fiz com toda a força.. emagreci.. 27kg em 3 meses.. estava radiante.. tinha atingido o peso ideal para mim naquela altura.. tinha 60kg.. estava maravilhada.. super feliz.. mas não me sentia bem.. sentia me tão fraca.. só o facto de fazer a minha cama era o suficiente para eu desmaiar quase.. mas eu não me importava.. afinal tinha conseguido emagrecer... fui a mais uma consulta.. entre tantas que já tinha ido.. e ele disse que eu não precisava mais de tomar os comprimidos, visto que já tinha emagrecido e estava com o peso ideal.. e começou algo que até hoje nunca mais se controlou..

Comecei a engordar sem controlo.. parecia um balão a inchar.. inchar.. inchar.. fiquei com principio de anemia.. de tao fraca que estava.. fiquei com falta de cálcio.. e bastou me torcer o pé para fazer uma fractura no pé.. mas no hospital (de sintra, quando ainda existia) disseram que não era nada.. era “mariquisse” minha! Mesmo cheia de dores lá andava eu.. afinal nao tinha nada.. mas depois acabou por partir.. bastou uma pequena pisadela.. de uma criança!!!!

Fui obrigada a ficar em repouso absoluto.. e andei de canadianas um ano e três meses.. e inchava.. inchava.. afinal pouco me mexia.. estava mesmo proibida pelos medicos..pois senão teria que fazer um excerto de osso e perdia o andar durante dois anos e depois seria como voltar a aprender a andar.. o que demora imenso tempo.. mas quando tudo acabou lá fui eu para mais dietas.. e inscrevi me na natação para ajudar.. andei ainda bastante tempo na natação.. mas depois tive de deixar porque alarguei muito nas costas e nos ombros e que me poderiam causar problemas de coluna.. tentei fazer de tudo o que ouvia.. ouvi falar da Herbalife e também tentei.. mas nada resultou.. até que fui a minha médica de familia e ela me falou na cirugia.. e lá fui eu.. onde ainda hoje aguardo para cirugia.. já a mais de dois anos.. pois entretanto com problemas de asma pelo meio.. um internamento tambem.. que se veio a descobrir que tenho apneia do sono.. e actualmente durmo com cipap já vai fazer em maio dois anos.. então tenho mais riscos na operação e tenho de fazer muito mais exames que o normal.. que já eram muitos e ser acompanhada também por um pneumologista..

Mas as previsões são para junho deste ano (2007) o que já é uma luz ao fundo do tunel.. para quem esperou todo este tempo já é tao bom saber uma previsão!!
Perdi completamente o controlo por mais tentativas que faça para tentar baixar o meu peso.. e com isso sempre foi afetando a minha vida.. social.. escolar.. afectiva.. tudo..até as amizades.. que eram poucas muito poucas... isolava me muito era capaz de passar dias e dias sem sair de casa.. era muito doloroso sair a rua e ouvir comentários, por mais baixo que as pessoas falassem.. ou mesmo ouvir bocas.. das mais diversas possíveis.. desde crianças a adultos e pessoas idosas.. cada comentário parecia uma facada em mim.. então a melhor solução era não sair.. assim ninguém me ia ver.. então tambem não iam comentar!!

As amizades que eram muito poucas.. contavam se pelos dedos das mãos.. senão de uma mão... os namoros falhados.. poucos.. mas falhados.. até que um dia com das poucas amizades que tinham que me vinham buscar a casa para me obrigar a sair e passar um fim de semana a casa delas.. que o faziam muitas vezes.. e que adorava e me acabava por divertir.. pois com elas não ouvia bocas.. sentia me bem.. nao era humilhada nem rejeitada.. conheci numa dessas saidas varios amigos comuns delas.. e o que é hoje a pessoa que mais amo na vida.. que é actualmente o meu marido.. alguém que nunca teve vergonha de mim.. que sempre me tratou como uma pessoa normal.. pois aos olhos das outras pessoas eu era anormal.. mas aos dele não.. e gostou de mim tal como estou! GORDA!

Sempre me disse que não é o exterior o mais importante.. mas sim o interior.. são poucas as pessoas a pensar assim, mas ele nunca sentiu vergonha de sair comigo, de me apresentar aos amigos.. á familia.. em fazer parte da sua vida.. digamos que foi um anjo que me caiu do céu.. que me apoia muito muito.. todos os dias.. pois actualmente tenho muitas limitações mas ele da-me sempre força.. tem sempre uma palavra de conforto para mim... desde quando vamos sair a algum lado ir ver se as cadeiras dão para mim.. pois se tiverem braços eu não me consigo sentar, ou o facto das cadeiras de plastico de uma esplanada nao dar para mim.. arranja sempre maneira de conseguir fazer as coisas.. e se não der vamos a outro lado.. a ajudar me a cuidar da casa.. a cuidar de mim quando não estou bem.. actualmente tambem estou com dor ciatica.. que por vezes fico muito atacada.. dores horriveis.. e ele sempre ali ao meu lado.. a apoiar me..a ajudar me em tudo.. desde o deitar.. como a simples coisa de apertar os atacadores dos ténis.. essas coisas que só quem passa por isso é que sabe dar o valor.. que só uma pessoa num estado de obesidade mórbida sabe realmente o que é.. e infelizmente eu sei bem o que é.. mas estará a chegar ao fim este tormento todo.. pois aguardo a cirugia (by pass gastrico) para breve.. e quando fizer a cirugia eu darei um novo testemunho com o decorrer do meu processo de EMAGRECIMENTO!!!!!!!! :)

Espero que este meu testemunho ajude muitas pessoas, pois conhecer pessoas que estão ou já estiveram obesas tem me dado muita força. Obrigado :)
Se quiserem falar comigo podem mandar mail ou pelo msn (ckc__@hotmail.com)
beijinhos a todos e até um novo testemunho com menos “peso” :)

[56] Luísa Barreiro

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Nome: Luísa Barreiro

Idade: 60 Anos

Altura:1.62 cm

Peso: 127 Kg

Situação: Sleeve Gástrico

Data  da Cirurgia: 22.01.2016

Data do Testemunho:31.07.2016

 

 

 

Sempre fui gordinha desde pequena.

Depois de várias dietas inclusive ir aos médicos da moda,no qual perdia muito peso,mas depois recuperava esse e muito mais.

Até que por conselho de várias pessoas, começou a minha caminhada para a cirurgia BARIATRICA.

Foram 3 anos à espera da primeira consulta no hospital curry cabral.

Depois de muito esperar vieram as marcações das consultas seguintes, o que ia demorar mais de um ano.

Mas felizmente  em seis meses fui operada no hospital Sta.Maria. Fiz um sleeve.

Não foi fácil mas valeu a pena, pois passava por tudo outra vez.

Estou muito feliz e quase a atingir os meus objectivos que são os 70 quilos

Os resultados são os visíveis e por isso digo a toda a gente para não ter medo e NUNCA DESISTIR!

[13] Sandra Oliveira

Nome: Sandra Oliveira

Idade: 30 Anos

Altura:1,65

Peso: 128Kg

Situação: Bypass Gastrico marcado para 25.01.2007

Data do Testemunho: 28.12.2006

 

 

Sou a Sandra Oliveira, tenho 30 anos. Em Janeiro de 2006, numa ida ao cabeleireiro, encontrei uma amiga que já não via há muito tempo, mal me viu, a primeira coisa que disse foi, “porque não colocas a Banda Gástrica?”. Acho que gelei, e percebi que devia estar muito GORDA, porque ela nem sequer me perguntou se eu estava bem…

Nesse dia decidi que tinha que fazer algo para mudar o meu aspecto. No dia seguinte fui ao meu médico de família, e pedi-lhe que me encaminhasse para o Hospital para a colocação da Banda Gástrica, ele não hesitou. No mesmo dia entreguei o documento e fiquei a aguardar.

Fiquei à espera da consulta… Até cheguei a sonhar com a consulta e com o médico...

No dia 22 de Março de 2006, fui à minha primeira consulta, o médico depois de conversar muito comigo, falou-me do BY-Pass Gástrico, disse-me que era o mais adequado para mim. Eu aceitei de imediato… Pois tinha que mesmo que mudar!!!

Este foi o primeiro passo, depois foram uma série de exames médicos, consulta de psicologia, nutrição e endocrinologia.

Passaram vários meses, demorou mais do que eu imaginava, mas agora tenho a cirurgia marcada para o dia 25 de Janeiro de 2007.

Estou apreensiva, acho que estou com medo, mas também acho que é normal!

Tenho muito receio da queda do cabelo, mas tudo se há-de resolver.

Já estou a fazer a dieta indicada pela nutricionista, estou a sentir-me bem, mas muito ansiosa. Sei que vou nascer de novo, tenho que reaprender a comer, a viver…
Espero dar boas notícias em breve…

[12] Lisa

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Nome: Lisa

Idade: 40 Anos

Altura:1,76

Peso: 133Kg /Actualmente com 93kg

Situação: Fez a cirurgia Banda gástrica 17.02.2005

Data do Testemunho: 24.12.2006

 

 

Sempre fui a menina que ocupava mais espaço do grupo, na adolescência e depois na juventude, com excesso de peso, mas ainda dentro dos limites. 

Fiz o percurso normal dos "gordinhos", dietas... mais ou menos complicadas, médicos da moda... (Dr. Talon... Dr. Povoas...entre outros) Herbalife, Xenical e por aí...perdia e passado um tempo, os quilos perdidos voltavam com juros! O peso sempre aumentando e com ele os problemas de saúde a chegarem, tensão alta, dificuldade em dormir (cheguei a dormir com 3 almofadas) cansaço, dores nos joelhos, impossibilidade de fazer exercício físico e por aí...

Resolvi ir a uma consulta para saber o que melhor se adequava, se a Banda Gástrica ou Bypass, foi decidido pelo Médico que seria a banda.
Fiz a cirurgia estive um mês a líquidos, depois mais um mês a moles/purés e no 3º mês já a sólidos.

Perco peso muito lentamente. Neste momento perdi já 40 Quilos, ainda me faltam mais alguns... já me foi apertada a banda 6 vezes, porque sou mesmo difícil de perder peso... consigo comer sólidos, se mastigar tudo muitíssimo bem, ou seja tenho refeições em que demoro quase uma hora.
Aprendi a fazer as refeições conforme posso, sem fazer disso um drama. Adquiri novos hábitos, aprendi que para conseguir fazer uma refeição de sólidos, terei de estar serena, mastigar muito bem e conversar pouco, assim sendo quando a refeição é feita fora de casa, normalmente opto por sopa, não porque têm de ser, mas porque assim fico menos apreensiva com o facto de me sentir menos bem.

O perder peso mais lentamente, que inicialmente me preocupou e até me deixou um pouco desiludida, pois queria perder o mais rapidamente, acabou por ser positivo, pois tem dado tempo aos tecidos e à pele de ser ir reajustando. Por este andar possivelmente não será necessário recorrer a nenhuma cirurgia plástica.

Para terminar, este testemunho, gostaria de dizer que foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida, que a minha qualidade de vida melhorou, voltei a fazer as coisas mais simples, tais como baixar-me para abotoar os ténis, ou brincar aos saltinhos com os miúdos. Valeu a pena!

[58] Paula Silva

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Nome: Paula Silva

Idade:  38 Anos

Altura: 1,62 cm

Peso: 107 Kg

Situação: Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 05.08.2016

 

 

 

Desde criança que comecei uma batalha contra a comida.
Até aos cinco anos fui uma criança magra e comia pouco.
Criada por um pai austero, que começou a insistir e a obrigar-me a comer mais, muito mais.
Recordo episódios às refeições de muito choro e vómitos.
Como tinha um irmão mais velho que comia bem e muito, obrigavam-me a acompanha-lo e a fazer corridas de comida, o prémio; ser o primeiro a terminar.
Talvez tenham sido estes episódios a despoletar na minha mente o meu pior pesadelo e os problemas com a comida.
Recordo-me que com 13 anos pesava 75 kilos e aos 22 pesava 93 kilos, foi sendo uma bola de neve.
Como a minha progenitora tinha um estabelecimento comercial(café), aproveitava e entupia-me em sumos gaseificados, bolos, gelados, doces, comia muito e de tudo.
Não tinha hábitos alimentares corretos, não comia legumes, nem fruta e não fazia exercício físico.
Todo o excesso de peso comprometia-me na escola em atividades com os colegas e amigos, não me despia à frente deles, não conseguia comprar e usar as roupas da moda, tinha vergonha do meu corpo.
Usava roupa larga, para não se notar os “pneus”.
Já era casada e mãe, tentei algumas dietas, mas voltava sempre ao mesmo, no entanto tomava consciência de que não podia continuar assim.
Decidi procurar ajuda, quando me senti limitada, doíam-me as costas e os joelhos, e subir escadas deixava-me sem respiração.
Um dia encontrei uma amiga que tb no passado era obesa e estava linda e magra, radiava um brilho, uma luz.
Ela deu-me a mão e levou-me até ao Doutor Rui Ribeiro, o Doutor que me deu a oportunidade de Renascer.

A ele e a toda a equipe multidisciplinar sou eternamente grata, pois deram-me a ferramenta para chegar onde estou e ser quem sou hoje.
Toda a equipe  tem um papel fundamental no processo, quer pré, quer pós-operatório, a confiança que nos transmitem e a forma como nos preparam é crucial.

Cheguei ao máximo de peso com 107 kilos, o peso com que fui antes de ser submetida ao bypass gástrico.
Depois da cirurgia estabilizei o peso nos 69 kilos.
Não considero que a cirurgia seja dolorosa e acho o processo de recuperação rápido, ou sou eu que sou mais tolerante à dor(risos)
Para mim a parte mais difícil foi mesma a fase dos líquidos(senti muito a falta de mastigar) fome nunca tive.
Segui sempre as orientações da nutricionista, uma pessoa formidável que sempre me ajudou e ainda ajuda, mas que teve uma grande importância para o meu processo de consciencialização e como gosto de chamar “mudar o chip”.
Não precisamos de fazer dieta para o resto da vida, precisamos ter uma alimentação saudável e equilibrada e fazer exercício físico.
Sim, exercício físico aquele monstro de quem me escondia no sofá.
Deixou de ser um pesadelo e é um sonho, um prazer, algo que faço sempre com muita satisfação.
Orgulho-me de dizer que faço Corrida, (tenho a marca de 10kms) e Ginásio quase todos os dias.
Na corrida já fiz provas oficiais (Vitalis-7kms,Meia Maratona Lisboa 6,5km, Corrida Liberdade-5kms) Corrida de Santo António/Cofidis-10 kms) e cortar a meta é uma sensação indescritível.
A Cirurgia mudou a minha vida pessoal, familiar, profissional.
Sou mais confiante, mais persistente, tenho um ego e auto-estima muito elevado, sou mais ativa, tenho muito mais gosto em fazer tudo.
Gosto de incentivar as pessoas a mudar de vida, a se exercitar e a mudar a alimentação, no entanto mais do que ser um exemplo, tento sempre transmitir às pessoas que sofrem desta doença que está na mão de cada um a mudança.
A obesidade é um flagelo, procurem ajuda médica, sejam a mudança que querem ver no mundo.
Palavras que gosto sempre de ter presente e que me ajudaram; Nunca Desistir, Acreditem sempre.

[11] Sónia Flor

 

 

 

Nome: Sónia Flor

Idade: 30 Anos

Altura:1,60

Peso: 128Kg /Actualmente com 80kg

Situação: Fez a cirurgia Bypass Gastrico 18.04.2006

Data do Testemunho: 20.12.2006

 

 

 

 

Chamo-me Sónia Flor, tenho 30 anos, sou casada e tenho dois filhos.

Sempre fui gordinha, mas depois do meu primeiro filho aumentei muito de peso.Daí para a frente foi só ver o peso a aumentar, nunca mais consegui voltar a antiga silhueta.

Cheguei até aos 128 quilos!!!

Em Abril deste ano, depois de um ano de exames e acompanhamento psicológico e nutricional, fui operada, e fiz um bypass gástrico, mais conhecido como redução de estômago

Neste momento, e passados 8 meses já perdi 48 quilos!!

Tenho a agradecer ao Drº Edgar Rosa, que foi o médico cirurgião que me operou e acompanhou no pós-operatório.

Estou muito feliz!!

Já há muito tempo que não era tão feliz!

Sinto-me uma outra mulher !

Banda Gástrica*

É a cirurgia para o tratamento da obesidade mórbida mais conhecida entre nós.
Ela consiste em colocar uma prótese (anel) de silicone inflável (como uma camera de um pneu) na parte superior do estomago formando uma ampulheta, diminuindo assim a capacidade de ele receber alimentos.

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Este anel, divide o estômago em 2 compartimentos:

- Um pequeno que fica acima da banda (anel) e irá armazenar a pouca quantidade de alimento.
- E um segundo maior, que é o restante do estômago.
Esta prótese é ligada a um pequeno reservatório de metal e plástico que fica por debaixo da pele, e que é alcansável por uma fina agulha por onde se injecta um liquido permitindo insuflar ou desinsuflar a banda regulando-se assim a passagem do alimento.

 

A primeira parte do estômago fornecerá os sinais de saciedade quando cheia de alimento, impedindo assim que o obeso coma grandes quantidades em pouco tempo.O alimento passa lentamente para a segunda parte do estomago que é onde se processa a digestão.

Nesta operação, apenas o excesso de volume de comida é barrado, pois os liquídos passam livremente, portanto se o obeso injerir liquídos hiper-calóricos, a operação não vai conduzir a uma perda de peso.
O obeso é assim forçado a mastigar bastante bem e a comer lentamente, ingerindo pequenos pedaços de cada vez.

Esta é uma cirurgia que pode durar uma vida, pois a duração da banda não tem limite, porém e caso o obeso não se adapte, pode ser totalmente revertida atravéz de uma nova cirurgia.

A banda gástrica resulta numa perda média de cerca de 50% do excesso de peso e apesar de tratar-se de um método menos invasivo, existem alguns problemas que podem acontecer após a cirurgia e um desses problemas é uma infecção no local da implantação do portal.


Também pode ocorrer um deslocamento da banda para porções mais inferiores ou superiores do estômago, que é normalmente chamado de deslizamento.


Isto normalmente acontece pela insistência em se fazer uma alimentação forçada ou pela introdução muito precoce de grandes quantidades de alimentos sólidos.


Pode também surjir uma erosão ou migração que é o nome que se dá quando eventualmente a banda possa erosar a parede do estomago migrando para o interior do mesmo.


Os principais indicios da migração são dor de estomago, perda de saciedade e infecção tardia no portal de ajuste.
Numa situação de migração a banda terá que ser removida por via laparoscópica.


Por fim existe também o risco de vazamento na banda ou no tubo de silicone, o que necessitará de substituição da parte danificada.

 

A banda gástrica pode ser ajustada a qualquer momento, sem a necessidade de novas operações, permitindo uma adequação da quantidade de alimento injerido ás necessidades e a tolerância de cada um.

 

Deixo-vos aqui uma animação...

 

[10] Carmita

 

 

Nome: Carmita

Idade: 38 Anos

Altura:1,56

Peso: 120Kg /Actualmente com 90kg

Situação: Fez a cirurgia Banda Gastrica 09.02.2003

Data do Testemunho: 09.12.2006

 

 

 

 

Fui operada em Fevereiro 2003 , com 35 anos coloquei a banda gástrica correu tudo bem, o pós operatório também não me custou fazer a dieta liquida e dia para dia ia perdendo peso uma aminação..... Passados 2 meses comecei a não perder peso e no terceiro mês quando fui para fazer o primeiro ajuste o médico não conseguiu acertar no reservatório...mandou-me passar lá na semana seguinte porque tinha que trazer agulhas maiores pois possivelmente o reservatório estaria muito fundo! Quando voltei e vi as agulhas enormes, só me deu vontade de sair dali a correr, e mais uma vez não conseguiu ajustar.

Com estas idas e vindas, quase passou 1 mês e... resultado tive que ir ao bloco operatório para fazer a recolocação da banda. Resumidamente... voltou tudo ao início, desde a dieta líquida, pastosa e depois mais consistente. Só que desta vez o médico disse-me que deveria de ter mais cuidado para não fazer esforços, mas eu tenho que fazer a minha vida normal e os sacos das compras não vão sozinhos ter comigo!!! Deixei de pegar em pesos.... Andei mais 6 meses, e pouco ou nada perdia de peso, e até á data tinha perdido 13 quilos.

Passados 1 ano, comecei a comer a ter fome etc etc....e o mais estranho é que já comia como se não tivesse a banda. Comecei a recuperar o peso perdido. Nos 6 meses seguintes comecei a vomitar tudo o que comia, não conseguia aguentar muito tempo no estômago, pois vomitava tudo.... e como consequência tive um esvaziamento da banda e dei entrada no hospital, fui operada de urgência (num dia de greve de enfermeiros...não podia ser tudo mau). Correu tudo bem! Tive alta passado uns dias vim começar de novo(pela 3ª vez) só que agora, não tinha a banda ajustada simplesmente estava em volta do estômago mas sem estar apertada, e como resultado tive umas belíssimas férias e comia de tudo, e quanto mais comia mais fome tinha, ou seja o peso que tinha perdido veio todinho de novo.

Estamos em meados de 2005 voltei de novo á consulta, fui observada, e foi detectada uma mancha no pulmão resultado de uma problema que tinha tido anterior, a tudo isto claro o sistema nervoso alterou de tal forma que mal conseguia comer, mas engordar era a olhos vistos…fiz análises andei sempre controlada... tudo bem, valores bons para a minha idade… com tanta engorda voltei a entrar numa fase menos boa em que desanimei já não queria saber de mais nada. Em Junho de 2006 voltei de novo á consulta em que a minha médica voltou a ajustar a banda e agora pela 4ª vez estou a emagrecer, mas não como desejaria estou mais leve sim, mas a um ritmo muito lento, ganhei coragem inscrevi-me num ginásio, e já lá vão uns kilinhos no entanto estão a ponderar retirar-me a banda e fazer by-pass gástrico!!!! Pois eu sou um mau exemplo de banda gástrica! Nem tudo são rosas, ou melhor nem tudo são kilos de gordura perdidos, tenho tido alguns dissabores. E como em tudo na vida, há as percentagens boas e as menos boas e eu tenho andado sempre nas menos agradáveis. Vou continuar nesta luta entre mim e uma banda de silicone, que me deixa com água na boca porque quero comer mais comida consistente e só me deixa passar bem os liquidos. Imaginem os meus agradáveis almoços de sopinha para a frente e para trás e uma vez por outra lá consigo comer algo mais e fico logo cheia …..o que eu gostava mesmo é que todo este meu sacrifício fosse compensado perdendo mais uns quilos, usar calças de ganga era um sonho, vamos ver se um dia será realidade!

Aqui fica o meu testemunho para que todos não pensem que é só colocar a banda gástrica e os quilos desaparecem... há sempre o reverso da medalha, o sabor amargo! Mas não irei desistir :)
Um abraço para todos e obrigado a quem me tem ajudado.

XXLight - Quem Somos*

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Somos um grupo de Obesos e Ex-Obesos que se apoiam e auto-ajudam na luta de deixar de ser XXL e passar a ser light.

 

A nossa "relação" começou a ficar tão próxima que houve a necessidade de nos conhecermos pessoalmente e organizarmos um encontro físico.

 

A experiência foi tão enriquecedora que já se organizaram vários encontros um pouco por todo o país (Oriente, Caldas da Rainha, Leiria, Barcelos, Sintra, Alenquer).

 

A entreajuda está sempre presente e reina sempre a boa disposição.

Com força, coragem e ânimo vemos aos poucos descer o ponteiro da balança e subir a nossa qualidade de vida e auto-estima.

Sabemos que não é fácil esta luta constante e diária com a balança mas Acreditamos que é possível!

 

Não somos nenhuns super – heróis!

 

Somos como TU!

 

Se não acreditas naquilo que és capaz de fazer, quem vai acreditar?

 

Somente quando tiveres convicto daquilo que desejas conseguirás o objectivo final.

 

O nosso futuro não é da responsabilidade de outros…

Nós é que construímos o nosso futuro!

 

Sem desculpas, podes começar…

 

Não desesperes…sê paciente e…

 

NUNCA DESISTAS!

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Bau da Madrinha
 
 

Estarão a perguntar... o que é "O Baú da Madrinha"?

 

O Baú da Madrinha é um espaço que recebe a roupa que alegremente nos deixa de servir mas está em boas condições para ser usada por outra pessoa.

 

Esta ideia surje porque muitos de nós quando começamos a emagrecer temos peças de roupa que nos ficam enormes e ainda novas devido ao emagrecimento rápido.

Como é natural, quem ainda não tenha emagrecido terá uma necessidade maior de roupinha de números grandes que poderá vir buscar ao baú.

 

Assim sendo, quem tem dificuldade de encontrar roupa do seu tamanho tem aqui mais um incentivo para continuar a emagrecer e poderá assim doar ao Baú da Madrinha os numeros que já lhe estão grandes e levar os numeros que lhe serve e gosta!sorriso.gif

 

Este pequeno espaço estará aberto no 1º domingo de cada mês, e está localizado em frente á Junta de Freguesia do Forte da Casa (pertinho de Alverca), e ao lado da estação dos CTT. Ficando desde já anunciado que a sua abertura será já no próximo dia 6 de Setembro.sorriso.gif

 

O Baú da Madrinha recebe roupa, calçado, cintos, brincos, colares, malas, lenços, todo o tipo de acessório que complementa a auto estima!

 

Renova-se o corpo e o roupeiro a custo zero e mais uma vez a entreajuda está presente...

 

Porque Doar é Amar e conseguir Ajudar!...e significa que não desistimos de nós e principalmente não desistimos dos outros ajudando-os com a doação de roupa!

 

 

 

 

 

O percurso de todo um projecto feito de Amigos e muita Animação...
Ficam as recordações de momentos muito bem passados, e a troca de experiencias e a...Saudade.
A TODOS que ajudaram este projecto realizar-se o meu muito Obrigada :) 

 

 

 

Talento XXL - O Nosso Artesanato

 


Com o decorrer dos anos vi crescer esta família XXL.

Apercebi-me que muitos tinham outras habilidades escondidas para além dos seus grandes corações de entreajuda...

E estarão a perguntar-se... mas que habilidades??? O Artesanato!!

Foi assim que surgiu a ideia de juntar de novo esta magnifica família XXL, mas desta vez com o intuito de dar a conhecer as habilidades de cada um, sendo esta mais uma forma de conviver e de se ajudarem mutuamente… e sempre é mais uma "boa desculpa" para nos juntarmos e fazermos aquela animação que já é habitual...

Da ideia á prática foi um instante... Porque o lema é NUNCA DESISTIR!

Nasceu então a Feira de Artesanato com o nome "Talento XXL"

Se estás a pensar que não podes participar porque não tens nenhuma habilidade... Enganas-te porque tens uma das maiores habilidades...
fazer-nos felizes com a tua visita nas nossas exposições "Talento XXL - O Nosso Artesanato"

Se sabes fazer algum tipo de artesanato (pintura, escultura, acessórios, fotografia, croché, ponto cruz, Arraiolos etc...) basta inscreveres-te 

O limite é a tua imaginação e habilidade!

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[9] Maria da Luz

 

 

Nome: Mary

Idade: 40 Anos

Altura:1,60

Peso: 100 Kg

Situação: Cirurgia marcada para 05.01.2007(Banda Gástrica)

Data do Testemunho: 05.12.2006

 

 

Olá a todos! Espero que a minha história possa ser útil a alguém ou pelo menos é simplesmente a minha história.
Também eu já fui magra, nunca esquelética como está na moda,mas com um peso razoável em relação à minha altura.
À uns bons anos atrás comecei a aumentar de peso sem saber muito bem porquê! O meu médico achou que eu devia comer muito etc,etc..(é o que toda a gente pensa quando vê um gordinho).
Depois como ficava muito deprimida com frequência, acharam que estava relacionado com a morte dos meus pais,e toca de receitar antidepressivos que ajudaram à festa(mais vinte quilos).Com isto tudo fui engordando e cheguei aos 90 quilos. Finalmente uma alma milagrosa mandou-me fazer análises e descobriu que o que eu tinha afinal, era um Hipotiroidismo descontroladíssimo.

No entretanto fiz tudo para perder peso claro! Nutricionistas, Dietistas sei lá .Até ao Dr Tallon fui porque estava na moda.Emagreci, mas depois voltava ao mesmo.Agora tenho 40 anos, 100 quilos e um problema de coluna grave que não aguenta com tanto peso. E também pouca qualidade de vida, muitas dores e limitações.

Hà dois anos uma amiga minha colocou uma banda gástrica numa clínica no Porto , gastou 10.000 Euros e hoje está espectacular com 20 Quilos a menos. Eu disse que não tinha coragem nem dinheiro, e achei impossível de conseguir nos Hospitais Públicos.
Agora, à coisa de dois meses outra amiga a mesma coisa, mas desta vez foi num Hospital Público e acompanhei de perto o processo. Bem... Achei uma solução para o meu problema...ela tem-me dado imensa força e consegui consulta no Pulido Valente. Achei que chegava de entrar nas lojas e olharem para mim como se fosse anormal " para o seu tamanho não tenho nada ", as colegas sempre " Estás mais gorda? " apesar de não estar...sempre deprimida porque apesar de não cometer grandes excessos engordava na mesma. Já quase não consigo olhar para o espelho. Tenho duas filhas para criar e um marido espectacular que me dá muita força para eu seguir em frente. Não aguentava mais.Aceitei a ajuda da minha amiga. Hoje tenho a Cirurgia marcada para dia 5 de Janeiro de 2007, vou ser operada na Clínica de Sto.António da Reboleira (como tenho ADSE só vou pagar uma taxa) e estou super ansiosa e cheia de coragem para o que vem a seguir.

Este é o meu testemunho ,espero que sirva de ajuda para alguém, nem que seja para dar força e coragem a darem um passo em frente para resolver mais um caso. Cada caso é um caso, mas tudo tem solução.

Tenham coragem, falem com o vosso Médico de Familia, peçam ajuda.Não sofram em silêncio. A Obesidade é um problema sim ,mas com solução.

Balão Intragástrico*

1971O balão intragástrico é um tratamento da obesidade que utiliza uma protese de silicone na forma de um balão que é colocado por endóscopia no estômago do obeso.

 

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Esse balão é colocado vazio por via endoscópica (1) e depois insuflado com soro fisológico e um corante (2). O balão ocupa espaço no estômago (3) e dá ao obeso a sensação de saciedade com a ingestão de pequenas quantidades de alimentos atingindo assim a perda de peso desejável.

 

Esta é uma técnica temporária e é obrigatório retirar ou substituir o balão por via endoscópica após 6 meses, pois o mesmo aos poucos vai sendo corroído pelos ácidos estomacais.

 

 

 

A técnica do balão é indicada para obesos com IMC entre 35 e 40 que não conseguiram obter sucesso com outro método, e para super obesos, que necessitam perder peso antes da cirurgia de obesidade a fim de reduzir os riscos cirurgicos.

 

Embora a colocação de um balão seja um procedimento pouco invasivo, ele não é isento de riscos.
balao2.gifA sedação ou anestesia necessárias para a colocação ou retirada do balão tem alguns riscos (reacções alérgicas, arritmias cardiacas, complicações respiratórias ect..). Vómitos e desconforto na região do estômago são efeitos comuns, mas tendem a desaparecer, e que podem ser atenuados com medicação.

 

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Para ser possivel detectar o vazamento do balão, ele é insuflado com um corante que provoca alteração na cor das fezes e urina. Caso aconteça o vazamento terá que ser retirado o balão de imediato.

 

O balão intragástrico é uma medida utilizada como auxiliar na cirurgia de obesidade.
Esta é uma tecnica não cirurgica e deve ser sempre acompanhada de uma reeducação alimentar, pois o obeso tende a engordar todo o peso perdido depois de retirado o balão, se não tiver alterado a sua alimentação durante esses 6 meses.

 

[52] Paula Costa

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Nome:Paula

Idade:44 Anos

Altura:1.69 cm

Situação: Sleeve Gastrico

Data do Testemunho:07.04.2010

  

Muitas pessoas já me tinham pedido para colocar as fotos do Antes e Depois, mas achei que isso teria mais lógica quando o processo já estivesse numa fase mais estacionária. 

Julgo ser agora a altura certa, embora ainda me encontre a perder peso, só que muito mais lentamente, pelo que o essencial da questão já aqui fica.

  Assim… aqui ficam as fotos das diversas fases do processo, até ao dia de ontem em que completei 1 ano de cirurgia.

 

Convém talvez esclarecer que… 

Sempre fui uma pessoa gorda, comecei dietas aos 9 anos de idade… 

Aos 13 contava as calorias que comia e fazia dietas acompanhadas de anti-depressivos e já pesava mais de 100kg… 

Aos 14 iniciei um hobby em que era boa (e que só abandonei por imperativos da vida pessoal, mas que irei retornar logo que o meu Piolho tenha idade para ficar sozinho em casa!) e que me realizava pessoalmente, o que nunca me deixou espaço para depressões ou tristezas pelo facto de ser gorda. Sempre me dei relativamente bem com o corpo que tinha, sem grandes complexos. 

Aos 18/19 emagreci bastante, não com dietas, mas com o ritmo de vida que levava, muita agitação e pouca dormida… o facto de não parar quieta, ajuda a emagrecer, além de que comia pouco, mas foi essencialmente por não parar quieta que me levou aos 75/78Kg durante uns 2 ou 3 anos 

Casei aos 24 e teria ainda uns 85Kg…. E depois… vida descansada,,, levou-me aos 100kg ou mais, novamente. 

Recomecei com as dietas minhas… de ervanárias… muitas, muitas… e diversas… 

Aos 28/29 fiz uma dieta rigorosíssima com HERBALIFE (desculpem a publicidade Tiago e Sarah, mas tem que ser…) e desci aos 80 novamente. 

Aos 30 divorciei-me e estaria talvez nos 85kg, não sei precisar muito bem.. 

Aos 34 voltei a juntar os trapinhos e estaria nos 90Kg e depois aí foi o descalabro total!!!!!

 

O meu companheiro era adepto de Hambúrgueres e Pizzas …. e entre comida rápida e gravidez…. Cheguei aos 140Kg…. Foi o meu record! Peso do dia do parto do meu piolho! 

Nessa altura (pós-parto) o meu Ginecologista passou-me uma guia para ir ao Hospital Egas Moniz às consultas de Banda Gástrica, mas eu tinha um filho bebé e não tinha tempo para pensar nisso, nem disponibilidade para andar em Hospitais… pensando bem, acho que ainda a devo ter guardada em qualquer gaveta (Desculpe Dr…. Tinha razão…) 

Após a gravidez ainda desci aos 130Kg…. Mas foi sol de pouca dura, como diz o ditado… e passados uns mesinhos largos já estava nos 135Kg à vontade! 

Ao fim de um ano de muito peso, morre o Pai do meu Piolho e em 15 dias perdi 15 kg…. Sim!!! Que a cabeça tem muita influência no nosso estômago! Um filho com 1 ano, uma renda de casa superior ao meu ordenado, entre MUITAS outras despesas,,, carros, mota… ainda bem que tinha trabalho, porque aprendi muito que nem sonhava que pudesse acontecer (e louvo todas as pessoas que ficam sozinhas e não têm sequer trabalho, porque as nossas leis não ajudam) enfim, já passou!

(um conselho vos deixo, se não são casados… e têm bens ou filhos….. casem-se… porque a lei existe, mas como não foi regulamentada não legisla nada e nem o Tribunal vos salva!) 

Mantive-me nos 125/130 por uns meses… E por estas alturas tinha eu 36 anos. 

Durante uns anos fui oscilando entre os 130 e os 140, fazendo dietas, emagrecendo, recuperando, estando já num Endocrinologista e a fazer as dietas acompanhadas….

 

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Experimentei de tudo… Reductil…. Xenical… anti-depressivos… dietas de ervanárias….

Até que o meu Endocrinologista me disse que ou eu partia para uma cirurgia, ou não conseguia perder peso…

Mas a lógica era a mesma… eu tinha um filho pequeno, que já não tinha Pai e portanto não poderia ficar sozinho em casa para eu ser internada e fazer uma recuperação pós-operatória.

 

Passaram-se mais uns 2 anos e as complicações foram aumentando, os joelhos chegaram ao limite de nem aguentarem o meu peso para subir um simples degrau….

 

A minha coluna foi-se degradando cada vez mais (já o estava aos 34 quando engravidei, que já não tinha os discos entre as ultimas 3 vértebras… desfizeram-se com o esforço de suportar tanto peso) e já não aguentava dar mais de 20 passos seguidos ou estar mais de 10m de pé, sem apoio….  O Ortopedista dizia que se mais algum disco se fosse, eu poderia contar com uma cadeira de rodas para o resto da vida!

 

Mas eu tinha um Piolho com 7 anos na altura e comecei a pensar que tinha mesmo que haver uma solução…

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O meu Endocrinologista voltou a falar-me numa cirurgia….

Mas eu não gostava da ideia de colocar uma Banda/Objecto dentro de mim. E continuava a ser Mãe sozinha e tinha muito medo de morrer numa mesa de cirurgia e deixar o meu filho sozinho….

 

Até que o meu Endocrinologista encostou-me à parede quando me disse….”pois tem medo de morrer numa de cirurgia e deixar o seu filho sozinho, mas não pensa que um dia com o excesso de peso que tem pode não acordar de manhã e ele fica na mesma sozinho no Mundo. Tem até à próxima consulta em Janeiro de 2008, para tomar uma decisão! Consulte a net, já existem diversas cirurgias diferentes além da Banda. Quando cá voltar, eu quero uma decisão! Porque não valerá a pena continuarmos nestas dietas sem sucesso!” (Estávamos no Verão de 2007) OBRIGADA Dr. Gouveia Falcão!

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Consultei a net… encontrei o Blog da Gina,  li-o de fio a pavio… fui a um almoço em Sintra... vi os resultados e as pessoas (OBRIGADA GINA por teres feito um blog tão completo) … as duvidas ficaram quase sanadas…

mas continuava com um problema… quem ficava com o meu piolho e como faria a recuperação…

(Amigos a disponibilizarem-se não faltaram… OBRIGADA a TODOS! E um OBRIGADO especial ao Raul e à Mira, amigos e vizinhos que literalmente viveram entre o R/C e o 5º andar durante a minha semana de internamento e as 2 semanas seguintes...).

 

Enfim… cheguei ao dia 15 de Janeiro de 2008 e disse ao Endocrinologista que aceitava partir para um processo de cirurgia… sendo ele da equipa multidisciplinar de Obesidade do Hospital S. Bernardo em Setúbal, encaminhou-me para lá…

 

29 de Janeiro de 2008 – 135Kg - consulta com a Nutricionista – Dra. Lia, uma médica extraordinária que elaborou uma dieta de acordo com a minha pessoa e a minha vida e conseguiu que até ao dia da cirurgia (15/4/2009) eu perdesse 23kg (e não cumpri a dieta a 100%, mas ela perdoava os meus pecados, como ela lhes chama…) OBRIGADA Dra. Lia pelo apoio e disponibilidade (fosse por sms, e-mail, telefone…) e paciência.

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 Daqui até à cirurgia sempre em dieta, foram muitas consultas mensais, desde Nutrição (Dra. Lia), Psicologia (Dra. Margarida), Endocrinologia (Dr. Gouveia Falcão), e Cirurgião (Dr. Luis Cortez) e no internamento tive o apoio constante do cirurgião Dr. Carlos Trindade que não conhecia, mas que teve uma GRANDE paciência comigo e a quem agradeço muito!...  e muitos exames médicos para decisão da cirurgia…

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 10 de Abril de 2009 – 110Kg – Ligam do Hospital para entrar em Dieta Liquida, vou ser operada a 15 de Abril! 

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15 de Abril de 2009 – Cirurgia

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19 de Abril de 2009 – Dia de Saída

(após muitos nervos porque o meu filho precisava de mim…. Obrigada Dr. Carlos pela compreensão)

 

 

 

 

 

 

 

 

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NOTAS:

As fotos do Antes… são de Almoços e Festas de Aniversário do meu trabalho, foram as únicas que arranjei, porque eu tenho o hábito de tirar fotos a todos, mas a mim não… e como a fotógrafa de serviço sou sempre eu…. São as que consegui  arranjar…

No pós-cirurgia é que fui tirando mensalmente (eu não… o meu Piolho!) para depois poder fazer as diferenças. 

Ana Sofia…

Gorda mas não largo a máquina Fotográfica… já sei!!!… não é defeito é feitio! 

Mário Lima

Estás autorizado a tirar as que quiseres para as tuas produções para o Grupo ANTES/DEPOIS da Madalena e para os teus. 

Tiago e Sarah

Se não concordarem com a “publicidade” avisem….

 

As mudanças conseguem-se com os Amigos … a minha teria sido difícil se os não tivesse!

Mas a nossa vontade própria tem que existir!

No meu caso a minha Força de Vontade foi o meu Piolho! Mas todos nós temos alguma! 

[55] Ana Dias

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Nome:Ana Dias

Situação: Bypass Gástrico com Anel

Data da Cirurgia : 01/10/2008

Data do Testemunho:28.07.2016

 

 

Chamo-me Ana Dias, e segundo me contam, nasci com o peso normal, mas no entretanto, comecei a engordar e por isso aos 6 anos, fui inscrita na ginástica federada no Estrela da Amadora, na cidade da Amadora, incentivada por uns tios que me criaram até aos 8 anos de idade, mas tinha contacto com os meus pais, ao fim de semana, pois até aqui, ficava para trás nas brincadeiras infantis, chorava por me deixarem para trás, mas depois passava, como é natural nestas idades.

Lembro-me que foi a partir desta altura de começar a sentir que alguns colegas na escola me gozavam, faziam brincadeiras que eu não gostava, ou seja, o que hoje se chama de Bulling, mas no 9º ano, senti muita discriminação, pois comecei a ser apedrejada por um colega, tenho também um acidente escolar que me transforma, mas continuo com alguns amigos, que não me deixam isolar, e até aqui, não sinto muito o peso.

No ambiente familiar, desde muito pequena, que me habituei a ouvir, a história de que estava gordinha para a idade, mas também não faziam muito para combater isso, dando-me alimentação não a mais correcta.

Os meus pais, sempre me alertaram que estava a pesar muito, esforçaram-se apesar de não muito, a iliteracia alimentar ainda é muito grande, e pensamos que comer mais vegetais, peixe, saladas, etc, é uma boa dieta, mas não.

Como dizia, em casa para além de não ter um bom ambiente familiar entre os meus pais, a alimentação não era a mais correcta, visto que tinha acesso indiscriminado, a bolachas das mais diversas qualidades, doces, bolos, refrigerantes, entre outra alimentação não muito saudável, apesar de também ter acesso, a verduras e fruta.

Quanto à classe médica, sempre tive um médico de família que também me alertava, sobretudo quando muitas vezes, torcia os pés devido ao peso excessivo, fazia sempre análises regulares, nunca sendo detectado nada de anormal, mas também nunca sendo encaminhada para um especialista, sendo só indicado, para emagrecer e fazer dieta, mas nunca dado uma linha orientadora para a fazer. Friso, que nunca entrei em dietas ditas “iô-iô”, nunca fiz medicação para emagrecer, entre outras soluções apresentadas.

Infelizmente, deixei a escola apos o 10º ano, e aqui, começa a grande saga, de todos nós obesos, a procura do primeiro emprego, só com o 9º ano completo, e com a obesidade e precaridade financeira, torna-se complicado, enviei currículos, fui a várias entrevistas, mas sem sucesso.

Sempre tive uma vida familiar algo atribulada mas sim, consegui um emprego mais fixo e aos poucos, foi pensando mais em mim, e como sempre li e sempre tive que a ideia de continuar os meus estudos, comecei a estudar à noite para os terminar.

Mais uma vez, a classe médica foi observando, só uma vez me dirigindo para um Endocrinologista, que me prescreve uma dieta, que apesar de eu a efectuar rigorosamente, a mesma não surte efeito, e o médico de família, retira-me, com a mesma conversa, mas sendo mais rígido, dizendo-me que se eu, continuasse assim, chegaria aos 30 anos, com os seios descaídos até há barriga, como as mulheres do continente africano, peço desculpa pela descrição, se choquei quem me lê, mas a mim, também me chocou, e esta conversa, é designada por alguma classe médica, como tratamento de choque, a ver se nos consciencializamos, do ponto em que estamos. Deixo, há consideração, de quem lê estas linhas, se concordam ou não, com este tratamento, sei que já foi há alguns anos, e que agora, poderá não ser assim, e se não é, ainda bem.

Contudo, numa conversa com uma familiar, esta comunica-me que me quer ajudar nesta área a nível financeiro, para eu procurar um especialista em obesidade, para ver o que realmente se podia fazer por mim, e aqui começa a minha mudança. Já tinha algumas colegas que tinham feito uma destas cirurgias, e pedi o contacto do médico e fiz as minhas pesquisas, e decidi-me por ir a uma consulta com o cirurgião bariátrico, Dr. Rui Ribeiro, à sua clinica privada, visto que já não consegui ser consultada por ele, no hospital publico onde o mesmo também desempenhava funções.

Como em todos os processos cirúrgicos, faz-se análises e exames prévios, e eu tinha em 2008, 27 anos e 120 Kgs, e os resultados dos mesmos não são promissores, visto que o meu coração estava quase a colapsar, o fígado estava muito gordo, os rins estavam também afectados e já era diabética, e foi a ideia de poder a ficar insulinodependente, que me fez avançar para a mudança.

Neste momento, informo-me com a minha equipe médica, então qual será melhor para mim, a melhor cirurgia, pois em Portugal existem várias cirurgias bariatricas e assim, comecei o meu processo para Bypass Gástrico com Anel, ao longo de 5 meses, efectuei consultas com o cirurgião bariátrico, com a psicóloga, nutricionista e fisioterapeuta, sim, estamos e devemos estar para o resto da vida, acompanhados da nossa equipa médica multidisciplinar.

Nesta altura, conheci também uma grande mulher, a Gina Geadas, sim tu Gina que também fizeste um Bypass Gástrico e onde contavas a tua história, e que me integraste nesta tua família chamado Grupo XXLight, e este grupo foi fundamental para mim e não só.

Neste grupo, ouvi muitas opiniões, vi a maneira em que todos se transformaram, e onde fui a um almoço na Malveira, com mais de 100 pessoas, e que conheci pessoas iguais a mim, histórias parecidas à minha e que entretanto, muitas já se tinham renovado.

Este grupo foi a minha salvação, bebi muitas das palavras e acções destas pessoas, ensinamentos que hoje em dia, ainda me recordo, e faço os possíveis para continuar a praticá-los, conjuntamente com a confiança da minha equipe médica, e antes de ser operada, comecei uma dieta pré operatória, que é necessária para desinflamar e desinchar os nossos órgãos, especialmente aqueles que vão estar perto na área intervencionada e as áreas intervencionadas, estômago e intestinos, chegando a pesar neste encontro, 115 Kg, e renasci, no dia 1 de Outubro de 2008.

Nestes meses, estive entusiasmada com todo o processo, e esforcei-me por implementar em casa novos hábitos, sempre com alegria.

Confesso, que não pesquisei muito sobre o processo, primeiro porque não é da minha índole, segundo porque ia absorvendo os ensinamentos do XXL, ia também questionando a minha equipe médica sobre o que ouvia e sobre o que podia acontecer ou não comigo, e até porque há 7 anos atrás, não havia tanta informação como hoje no nosso país e do nosso país.

Desde o início do processo, que eu e a minha equipe médica, estipulamos um peso a ficar após passadas as várias fases, consoante a minha altura e constituição física, e até aos 30 anos, e sem ter uma gravidez após este processo, deveria ficar com 70 Kg, e mantê-lo, o mais tempo possível, e recomendo que assim seja, uma meta colocada com a ajuda dos médicos mas sem ser muito exigente, também há que ter a abertura suficiente de parte a parte, para que seja durante o processo, estabelecido uma outra meta de peso

Efectuei a minha operação na Clinica de Santo António, pela mão do Dr Rui Ribeiro e a sua equipe médica, nesta altura, a cirurgia era realizada por laparoscopia, com 5 furos bem posicionados em pontos considerados estratégicos pela equipe médica, e estive 5 dias internada, normalmente, são 3 dias de internamento sem complicações, mas no meu caso, apesar de não ter tido complicações, o fim-de-semana, meteu-se pelo meio, e a equipe médica achou por bem, ficar mais algum tempo na clinica.

Assim que foi dada indicação médica, comecei na clinica a ingerir um chá fraco não muito quente, por uma seringa, 10 mg de meia em meia hora, e assim estive até ter alta. No seguimento da alta, foi recomendado medicação para as dores em caso de SOS, fiquei também com indicação de tomar as vitaminas e protector de estômago, normais para esta situação, e daí a 8 dias, iria tirar os pontos da cirurgia, e teria que ter algum repouso, alternado com alguns minutos em pé, pela casa, sim porque até na clinica, comecei logo a dar alguns pequenos passeios e comecei a ficar sentada no cadeirão, e também me foi dada uma dieta para os dias a seguir, que eram constituídos de chá como na clinica.

Após 8 dias, fui retirar os pontos e estava tudo a cicatrizar bem, foi-me dado um Atestado Médico de 60 dias, devido ao meu trabalho pesado, e seguimento de consultas médicas de nutrição e psicologia.

Esta fase, não foi fácil para mim, fiquei muito debilitada, sensível, cada pessoa é uma pessoa, não conseguia consumir as doses de alimentação recomendadas pelos médicos na dieta liquida que era de 3 semanas, falei com os médicos, e recomendaram-me só beber o que pudesse, para não forçar, e assim fiz, os medicamentos eram grandes e não passavam, falei com os médicos e parti-os e dissolvi-os na alimentação liquida, por recomendação médica.

À medida que ia passando, as dores que tinha nos ombros, que já sabia que ia ter, devido ao ar que nos injectado aquando da operação, foi passando, o andar concurvada também, comecei por recomendação médica, a andar em casa alguns minutos, e como morava no segunda andar, a ter cuidado com o descer e subir escadas, mas progressivamente e com a vigilância da minha mãe, no primeiro mês, fui saindo à rua para passeios nos arredores da minha casa, de 15 min que depois foram aumentando, consoante a minha força anímica.

Entretanto, tive uma infecção urinária, originada pelo internamento, que foi logo tratada e devidamente comunicada à minha equipe médica, que me aconselhou para combater este pequeno incidente, que é normal em alguns pacientes.

Durante este tempo, continuava a absorver os ensinamentos e palavras dos elementos que conhecia pessoalmente e através do blogue da Gina. Depois, veio a fase, da dieta pastosa, onde tive a preciosa ajuda da minha equipe médica mais uma vez, em que me orientou, com uma dieta personalizada, onde não me obrigou a consumir alguns ingredientes que não gostava, trocando-os por outros que gostava e gosto, com o mesmo valor nutricional, e isto é essencial, termos abertura e confiança especialmente da parte da área de nutrição, para termos sucesso, e claro, fazer tudo, como é devido.

Nesta altura, comecei a enjoar algumas comidas, o que por vezes, acontece nestas cirurgias, há pacientes que enjoam a carne, outros o peixe, o que foi o meu caso. Com a ajuda da minha nutricionista, fomos vendo algumas hipóteses de confecção, mas não consegui, e abandonamos o consumo de peixe.

Neste período também de transição da dieta pastosa para uma dieta mais dita normal, ao introduzir alguns ingredientes, com o entusiasmo de estar novamente a comer, e sabendo as recomendações do que deveria fazer, ou seja, comer num prato de sobremesa, com talheres de sobremesa, as porções exactas que os médicos recomendaram, e mastigar tudo muito bem, e respirar entre garfadas, entusiasmei-me, e consumi uma porção a mais de arroz, porção essa que ainda o meu estômago ainda não estava preparado, e tive o meu primeiro dumping.

O dumping não é aconselhado nunca, e especialmente numa altura prematura, visto que os órgãos intervencionados interiormente só voltam a estar no seu local 6 meses após a cirurgia, e consequentemente, pode provocar fístulas, o que não é recomendável em nenhuma altura. Neste dia, senti-me muito mal, estava em casa acompanhada da minha mãe, comecei com dores no estômago, como se tivesse ingerido lixivia, uma taquicardia, perda de sentidos, suores frios, e telefonei para a minha equipe médica a aconselhar-me, a minha nutricionista, aconselhou-me a andar 30 min à volta da mesa da sala de estar, se não passa se esses sintomas, que lhe liga-se e que ela referenciava me para o hospital.

Nesses minutos, senti que ia morrer, mas consegui induzir o vómito, coisa que não se deve fazer, mas foi a recomendação médica na altura, e assim o fiz, e comuniquei à minha nutricionista, a mesma, me disse para me deitar um pouco e descansar, e não ingerir nem líquidos nem sólidos, até o mau estar passar e assim foi.

Portanto, recomendo que tenham atenção às recomendações médicas, comecem a auscultar o vosso novo estômago, com o tempo aprende-se, não é fácil, mas consegue-se, e não façam nada sem o conhecimento da vossa equipe médica, não se auto mediquem, não induzam o vómito, mas mais do que isso, não forcem o vosso estômago.

Outro aspecto, são os Planos Alimentares, que são personalizados, tanto no período pré-operatório, bem como, no pós operatório, pois são calibradas para o peso, altura, características físicas e metabólicas, hábitos familiares, alimentares e profissionais de cada paciente, logo são individualizadas, e nunca devem ser passadas a pessoas conhecidas, mesmo que já estejam em processo.

Após 3 meses a cirurgia, pesava menos 30 Kgs, comecei a sentir-me bem, a sentir os elogios, de todos, retomei o meu trabalho, mas como antes da cirurgia tinha pedido para mudar de sector, para um patamar acima, assim que regressei após a cirurgia, fui colocada nesse posto de trabalho, que sempre fui desejando.

O meu processo foi-se desenrolando sem mais demoras, e à medida que fui ultrapassando as fases deste processo, e como fiquei algo afectada a nível da memória, outra consequência da cirurgia, que deriva de pessoa para pessoa, isso afectou-me um pouco, visto que eu antes conseguia recordar-me de algumas coisas, além de trocar algumas palavras quando falava e também quando escrevia, e por isso, no hiato das consultas médicas, que no início são mais frequentes e depois mais espaçadas, elaborava listas do que queria falar com os médicos nas próximas consultas, de assuntos que ouvia e lia no blogue do XXL, e assim esse facto foi debatido com a minha equipe médica, e foi me receitado um medicamento para a falta de memória, que infelizmente não fez efeito, mas que com o tempo, eu fui desconstruindo na minha cabeça, com a ajuda de toda a equipe médica; outro factor, foi a queda de cabelo, nunca tive um bom cabelo, mas sempre tive comprido e ondulado, e com este processo, em algumas pessoas, e foi o meu caso, ele começa a cair em demasia, e a ficar mais fraco, mais baço, e eu já, tinha conhecimento disto, por isso, não me preocupei muito no início, e estava preparada para tal, e mais uma vez, realço a importância da Gina Geadas e do Grupo XXL, que foi precioso, e muitos disseram o que tinham feito, que era, para não desanimarem, cortavam o cabelo e assim era mais fácil, e não deprimiam.

Mais uma vez, consultei a minha equipe médica sobre este assunto, mais uma vez me foi receitado um medicamento para a queda de cabelo que não surtiu efeito, e assim desde essa altura, que tenho o cabelo curto. Sim, custou, mas entre cortar o cabelo e estar com muito menos peso, preferi e prefiro cortar o cabelo.

Como já referi anteriormente, cada pessoa é uma pessoa, o que se passou e passa comigo, poderá não passar com muitas outras pessoas, há quem tenha perca de cabelo, há quem comece a ver as suas unhas mais enfraquecidas, mas para tudo há solução ou pode ser atenuado. Neste aspecto, há que não desesperar, e começar os tratamentos o mais célere possível, para atenuar estas situações.

Com o começo da perda de peso, vem atrás muitas outras questões, como o vestuário e calçado, num primeiro momento, não comprei vestuário e calçado, resolvi esse aspecto, com cintos, e o apertar da roupa na costureira, porque não vale a pena gastar-se dinheiro, especialmente a quem não tem muito, como eu, em vestuário e calçado, quando de semana para semana ou de mês para mês, se perde peso, e sem ter um peso estabilizado, só se gasta dinheiro inutilmente, e além disso, como estava cada vez mais envolvida com o Grupo XXL nas suas iniciativas, tive como todos os membros que compuseram e vieram depois, vestuário e calçado, doado por quem já tinha realizado a cirurgia uns meses antes e que já tinha roupa para o meu número, numa primeira fase, coloca-se no blogue quem necessitava de roupa e quais os números, via-se quem tinha a roupa, e gentilmente, de todos os pontos do país, os membros traziam a casa dos membros mais novos, casos como o meu, que não dispunha de transporte próprio, para ir buscar o vestuário e calçado, então o mesmo, era-nos gentilmente entregue na nossa casa, pelos membros que disponham do vestuário e calçado, e assim, se chegou a constituir, o Baú da Madrinha, onde quem já tivesse sido operado, oferecia a sua roupa, o seu calçado, havendo troca de roupa e calçado.

Posteriormente, entrei eu neste processo, dando a roupa que já tinha vindo de outros membros, e até alguma roupa que fui adquirindo e que me foi também dada de presente por amigos ou familiares, este processo durou 4 anos, e durante esses anos, vivi o que até nunca tinha vivido, desde saídas à noite, jantares, concretizar de alguns sonhos.

Porém, nesta fase convém também termos os pés bem assentes na terra, pois podemos deslumbrarmo-nos, porque é tão bom, termos menos peso, é tão bom, vestir a roupa da moda, a roupa normal para a nossa idade, vestir as cores, e não aquele vestuário monocórdico, que é o preto, castanho ou vermelho, que era o meu caso, gastar rios de dinheiro quando se ia às compras, e não trazer nada e nada ao nosso gosto, passar essa fase sim é bom, poder vestir roupa que até há anos nos era inacessível e com isso gastar pouco ou até mais, visto que as peças são mais baratas comparando com o vestuário de antigamente, por isso, convém também não nos deslumbrarmos muito com esta fase, levar as coisas lentamente, ter essas peças cedidas por familiares, amigos, conhecidos e ocasionalmente, comprar algo novo, que faz bem ao psicológico, e até para vermos em que medida é que estamos, e se estamos a perder peso, massa muscular e gordura, porque pode-se perder estres três factores todos ao mesmo tempo, ou um de cada vez, e este tema, também mexe muito connosco, e por isso, fui aconselhada pela minha equipe médica, a só me pesar aquando das consultas médicas, e essa premissa, ainda é respeitada por mim, nos dias de hoje, ocasionalmente, peso-me fora das consultas, porque agora as consultas são muito espaçadas, mas só para me regular, nada mais, e mais, jamais se deve começar a ficar inseguro por não se perder peso numa determinada altura, isto porque durante um período de tempo o corpo, pode perder peso, e depois começar a estagnar, e ir perdendo com o tempo, o organismo levou um choque, e terá que se reorganizar, assim como nós, a todos os níveis, e além de que o stresse de não se perder peso, pode influenciar a perca de peso, além de que temos que nos mentalizar que um dia, temos que estabilizar o peso e mantê-lo durante muito tempo, senão para sempre.

Outro factor que nos influencia também, é enfrentar os convívios familiares e sociais à volta da mesa, um grande desafio, mas que aprendemos a encarar com outros olhos.

O que aprendi, até porque quando fiz a cirurgia ainda não havia muitos estabelecimentos comerciais com o actual cuidado com a alimentação saudável, foi que devia respeitar os meus horários de alimentação, e andar sempre com snacks na mala, mochila ou lancheira do almoço, e levar o meu almoço de casa, especialmente, no inicio, em que ainda não podemos comer a alimentação dos demais, devido aos temperos, molhos etc, se houver uma pequena conversa com familiares e amigos, todos compreenderão, e não deixamos de conviver familiarmente e socialmente por termos feito esta cirurgia.

Ainda hoje, ando com snaks para todo o lado, se ocasionalmente esqueço-me e vou a um café, ficar sem comer é que não, mas tento sempre escolher a opção mais saudável possível, se não for possível, comer algo que me faça menos mal dentro das opções menos saudáveis, mas saltar a refeição, não é saudável, e o que não é também saudável, é de se deixar de conviver por se ter feito esta cirurgia.

Com o tempo, aprendemos a gerir tudo, podemos comer fora, ocasionalmente, começamos a saber colocar os ingredientes na medida certa no prato, a fazer as melhores escolhas, a comer a nossa medida, sem fazer muitos pecados, e uma vez por outra, com conta, peso e medida e sem remorsos, é mais fácil, e teremos sempre a nossa equipe médica para nos auxiliar também a preparar tudo isto na nossa cabeça.

Outro assunto, é em relação às bebidas com gás, alcoolizadas e sumos ou água às refeições, muitos desconhecem mas as bebidas com gás estão interditas para sempre, como por exemplo, água com gás; as bebidas alcoolizadas também, mas pode-se abrir excepções em dias de festa, mas é necessário alguma cautela, visto que com o Bypass, fica-se alcoolizado num curto espaço de tempo, mesmo com pouca bebida, e eu sei por experiencia própria, apesar de ter ouvido conselhos sobre o mesmo, numa das minhas comemorações de aniversário, consumi um pouco mais de álcool, e transformei-me um pouco, quanto aos sumos e águas à refeição, supostamente, não devem ser consumidas às refeições, visto que ocupam o espaço que devia ser ocupado pela comida, pois o nosso estômago está mais pequeno e não comporta, as mesmas medidas que antes, por isso, não se deve consumir bebidas à refeição.

Para além disto, saliento que com a perda de peso existe também nos primeiros tempos a habituação do nosso corpo e de nós mesmos, a uma outra temperatura corporal, ou seja, pode acontecer o facto de ficarmos mais friorentos, e eu fiquei, mesmo muito friorenta, o que pode também alarmar algumas pessoas, mais uma vez já sabia de antemão desta situação, mas nunca se está preparado para este choque térmico, e ao inicio é complicado, mas vai-se driblando, com agasalhos mais quentes, com camadas de vestuário, e ter cuidado para não correr o risco de hipotermia, por isso, devemos estar sempre bem agasalhamos, e sim, mesmo no verão, com o passar dos meses e anos, começa-se a suportar mais, mas nada como antes.

Logo, a seguir a cirurgia e depois de autorização médica, convém começar  a fazer pequenas caminhadas, e a introdução de hidroginástica, por breves períodos de tempo e exercícios não muito pesados no inicio, e começar a prolonga-los com o passar dos tempos e acompanhada com médicos e com responsáveis dos ginásios e outros locais onde se realizem os desportos que escolherem.

Cabe também a nós, sempre informar estes estabelecimentos da cirurgia que realizámos e quais são as nossas metas a nível físico.

Eu não o fiz, por mais uma vez, não ter possibilidades económicas, e por não gostar de estar fechada em ginásios, fiquei com trauma desde pequena quando tive que deixar a competição, mas actualmente, os jardins ao ar livre dispõem de aparelhos adequados para alguns exercícios, tendo alguns cuidados prévios, como o aquecimento e posteriormente, o relaxamento dos músculos, e com algum acompanhamento de um Personal Trainer, se for possível, obtemos os mesmos resultados, e em casa, também se pode fazer alguns esquemas de exercícios físicos, tais como: se se viver num prédio, pode-se subir e descer as escadas, pode-se fazer flexões com garrafas ou garrafões de água, entre outros exercícios, com cautela e aconselhamento sempre. Tudo isto, obviamente atenua posteriormente a massa muscular e pode influenciar as peles, de que falarei de seguida.

Gostaria aqui também de referir, que com a perda de peso, também temos que começar a lidar com as peles, dependendo do peso que se tem à partida da cirurgia, e o peso que se perde, pode-se ou não ficar com algumas peles em determinadas zonas do corpo, além de estrias, mas também depende da idade do paciente e do seu tipo de pele, e dos cuidados que teve ao longo dos anos, com o seu corpo a nível estético. 

O psicológico aqui tem muita influência, e por isso, deve-se estar sempre acompanhado pelo psicólogo, eu tive alguns problemas no primeiro verão, com as peles nos meus braços, e braços quando antes não tinha.

Ia para a praia de biquíni quando era obesa e também usava mangas à cava, e nunca me importei com as peles e as estrias que já tinha, mas com a perca de peso, isso começou estupidamente a trabalhar na minha mente, mas trabalhei tudo isso com a minha psicóloga, que me deu óptimos conselhos, como por exemplo, descomplicar tudo, usar boleros e casaquinhos, por cima desse vestuário no verão, e isso foi uma óptima solução.  

Actualmente, já me desafio a mim mesma nesta área, mas com contenção, e devem-se preparar para os comentários de que não está muito frio, e que estamos muito agasalhadas, esse é um dos muitos factores sociais com que nos debatemos, para que nos compreendam.

Nesta fase, após aconselhamento médico poderão fazer alguns tratamentos estéticos não evasivos, como drenagem linfática para combater o excesso de pele, e para reafirmar toda a musculatura nessas áreas, por isso, aconselhem-se com os vossos médicos, e claro se forem financeiramente compatíveis com o vosso orçamento. Mais uma vez, eu neste ponto não sou exemplo, porque também não tive esse cuidado, mas hoje em dia, estou muito bem resolvida com as minhas peles nos braços e pernas.

No meu caso, estabilizei o peso muito cedo, e em conversa com o meu medico cirurgião fui encaminhada para cirurgia estética, que está associado a este processo, porque estava com algumas peles no abdómen, e estava a sentir-me disforme, porque mesmo com o peso estabilizado, havia vestuário que com o qual não me sentia à vontade para vestir, e após um a dois anos, com peso estabilizado, com análises com resultados satisfatórios à nossa condição, o nosso desconforto com as peles, e se nós mulheres, ainda não querermos ser mães, especialmente se a área a ser submetida a intervenção cirúrgica, sejam os seios, podemos então, solicitar ao nosso cirurgião que nos encaminhe para a cirurgia estética, e assim aconteceu comigo, e entrei então para a lista de espera de cirurgia estética.

Neste caso, esperei algum tempo e fui a uma consulta no Hospital de S. José, que na altura, era o Hospital na grande área de Lisboa mais indicado para esta situação, e fiz alguns exames, e aguardei sensivelmente, 6 meses em lista de espera, porém não fui chamada para ser operada neste hospital e ao fim de mais dois meses, recebi em casa um Cheque Vale Cirúrgico, no qual, tinha que escolher um dos três hospitais ou clinicas privadas, e contactar o que escolhi, referir que tinha o Cheque Vale Cirúrgico, o seu código, escolher um dos seus especialistas, marcar consulta para Cirurgia Estética, no desenvolvimento da Cirurgia Bariátrica, e assim o fiz.

Escolhi o Hospital de Stº Louis em Lisboa, por ser o mais perto de mim e fui à consulta de cirurgia bariátrica, onde ficou decidido que iria realmente fazer a cirurgia à área do abdomén, visto que era a área que tinha mais pele para ser retirada e a que mais me incomodava, sim porque nós, podemos ir com algumas ideias pre definidas, mas por alguma razão, a área a que queremos ser intervencionados, não ser possível, portanto, o melhor que se faz, é não ir com uma ideia pre definida da área, e em conversa com o médico, definir-se realmente qual a área a ser intervencionada.

Seguidamente, foi-me recomendado pelo meu cirurgião estético a aquisição de uma cinta de compressão de uso obrigatório, pois assim que se sai do bloco operatório, é-nos logo colocada, e teremos que a usar 24 h por dia durante pelo menos dois meses, mas varia de pessoa para pessoa e de médico para médico, são algo dispendiosas, mas recomendo que se compre duas, porque, só as podemos retirar quando fazemos a nossa higiene diária, e claro, com o suor e outros aspectos, convém que a cinta também esteja limpa, e assim, temos duas, para ir trocando sempre, até porque, se trouxermos o dreno para casa, pode haver um descuido, e sujá-la com algumas impurezas, e assim, podemos substituir pela outra limpa.

Obviamente, que já sabia desta situação pelos comentários dos membros do Grupo XXL, ainda tentei que algum membro me empresta se alguma cinta que não já usassem, mas optei por adquirir as minhas, até porque elas, têm que ser à nossa medida, e deve-se comprar, ainda não nos servindo, pois há medida que se avança no pós operatório, a barriga desincha, e a cinta vai modelar-nos essa área.

Em 2011, fiz a minha cirurgia estética, a abdominoplastia, que não correu muito bem. O pós-operatório, não foi o mais favorável, primeiro pela situação da cinta, que nos comprime e restringe muito os movimentos de todo o corpo, depois porque vim para casa com dois drenos, um de cada lado, e nunca me tinha acontecido isso, e também isso, restringia ainda mais a minha mobilidade, e por outro lado, a minha barriga inchou e ganhou líquido, e tive que ser levada ao hospital onde fui operada para que o mesmo fosse drenado pelo médico, ficando eu dependente mais uma vez, de terceiros, durante pelo menos dois meses em casa.

Por este motivo, não quis fazer mais nenhuma cirurgia estética, além de que, entretanto a minha vida e os meus objectivos pessoais e familiares mudaram, e não passam tanto por ai, pelo meu físico, que nunca foi uma área a que eu desse muita atenção, e após esta situação, resolvi interiormente, não as fazer, mas apoio quem queira fazer mais cirurgias estéticas e que sinta necessidade, o facto de não ter corrido bem comigo, apesar de eu ter respeitado todas as recomendações médicas, não quer dizer que aconteça a mais pessoas.

Na verdade, este processo é algo lento por alguma razão, primeiro para nos consciencializarmos de todo este processo do que é que ele abarca, se estamos bem connosco e posteriormente com o novo eu, se temos uma boa estrutura familiar e psicológica, para abraçar todas estas mudanças, e há que dar tempo ao tempo e ao nosso corpo, também para se habituar a todas estas mudanças, mas veja-se que, também existem casos de pessoas que se viciam nas cirurgias plásticas apos o emagrecimento, e o que não é nada bom, como em tudo na vida, há que ter bom senso.

Por tudo isto, começou-se a desenhar na minha mente, que teria que começar a realizar uma actividade física que gostasse e que estivesse ao meu alcance financeiro e através da rede social Facebook, fui vendo e agregando-me a alguns grupos de caminhadas em Sintra, Lisboa, Seixal, e assim comecei de uma forma mais regular, a efectuar uma actividade, que no meu subconsciente já fazia, visto que, após o emagrecimento, comecei a desabrochar socialmente, comecei a meter-me mais com as pessoas que conhecia, comecei como referi mais atrás a sair com o Grupo XXL em jantares de convívio, onde conhecia mais pessoas, que queriam perder peso, outras que perderam, etc., e fui tendo mais confiança em mim, além de que com a ajuda da Gina Geadas, comecei a elaborar uma lista de desejos que queria realizar, tais como: andar num kart, andar de balão, saltar de paraquedas, visitar monumentos, entre outros, e com essa lista, consegui começar a delinear o meu percurso, de cultura e também de actividade física, visto que nestes anos após o Bypass comecei a visitar ou a revisitar alguns monumento em Sintra, Lisboa e outras localidades do país, sozinha, com grupos de caminhantes que ia conhecendo, com amigos, com o Grupo XXLight, com a CASMP, com o Todos Por Todos, e fui trocando sempre, os transportes públicos sempre que possível, pela caminhadas nas deslocações para esses locais, como subir a Serra de Sintra várias vezes, para visitar os vários monumentos que se situam ao seu redor, em pequenas deslocações entre transportes públicos, em que aproveitava e aproveito, para ir a pé e fotografar, onde vi muitos nascer do sol, onde também fui apreciando a natureza, o Rio Tejo, que me acalmou e acalma, em tantos momentos complicados da minha vida, nunca descurando a minha alimentação, indo sempre munida com uma mochila com os meus snacks para o dia todo.

Assim, consigo aliar também um passatempo que gosto, que é a fotografia, e isso tem ajudado muito, no meu processo, temos é que ver o que gostamos, e fazê-lo.

Na verdade, cheguei muitas vezes em Sábados e Domingos, levantar-me às 05:00 h da manhã, para ir caminhar ou sozinha ou com os grupos que já referi acima, devido a ter que apanhar vários transportes até ao ponto de encontro dos diversos acontecimentos, e aí ou ia lá ter, ou se os mesmos fossem mais longe, iria de boleia.

A par, destas actividades continuei o meu percurso formativo, fazendo pequenos cursos em horário pós laboral, nas mais diversas áreas, primeiro porque gostei sempre de saber mais, de aprender, de descobrir, depois também para ocupar os meus tempos, apesar de não serem já muitos com tantas actividades, mas como, a minha estrutura familiar não me era muito familiar, especialmente após a cirurgia, assim, fazia o que mais me apraz, cultivava-me e também contribua para mais uma possível promoção  a nível profissional.

Ao mesmo tempo, continuava a colaborar nas actividades do Grupo XXLight, tanto presencialmente como na Internet, onde tentava ajudar outras pessoas neste percurso, assim sendo, envolvi-me na organização de exposições de artesanato do Grupo XXLight, assim como em várias actividades do grupo, mais incisivamente no Baú da Madrinha, divulgando-o nas redes sociais, pelas pessoas, em estabelecimentos comerciais, e do mesmo modo, conheci outro grupo sobre esta temática, o Power Of Change, onde também conheci muitas pessoas obesas e ex obesas, onde trocávamos ideias, actividades, e através dos mesmos, tomei conhecimento também da Associação Portuguesa dos Obesos e Ex-Obesos de Portugal, ADEXO, no qual me tornei também sócia desde o ínicio do meu processo cirúrgico, onde fiquei a saber, de que o dia 23 de Maio, se celebra o Dia Nacional Contra a Obesidade, que até aqui me era completamente desconhecido e assim, também colaborei com os mesmos, através do XXL, em várias actividades para se celebrar este dia, no Estádio Universitário de Lisboa. Contudo, com o tempo, as pessoas foram tendo o seu processo resolvido, e não ajudavam e participavam nas actividades da celebração deste dia, e a ADEXO, por várias situações, deslocou-se para a Santo André, onde já realizou as festividades do Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade em 2015.

Entretanto, por adversidades da vida o Grupo XXL foi dissolvido e os seus membros, contactam-se esporadicamente noutros contextos e através das redes sociais, e eu fui continuando a minha caminhada com algumas situações pessoais e familiares pelo meio, mas sempre, a tentar ajudar o próximo neste teor através das redes sociais, visto que assumi para mim mesma, que esta é a minha missão, apesar de ser muitas vezes, mal interpretada.

Concluindo, queria relatar que nestes quase 8 anos, continuo a manter o mesmo peso, só tive 63 kgs após a cirurgia estética, mas que fiz um esforço alimentar e físico como anteriormente aludi, e que nestes anos, tenho sempre oscilado entre os 57 Kgs e os 60 Kgs, de 6 em 6 meses, na mudança de estação, ou emagreço no Verão ou engordo no Inverno 3 Kgs, mas faço sempre um esforço, para manter. O menos peso que tive foi 55 Kgs, há quase três anos, quando me juntei, por diversos motivos.

Actualmente, tenho 60 Kgs e sinto-me bem a nível físico com este peso, apesar de às vezes, querer baixar um ou outro quilo, mas não faço por isso, às vezes, surpreendo-me a mim, mesma quando me dizem, estás mais magra e eu digo que não, mas depois reflectindo, vendo algum vestuário e depois passado um tempo, me vou pesar, verifico sim que estou mais magra, nem que seja um quilo, porque também é mais visível em mim, na cara e no peito, e tenho logo uma prova disso, que são os óculos, já que os uso, e quando emagreço começam a cair-me da cara, sempre que me dobro ou faço outra actividade.

Nestes últimos anos, a minha vida tem dado muitas voltas, umas mais felizes do que outras, no entanto, prezo a amizade, o carinho, a interajuda de pessoas que conheci neste mundo XXLight: Gina claro, saudades muitas, das nossas brincadeiras, conversas, mas sempre estiveste por cá… e entre outras.

Nesta caminhada, tento sempre ter presente tudo o que o XXLight me deu e tento repassa-lo, e o nosso lema, sempre presente: NUNCA DESISTIR.

Obrigado XXLight

Obrigada Gina Geadas

          Ana Dias

Lisboa, 28 de Julho de 2016

Perguntas e Duvidas

 Com intuíto de responder a algumas dúvidas ou curiosidades que surjem do antes e depois da cirúrgia, criei este espaço baseando-me nas perguntas mais frequentes que me são feitas. 

Espero que encontrem aqui algumas respostas ás vossas dúvidas.

Contudo, caso não as encontrem, poderão sempre colocá-las por e-mail, que prontamente aqui responderei.

 

ATENÇÃO
Todas as respostas são baseadas na minha experiência pessoal, das minhas pesquisas e de todas as informações dadas pela minha equipa médica.
A leitura deste blog não dispensa as orientações do vosso médico, para vosso bem respeitem-nas!   

 

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sorriso.gif O que é Obesidade Mórbida?


Denomina-se obesidade uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde. No entanto apenas é considerado Obesidade mórbida quando ocorre que o peso da pessoa ultrapasse o valor 40 no índice de massa corporal - (IMC).
Se quiserem saber o vosso IMC, calculem  aqui

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sorriso.gif Quais os primeiros passos que devo dar para fazer uma cirurgia destas?


A primeira de todas atitudes é pesquisar muito e informarem-se!
Depois, aconselhem-se com o vosso médico de familia, oiçam a opinião dele pois ele como ninguém, conhecerá o vosso historial clinico
Procurem com calma e não aceitem um médico que não vos transmita confiança. É essencial que sintamos do medico cirurgião segurança.

 

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sorriso.gif Quem está indicado para fazer uma Cirurgia de Obesidade?
Esta cirurgia é indicada para obesos que sem sucesso fizeram várias tentativas de perda de peso, com orientação médica e têm um IMC superior a 40. No entanto, pessoas com IMC acima de 35 e que tenham co-morbidades comprovadas também poderão ser indicados para a cirurgia.
Se quiserem saber o vosso IMC, calculem aqui

 

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sorriso.gifO que é Gastroplastia?
O termo "Gastro" vem de estomago e "plastia" de plástica, logo literalmente, é uma plástica ao estômago que é realizada nos obesos mórbidos. Esta cirurgia é também chamada de Cirurgia Bariátrica. O tratamento cirúrgico não envolve a remoção de tecido adiposo por sucção ou corte. Esta cirurgia consiste em reduzir: o reservatório gástrico e/ou a absorção intestinal.

 

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sorriso.gifO que é necessário para se ser operado/a?
Embora existam excepções de um modo geral os candidatos à cirurgia terão que ter:
1. Tentativas de redução de peso com orientação médica sem sucesso.
2. Ausência de doenças graves, com riscos inaceitáveis para cirurgia.
3. Estar com IMC de 40 ou mais.
4. Passado na avaliação psicológica e nutricional que é feita.
Quem tenha um IMC menor de 40(+ de 35 e até 39), poderão ser submetidos a cirurgia em casos especiais.

 

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sorriso.gifQual a diferença entre a cirurgia de "barriga aberta" e a cirurgia dos "furinhos"?
A cirurgia dos "furinhos" (bariátrica) é mais demorada, pois terão que manipular vários aparelhos vendo tudo atravéz de uma camera. É uma cirurgia de recuperação rápida e sem dor e com cicatrizes mais pequenas.
A cirurgia de "barriga aberta" já é pouco usada, pois embora seja mais rapida e consigam ver os orgãos a olho nú, a cicatriz é maior e a recuperação mais lenta.

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sorriso.gif Quem tem hérnia de hiato, pode fazer esta cirurgia?
Sim. A cirurgia para tratamento da obesidade corrige o refluxo que irrita o esôfago e resolve o problema causado pela hérnia de hiato.

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sorriso.gif O que é um Bypass Gástrico?
O bypass consiste em fazerem um corte numa pequena porção do estomago, a mais alta, onde criam uma pequena bolsa, que depois é ligado directamente ao intestino delgado, ou seja é feita uma passagem directa dos alimentos para o meio do intestino. Desta forma passa-se a comer menos quantidade, logo há um melhor resultado e uma maior perda de peso.

 

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sorriso.gif O que é a Banda Gástrica?
É como um pequeno anel que aperta o estomago dividindo-o em duas partes, sendo que a parte superior é mais pequena dando a sensação de estomago cheio com pouca comida. A banda é feita de silicone e pode ser manipulada de acordo com as necessidades, ou seja, pode ser apertada ou alargada permitindo que se coma mais ou menos e consequentemente emagreça mais ou menos. Este tipo de cirurgia estão indicados para obesos em que o IMC não seja muito elevado e não necessitem de uma perda de peso tão grande.

 

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sorriso.gif De que tamanho fica o estômago depois da cirurgia?
Em regra geral, o novo estomago fica com capacidade de aproximadamente 30ml. Como o tecido gástrico é elástico, esta capacidade não é o valor máximo que vamos conseguir comer.
Em geral, após alguns meses de cirurgia habituamo-nos a mastigar bem e conseguimos comer cerca de 25% da quantidade que comiamos antes... e o melhor... sentimo-nos saciados!

 

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sorriso.gif A dor pós-operatória é grande?
Ora bem! Aqui está uma pergunta que é comum... A dor é muito subcjetiva para ser avaliada!
Mas no meu caso pessoal, não tive dores e fui sempre medicada. No dia seguinte sentia-me bem, conversava e brincava e não tinha dores algumas, apenas sentia um pequeno incomodo com o peso do dreno...nada que não fosse suportável!
Mas cada pessoa é uma pessoa...não se pode fazer uma avaliação da dor como se fosse uma escala...

 

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sorriso.gif O que acontece com a outra parte do estômago (a que fica sem passar os alimentos) ?
Esta parte do estômago apesar de estar excluída de receber alimentos continuará a funcionar sem qualquer problema. Ele vai continuar a produzir as secreções gástricas normalmente. A unica diferença é que será numa quantidade menor, apenas isso.

 

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sorriso.gif Após a cirurgia, temos necessidade do orientaçao nutricional?
Sem dúvida! Desengane-se quem pensar o contrário...
Depois da cirurgia haverá uma dieta que gradualmente deixará de existir, pois as mudanças de habitos alimentares serão parte do nosso dia a dia (e é aqui que a dietista nos ajuda). Futuramente temos que ter uma alimentação saudável, sem que isso signifique passar fome ou comer a olhar para um papel com a dieta imposta!

 

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sorriso.gif Qual é a velocidade da perda de peso?
A perda de peso varia de pessoa para pessoa. Ela ocorre em grande parte nos primeiros 7 meses. Depois disso a perda de peso vai diminuindo até a 1 ano e meio.
Existe uma média de perda de peso, que no final de 1 ano varia entre 30% a 40% do peso inicial.

 

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sorriso.gif A perda de peso não pára? Podemos ficar magros demais? 

Geralmente, quem é submetido a esta cirugia precisa de perder muito peso. Muitas vezes, temos mais que o dobro do peso ideal. Assim, a perca de peso que é causada pela cirurgia, não é suficiente para deixar-nos magros em excesso. A maioria estabiliza o peso ficando um pouco acima do peso ideal Mas claro que há exceçoes á regra

 

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sorriso.gif O que acontece se comer demais?
Pois é...sentem uma má disposição e poderão até vomitar. Com o tempo conseguem perceber quando já comeram o suficiente e devem parar de comer para evitar a má disposição ou o vómito.

 

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sorriso.gif A queda de cabelo é muito notória?
Sim. Qualquer tipo de emagrecimento rápido causa queda de cabelo. Mas é um problema temporário e que pode ocorrer do 3o. ao 11o. mês. Por isso nada de pânico! Poderão sempre minimizar o problema aumentando as proteinas na alimentaçao e tomar suplementos que contenham Zinco.

 

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sorriso.gif Existe mais alguma consequência notória?
Sim. Para além da queda de cabelo, tambem irão notar as unhas mais fracas e a pele mais seca, durante o primeiro ano...mas mais uma vez existe remédio...dar uso aqueles óleos maravilhosos para o corpo!!!

 

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sorriso.gif O que posso comer depois da cirurgia?
Após um período de dietas líquidas e pastosas, gradualmente são inseridos todos os alimentos.
Sensivelmente 6 meses depois pode-se comer de tudo (em relação ao Bypass). Não podem é nunca esquecer de mastigar muito, muito e muito. Em termos de quantidade, quando se acostumarem a mastigar bem os alimentos, conseguem comer cerca de 25% do que comiam antes da cirurgia

 

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sorriso.gif Existem riscos nestas cirurgias?
Há uma coisa que quero que percebam...
Se existe cirurgia...existe risco! Não existe uma coisa sem outra.
Mas o risco cirúrgico é relativamente baixo, comparado com o perigo de vida da obesidade morbida e quanto mais tempo passa mais doenças surjem e logo ...mais riscos.
No entanto este risco tem de ser considerado e nunca esquecido!

 

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sorriso.gif A perda de peso muito rapida não traz riscos?
Geralmente, não. Durante a perda de peso tomamos vitaminas para evitar deficiências nutricionais e regularmente são feitas analíses para controle de alguma anomalía.

 

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Envie o seu Testemunho

 

[8] Paula Polana

Nome: Paula

Idade: 41 Anos

Altura:1,62

Peso: 116 Kg /Actualmente com 68 kg

Situação: Fez a cirurgia Bypass 02.02.2006

Data do Testemunho: 08.12.2006

 

 

O meu nome é Paula, tenho 41 anos e sou de Santa Comba Dão, distrito de Viseu, estou aqui para deixar o meu testemunho, sobre um Bypass Gástrico que fiz.

Comecei por ir ás consultas e fazer todos os exames necessários... a cirurgia foi marcada para o dia 2 de Fevereiro de 2006.

Dei entrada no Hospital de Santa Maria da Feira no dia 1 de Fevereiro, e no dia 2 fui operada, mas no dia seguinte sentia-me um pouco mal, com um pouco de falta de ar, havia qualquer coisa que não estava bem, o meu médico veio ver-me e disseram que ao agrafar a máquina deve ter deixado um buraco por onde estava a sair porcaria e estava a atacar-me os pulmões... dois dias depois tive que ser operada outra vez, mas desta vez tiveram que me abrir para ser toda limpa e tive que passar três dias nos cuidados intensivos.
Depois disso, estava tudo a correr bem, mas de um momento para o outro apanhei uma infecção por onde passavam os drenos e criou-se um abcesso que me dava febres altas, tive que tomar antibióticos e acabei por ficar um mês internada.

Tudo isto não é para fazer sentir medo a ninguém, mas para elucidar sobre certas coisas que podem correr mal, pois no tempo que estive internada, eram operadas 5 pessoas por semana e correram sempre bem, eu se calhar fui um caso em mil, mas nem tudo foi mau.

Eu pesava 116kg e neste momento estou com 68kg, sinto-me muito mais confiante, sou outra pessoa e estou muito feliz, agora estou á espera que me façam as cirurgias plásticas á barriga e pernas, pois há aquelas gorduras que teimam em não sair.

Mesmo sabendo de tudo pelo que passei, voltaria a fazer tudo de novo, pois valeu a pena e para todas as pessoas que estão á espera de fazer o Bypass eu aconselho a irem para a frente.
Um beijinho grande para todos

 

[51] Madebipop

 

Nome:Madebipop

Idade:27 Anos

Altura:1,70 cm

Peso:100Kg

Situação:Aguarda Cirurgia - Bypass Gastrico

Data do Testemunho:22.01.2008

 

Tenho 27 anos e 1,70 de altura. Também nasci um bebé gordinho e durante toda a minha vida fui gorda á excepção de alguns curtos espaços de tempo. Quando digo curtos refiro-me a períodos de um, dois anos ao fim dos quais lá voltava ao anterior formado XL.

Quando tinha 16 anos comecei a fazer dietas acompanhadas pelo Tallon. A primeira vez que lá fui tinha 105 kgs. Logo no primeiro mês e meio emagreci 18 kgs e nos meses seguintes fui emagrecendo 7, 8 kgs de cada vez, mas sempre claro com muito esforço pois a dieta do Tallon não é nada meiga: exige muita disciplina e muita força de vontade ao mesmo tempo que se tem de lidar com os efeitos causados pelos comprimidos (cansaço, mudanças de humor, muita irritação devido á privação de tudo o que gostamos...). Aos 18 tive uma filha. Engordei apenas 8 kgs. Dois anos mais tarde estava novamente nos 100 kgs. Enchia-me de vontade e lá ia eu ao Tallon de novo. Emagrecia mas claro nunca mais emagreci tanto como da primeira vez.

Os anos foram-se assim passando. No último ano consultei uma nutricionista que me deu a possibilidade de fazer o bypass gástrico caso o cirurgião autorizasse a operação pois o meu IMC é de apenas 33. E assim foi...tenho os exames marcados sendo que irei fazer o último a 22 de Maio e só aí me irão marcar a data da operação (na minha zona, após os exames feitos, a espera máxima é de apenas 3 meses).
Cá estou com imenso receio de ser operada e procurando arranjar forças para levar isto até ao fim. Sofro muito por ser gorda mas sofreria ainda mais se tivesse que deixar a minha filha só no mundo por um "capricho" meu.

Nos testemunhos que aqui leio todos têm sempre muita força e aparentemente ninguém tem dúvidas sobre os riscos. Eu sei que a mortalidade é de 0,2% e não consigo deixar de pensar nisso.

Quero muito vestir calças 36, ir á praia, por um biquini. Quero muito olhar-me ao espelho e sentir-me bonita. Quero passar as minhas mãos no meu corpo e sentir orgulho nele. Psicologicamente ser gordo, para mim, é horrível. Não sei se todos se sentem assim, talvez sim.

É horrível acordar e não ter roupa para vestir e/ou nada ficar bem. Ir a uma loja e não haver o nosso tamanho. E lembrar-me de que quando tava magra REALMENTE até tinha mais energia.

Por enquanto cá estou, á espera do meu dia. Beijos

[50] Patricia

Nome:Patricia

Idade:26 Anos

Altura:1.60 cm

Peso: 97Kg

Situação:Aguarda Cirurgia

Data do Testemunho:14.11.2007

 

 

Olá sou a Patrícia tenho 26 anos, sou casada, tenho um marido como já não se encontra por ai, tenho um filho com 3 anos lindo de morrer, uma família maravilhosa, um emprego estável, uma vida fantástica.

Sempre fui uma criança normal, a partir do 9 anos, fui operada, desenvolvi mais rapidamente que as minhas colegas da escola, tornei-me mulher mais cedo que a minha irmã que tem a mesma idade que eu, sempre fui muito precoce em relação a ela e às outra colegas também.

Foi aos 16 anos que conheci o meu marido, na altura pesava 65 kg, media o mesmo que hoje 1,60 cm, na altura tinha 5 quilos a mais mas tudo bem resolvia-se, fazia dança, gastava muita energia nos ensaios ainda estudava e tudo começou a partir daí.

Foi aos 21 anos que decidi casar, 5 anos depois tinha 87 kg, já tinha entretanto começado muitas dietas emagrecia, engordava cada vez mais, mas como ia casar decidi contactar um nutricionista, para emagrecer e consegui perder 6 kg , casei com 82 kg, fui de lua-de-mel com muitas recomendações, mas consegui manter o peso.

5 meses depois engravidei, tive uma gravidez santa, engordei 17 kg, tive um filho enorme, complicações no parto, uma depressão pós parto, tudo somado e subtraindo fiquei com 97 kg.

No 20 de Junho do ano passado através de uns conhecimentos no hospital Pulido Valente consegui ir a uma consulta obesidade, já com todos os exames feitos tudo pronto para entrar na lista de espera do hospital, que na altura para banda gástrica era de 3 anos, portanto pelas minhas contas só em 2008 é que seria operada.

Entretanto o hospital sofreu uma reestruturação, interna, a minha médica foi se embora eu fiquei á espera da minha próxima consulta que era no dia 20 de Setembro de 2007.

Foi na altura que falei com o director de serviço para saber quem era o meu médico, já que a minha médica já não estava no hospital, quando me disse que não estava em lista de espera nenhuma e que todo o meu processo tinha ido para o H. Santa Maria, ia-me dando uma coisa má, depois de tanto tempo á espera, ter de repetir tudo, não estava a acreditar, depois através de alguns contactos, vim a saber que o meu processo nunca saído do hospital.

Bem no dia 20 de Novembro vou fazer uma avaliação psicológica, no dia 5 /12, vou á consulta da nutricionista, dia 14/12, vou lá para saber o resultado da avaliação em principio se tudo correr como espero em Fevereiro ser operada

Espero que o meu testemunho sirva de ajuda para todos os que esperam e desesperam pelo tão esperado dia que muda para sempre as nossas vidas.

Espero que com a comparticipação do estado a 100% para este tipo de cirurgias, as coisas fiquem melhores para todos.

[49] Leonor

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Nome:Leonor

Idade:25 Anos

Altura:1.51 cm

Peso: 97Kg - Actualmente com 64kg

Situação:Fez Banda Gastrica 28.02.2007

Data do Testemunho:06.11.2007

 

 

O meu nome verdadeiro é Leonor, sempre fui redondinha, tenho 1,51 (sou mesmo baixinha) e devido à estatura o excesso de peso notava-se muito.

Resolvi então ir procurar ajuda, já que as inúmeras dietas não tinham dado resultado, já tinha ouvido falar do balão gástrico, mas esse não me convenceu, era muito recente...

Descobri então o Hospital PV que fazia bandas gástricas e outras cirurgias, marquei a 1ª consulta, psicóloga, exames médicos... e o tempo foi passando e eu cada vez mais desesperada... passou-se 2 anos e eu permanecia em lista de espera e nem sinal de quando iria ser operada... resolvi virar-me para outro lado.

Um belo dia, vinda das aulas lembrei-me de que tinha lido algures que no Hospor em Setúbal havia lá um médico que operava, foi mesmo nesse dia q lá fui marcar uma consulta, que por incrível que pareça marcaram-me a dita consulta para o dia seguinte.
Quando lá cheguei, esperei o bocadinho da praxe, e lá fui atendida pelo Dr. Rui Ribeiro, que depois de alguma conversa me disse que tinha disponibilidade de me operar dia 28 de Fevereiro de 2007, acho que neste momento em que ele me disse isto, não me contive...e a alegria foi tanta q por muito que ele dissesse mais alguma coisa, já não o ouvia!

No dia 28 de Fevereiro, fui operada e passados cinco dias já tinha perdido 5 quilinhos! Era a felicidade em estado puro.

Hoje em dia já perdi 33 quilos e tudo está a correr lindamente, segundo palavras do Dr. eu sou uma paciente de I grande, I de Ideal, até agora não tive nenhuma má disposição, vómitos ou outro tipo de complicações...

Neste momento GOSTO MUITO DE MIM

[48] Ana Mateus

Nome:Ana Mateus

Idade:30 Anos

Altura:1.64 cm

Peso: 85Kg

Situação:Faz Dieta e Alimentação equilibrada

Data do Testemunho:02.11.2007

 

 

A minha história é um bocadinho diferente das que tenho visto por aqui, mas não é por isso que não vou deixar o meu Testemunho!

O meu nome é Ana Mateus e desde miúda que sou assim… redondinha!
Conheci esta página por ter um amigo que fez operação de Banda e que me recomendou dar uma olhadela.

Enquanto por aqui caminhava, reparei num botão que me permitia ver uma série de coisas, como o IMC a Massa Gorda e por ai a diante! Sabia que estava com peso a mais mas nunca me tinha tido noção da gravidade da situação, fui á farmácia, pesei-me (85KG), coloquei a minha modesta altura (1.64m) e qual não é o meu espanto quando o resultado foi: 31.6 de IMC, ia tendo 3 coisinhas, Obesidade Leve!

Pensei e repensei e reparei que só tinha cerca de 22 kg a mais… Ia tendo a quarta coisinha má!

Acreditem, nunca pensei!
Tinha de fazer alguma coisa!!! Mas o quê?? Já tinha tentado montes de coisas mas nada resultava! Ou tinha fome, ou acabava por desistir!

Falei com o meu amigo, contei-lhe o que se passava comigo!!! Ele disse que era melhor eu pensar numa dieta!!!

Assim foi, comecei a fazer dieta, uma dieta em tudo semelhante á que ele faz!!! Comer de 2 em 2 horas, nada de gorduras e molhos, tudo em poucas quantidades, e STOP aos doces!!!

E sabem que mais… Estou encantada! Não passo fome, descobri receitas fantásticas e ando sempre bem disposta! Já lá vão 2 semanas e ainda não me voltei a pesar mas já me sinto menos inchada e sobretudo sinto-me bem…

Só posso agradecer a “outroladodoespelho.blogs.sapo.pt” por me ter alertado e ajudado!!!
A todos um bem haja e muita sorte!!!!

[47] Mica Torres

Nome:Mica Torres

Idade: 42 Anos

Peso:106 kg

Altura:1,--cm

Situação:Colocou banda gastrica

Data do Testemunho: 28.10.2007

 

 

Tenho 42 anos, e até aos 25 era uma mulher com um peso dito normal, sem ser magra, digamos que agradável à vista. Durante a gravidez engordei uns normais 12 kg, chegando aos 77 kg, que perdi logo no primeiro mês da bebé. Mas o casamento e a gravidez, quase em simultâneo, fizeram com que passasse a preocupar-me mais com a família, a casa e o trabalho do que comigo própria, e os quilos foram assentando alegre e lentamente no meu corpo. Para as ocasiões especiais recorria aos serviços de um modista, o que fazia de mim uma pessoa ilusoriamente de bem comigo mesma.

Como muitas pessoas, recorri mais do que uma vez a tratamentos para emagrecer: médicos, medicamentos, fórmular mágicas, massagens estéticas, máquinas e mais máquinas, ginásticas mais ou menos duvidosas... Para cada 10 kg que emagrecia, ganhava 13 ou 14...Enfim, só vos posso dizer que, contabilizando todo o dinheiro que perdi, daria para umas belissimas férias em família.

Até que um dia, numa consulta de rotina no centro de saúde, a médica de família verificou que os meus valores de glicose estavam altissimos. Vai daí, achou que era hora de enfrentar o "touro" da obesidade pelos cornos. Desde que enviou a requisição para o hospital, pedindo uma consulta de cirurgia de obesidade, com o objectivo de colocação de banda gástrica, passou um ano e meio. Nessa altura tinha atingido os 106 kg. Exames, consultas, mais exames e mais consultas, e finalmente fui operada no passado dia 26 de Junho, quando ingressei no hospital pela segunda vez, porque da primeira vez tive que regressar a casa, porque no dia em que estava marcada a minha cirurgia, e tendo feito toda a preparação pré-cirurgica, a primeira operação da manhã demorou demasiado tempo e comprometeu todas as cirurgias seguintes. O operação correu muitissimo bem, a equipa foi fantástica e a recuperação muito boa.

Passados 4 meses posso dizer-vos que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, porque sou das que precisa de MOTIVAÇÃO para atingir um objectivo. E a banda deu-me uma motivação séria, uma vez que temos que reaprender a comer, sob pena de sentirmos desconforto e dor. Não faz milagres, mas é uma ferramenta que me está a ser muito útil nesta minha luta. Até ao momento perdi uns agradáveis 16 kg, muito lentamente perdidos, mas com a certeza que não se voltarão a instalar no meu corpo. É muito bom ouvir das pessoas que realmente gostam de nós que estamos bem e que nos animam a seguir lutando.

Espero que as pessoas que tomam esta decisão que considero muito corajosa tenham uma excelente recuperação e que vos ajude a MUDAR DE VIDA, porque creio firmemente que é disso que se trata.

[46] Claudia

Nome:Claudia

Idade:30 Anos

Altura:1.60 cm

Peso: 103Kg - Actualmente 80,6 kg

Situação:Colocou Balão Intra Gástrico

Data do Testemunho:12.10.2007

 

 

Sou a Cláudia, tenho 30 anos, tenho 1,60 m e peso 81kg.
Coloquei o Balão Intra Gástrico no dia 13-12-2006, com 103,2 kg e tirei-o no dia 19-09-2007, com 80,6 kg.

Tanto em criança, como em adolescente, sempre tive excesso de peso, entre 10 ou 15 kg a mais, a minha mãe desde os meus 12 anos começou a levar-me ao endocrinololista que me acompanha até hoje, umas vezes com mais outras com menos sucesso. Afinal a culpa não é dele é minha.

Sempre tive o melhor acompanhamento por parte dele, nunca foi apologista de dietas malucas, mas até as mais rigorosas (só depois dos 18 anos) me deu por curtos períodos, para me tentar incentivar. Cheguei a perder muito peso de uma forma saudável e gradual, mas uma cabeça jovem, não entende o que anda a fazer de deixa-se engordar tudo de novo e a dobrar.

Nestes últimos anos então ainda foi pior, a facilidade de perder peso da adolescência foi-se perdendo, os quilos foram-se acumulando de ano para ano, sem dar por isso, um aqui outro ali e mais outro acolá e mesmo assim não queria perceber que estava a chegar ao ponto que eu não queria.

Quando me vi nos 100 kg decidi que tinha que ter uma ajuda extra, foi aí que o médico me voltou a falar no balão e eu aceitei.

Foram menos 20 kg, foi o voltar um pouco ao que era antigamente, ainda falta muito, mas já me sinto outra, por um lado, falta-me força para continuar, mas por outro, ficou outra força cá dentro que me empurra para a luta contra mais 20 kg e que me faz acreditar que sou capaz ...

[6] Mishi

Nome: Mishi

Altura:1,57

Peso: 145,9 Kg

Situação: Fez Banda Gástrica dia 20.09.2006

Data do Testemunho: 11.12.2006

 

 

Desde muito cedo que luto contra os quilos, desde idas a nutricionistas até dietas loucas, claro que foi tudo em vão.

Depois de uma gravidez muito desejada cheguei à brutalidade dos 145,9kg.

Para o bem da humanidade, surgiu uma "cura" contra a obesidade, a colocação da banda gástrica, mal tive oportunidade inscrevi-me na longa lista de espera do hospital de São José. Felizmente tenho um parente chegado que tinha sido operado pelo médico que faz este tipo de cirurgia, e no passado mês de Setembro submeti-me à cirurgia.

Até à data, 11/12/2006 já emagreci 23,700kg. Estou neste momento com 122,1kg. A minha vida mudou, e vai continuar a mudar. Espero dentro de um ano estar no meu peso ideal.

A minha cirurgia e recuperação correram lindamente. Estive três dias internada. Aconselho vivamente a todos aqueles que sofrem de obesidade mórbida, não tenham medo, o internamento é de três dias, actualmente é uma operação simples, rápida e eficaz.

Quem quiser seguir a minha luta contra os quilos pode fazê-lo através do meu blog.
Eu versus Kilos

[5] Rui Silva

 

Nome: Rui Silva

Idade: 18 Anos

Altura: 1,66 cm

Peso: 111 Kg / Actualmente com 68 kg

Situação: Fez Banda Gástrica 20.03.2006

Data do Testemunho: 04.12.2006

 

 

Desde sempre fui gordo, sempre fui o gordinho cá de casa, da turma, dos amigos....
Contudo havia épocas em que me sentia triste, deprimido, em baixo pelo facto de ser gordo, e aí tentava fazer dieta...
O problema era quanto mais pensava em fazer dieta mais comia, e "vingava-me" das comidas ditas "proibidas", adiando dia após dia a dieta.
Fazia dieta de manhã, e de tarde já não estava de dieta.

Fui até ao ponto de chegar a ser um obeso mórbido, tendo um IMC de 41.
Com apenas 17 anos, já tinha alguns problemas de saúde provenientes da obesidade, sentia-me triste, e inferior às outras pessoas.
Após algumas tentativas de dietas acompanhadas por profissionais de saúde consegui perder pouco, mas mesmo muito pouco peso (estamos a falar de apenas 1kg), e então pôs-se a hipótese de recorrer às cirúrgias bariátricas, balão intragástrico ou banda gástrica ajustável.
Fizeram a avaliação do meu caso e o mais adequado foi a banda gástrica ajustável.

No dia 20 de Março de 2006, fui operado... foi o meu renascimento, o 1º dia da minha vida!

A dieta liquída e pastosa não custou nada, fiz tudo certo...
E assim, passados quase 9 meses, perdi 43kgs, fui dos 111 kg para 68kgs, hoje tenho o peso normal! Sinto-me feliz, acordo de manhã com disposição para viver a vida, e com muita força!

Quero dizer a todas as pessoas que, sofrem desse problema que não desesperem, que existe muita coisa que ajuda a perder peso, nomeadamente as cirúrgias!
Recomendo vivamente a cirúrgia... tive pouquissimas dores e as 5 cicatrizes são minúsculas visto que o procedimento é feito via laposcóprica.

Quero dizer a todos o mesmo que o meu cirurgião me disse: " NÃO existem milagres" a banda apenas ajuda a controlar o apetite e as quantidades, porque a mais valia sem dúvida, é a nossa força de vontade!
BOA SORTE para todos!

 

Pós-Operatório*

Antes demais terão que ter em atenção de que uma pessoa com obesidade morbida é um doente.


E como doente que se vai submeter a uma cirurgia terá que estar devidamente informado e consciencializado quanto ás mudanças que acontecerão na forma de alimentar.

 

Depois da cirurgia ficamos com um dreno cerca de 5 a 6 dias.


O dreno é tubo fino de borracha que vai desde a região da sutura (costura do estômago) até a pele. No final desse tubo terá um pequeno depósito (saco) para onde sairá o suco gástrico.


Para retirar esse drenos é puxado gentilmente e não demora mais que 1 minuto.

 

Para evitar complicações pulmonares ( embolia de pulmão) nada melhor que caminhar muito assim que conseguir.

 

Normalmente o obeso começa a alimentar-se (ainda hospitalizado) com uma dieta liquida fracionada para que exsita uma adaptação á nova vida.

 

A alimentação no 1º mês será apenas de liquidos pouco calóricos. Esses liquidos devem ser tomados em pequenos goles, de 20ml em 20 ml, a cada 2 a 5 m.

 

Esta dieta tão rigorosa tem apenas como intenção não dilatar o estômago para assim não forçar e "descozer" a costura.

 

Começa-se por comer, ou melhor beber, sopa muito ralinha , (caldo). Posteriormente poderá acrescentar 1 colher de carne magra ou peixe e de seguida passar essa mesma sopa de modo a ficar um caldo um pouco mais cremoso.
Inicialmente evite acrescentar á sopa (arroz, batata, massa).

 

Terão que ter em atenção em não comer nada muito calórico, pois se forem ricos em açúcar podem sentir naúseas, desmaios, vómitos, dores abdominais, diarreias, tonturas, sudorese , fraqueza ect... a este conjunto de sintomas dá-se o nome de Dumping


Claro está que não poderão ingerir bebidas alcoólicas.

É importante beber muitos liquidos na fase posterior á cirurgia para assim a urina fique clara, e ajude a prevenir a formação de pedras nos rins e desidratação.

[4] Luna

Nome: Luna

Idade: 41 Anos

Altura: 1,72

Peso: 115kg /Actualmente com 99kg

Situação: Banda Gástrica 31.10.2006

Data do Testemunho: 01.12.2006

 

 

Fiz a minha operação de colocação de banda gástrica dia 31/10 (precisamente no dia dos 25 anos da minha filha).

Tenho-me estado a dar bem, o pós operatório não me tem custado muito, a alimentação também não, porque não tenho fome, até me esqueço de comer, mas também tenho os meus momentos de desespero por sentir falta de mastigar, mas isso passa rápido, o pior é não poder fazer certas coisas por causa dos pesos e ter que estar a pedir ou esperar que chegue alguém a casa para fazer.

Decidi colocar a banda porque estava farta de dietas e tratamentos...

Há 20 anos que lutava contra a obesidade e sentia-me cada vez mais mal, em relação a tudo... aparência fisica,com as outras pessoas, comigo própria e com os problemas de saúde a agravarem-se, fui contra tudo e todos porque pouca pessoas achavam bem que colocasse a banda.

Mas a decisão era minha, o corpo era meu, eu é que me sentia mal e revoltada.

Acho que não se devia andar tanto tempo a lutar como eu andei, como costumo dizer, em relação a dietas e tratamentos para emagrecer tenho o curriculum completo.

[3] Teresa Marques

 

Nome: Teresa Marques

Idade: 33 Anos

Altura: 1.68 cm

Peso: 124 Kg

Situação: Fez Bypass Gástrico dia 28.11.2006

Data do Testemunho: 03.12.2006

Actualizado a: 20.08.2007

 

“- Tem um cabelo giro, uma cara engraçada, mas é tão gorda que fica feia!!!”...era apenas um comentário que engoli em seco quando andava na escola preparatória, vinda duns miúdos que por acaso eram da minha turma...cada comentário destes era como uma pequena punhalada no meu ego.
“- Gorda, és tão gorda!!”...não sabia eu ainda nessa altura aquilo que me estava reservado.A adolescência passou e com ela passou todo um conjunto de coisas que mal vivi. Desde as saídas em grupo, os poucos amigos que tive, e os namorados que não conquistei, o tempo passou e gorducha continuei.No entanto havia fases em que lá conseguia controlar-me um pouco mais e a coisa não se tornava tão notória.Os dias eram passados no quarto a estudar, a ler ou a ouvir música, o que se traduzia em boas notas e em amigos que tentavam tirar algum proveito das mesmas, mas que depois por vezes nem me reconheciam quando se cruzavam comigo na rua.A solidão tornou-se nessa altura a minha melhor amiga, aliada e companheira...Apercebo-me hoje que me acompanha até ao presente.Fujo das idas á praia por motivos óbvios, da simples visita a casa daquela tia que até gosta de nós, mas que ao ver-nos faz sempre o mesmo comentário: “-Filha, parece que estás mais gordinha!!!”, de passeios porque pareciam haver sempre olhares indiscretos que nos apontavam o dedo parecendo dizer:”- Tadinha da miúda, tão nova e já tão gorda, sem jeito!!!”.Evitar...a palavra chave...evitar tudo o que me magoava...e o ciclo vicioso estava já ele entranhado em mim...dos poucos prazeres que tinha, aquele era o que mais me satisfazia...e como de “gorda não passava”, continuava a comer, a engordar, a comer, a engordar e a sentir-me cada vez mais miserável, mais sozinha.

Conheci uma pessoa que entretanto parecia não se importar como meu aspecto, e passado algum tempo casámos.

Antes de engravidar, decidi que não podia colocar a vida do meu filho em risco, pelo que achei que o melhor seria emagrecer...e se o pensei, melhor o fiz...recorri ao Dr Tallon...e resultou...fiquei bem diferente.Pela primeira vez estava a vestir roupas de tamanhos normais, a sentir-me bem comigo mesma.No entanto, o relacionamento com o marido que “escolhi” não andava bem, sendo uma fonte de ansiedade, contribuindo para me levar ao mesmo peso logo após o nascimento do petiz. Veio o divórcio e depois dele e de sarar feridas era tempo de renovação. Segunda tentativa com o Dr Tallon...bem sucedida novamente.Perdi novamente os 50 e poucos kilos...Agora sim, perto dos 30, uma mulher feita, estava a descobrir coisas que deveriam ter sido descobertas porventura bastante antes, caso eu me tivesse permitido. Aí sim, a verdadeira adolescência quase aos 30...inúmeros encontros amorosos, casos, namoricos...até que conheci o meu actual companheiro. Daí á vida familiar foi um passo.Daí a voltar a engordar foi outro. Se me perguntarem porquê, nem eu sei bem porquê.Estava feliz...fui comendo, fui-me avolumando de novo, sempre negando que estava a ficar como antes. Achava que a qualquer momento podia parar, que voltava ao que era em dois tempos se quisesse. E quiz...E voltei ao Dr Tallon...E já não me serviu de nada, porque sabia as restrições que me esperavam e que já tinha passado por aquilo por duas vezes e que tinha voltado ao mesmo...até que ponto estaria eu disposta a passar por tudo outra vez??? Não naqueles moldes...Já não estava...Mas tudo tinha voltado; desde o medo de sentar em cadeiras de esplanada, quer elas fossem de plástico e se partissem com facilidade, quer elas fossem robustas, mas estreitas e não concebidas para traseiros pouco elegantes como o meu. Tudo desde o relacionamento com o companheiro, inclusivé a nível sexual estava agora em causa. Sentía-me a perder terreno, sem conseguir ter força de vontade para voltar a conquistá-lo. Precisava dum empurrão. De algo que me fizesse recordar que já tinha passado por aquilo duas vezes e que não queria voltar ao mesmo...algo definitivo. Aí comecei a pensar cada vez mais seriamente em colocar uma banda gástrica. Lá fui a uma consulta no Egas Moniz e ...pelo menos 3 anos de espera me aguardavam...tentei S. José e aí foi bem mais simples, mas a marcação das consultas de psicologia e de nutricionista só começavam a ser feitas daí a uns meses...outros problemas estavam também á espera de ser resolvidos, pelo que acabei por pôr essa ideia um pouco de parte. Resolvidos esses, é claro que foi altura de voltar a pensar em mim. Nova tentativa no Hospor em Setúbal. E foi desta...fui operada dia 28 de Novembro, fiz um bypass gástrico, estive internada dois dias após o que voltei para casa. Estou bem, correu tudo muito bem até agora e já como como um passarito. Hoje, dia 3 de Dezembro, perdi já cerca de 4 kg.

Enfim, pode não ser um grande testemunho, mas é o meu. A obesidade nunca me trouxe nada de bom.Fiz do meu peso um iô-iô. Poderia ter sido uma pessoa diferente, quem sabe...No entanto, estou feliz agora e espero continuar. Não pretendo ser exemplo para ninguém, pois cada caso é um caso. Ninguém é igual a ninguém. Mas uma coisa vos digo...se não estão felizes assim, talvez seja hora de mudar, de virar a mesa!!...Já virei a mesa em muitas situações e não me arrependo. Beijos para todos e caso o desejem, podem enviar-me mails para tmarques32@gmail.com

 

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20.08.2007

 

Passaram já 10 meses desde a minha cirurgia. Continuo muito bem. Perdi até agora 46 kg. Não cheguei ainda ao final da minha batalha, até porque acho que ela não termina. Está mais complicado por agora, pois a perda de peso está a ser mais gradual. Mas sou eu que a prefiro assim. Estava a assustar-me um pouco a ideia de não conseguir parar de perder peso. No entanto isso não acontece. Como de tudo o que as outras pessoas comem, apenas com diferença na quantidade. Claro que continuo a optar sempre pelos produtos magros, light, etc...tentando sempre poupar-me na ingestão de calorias. A minha vida mudou e muito. Há um ano atrás, sonhava apenas com algumas coisas que hoje, (e passou só 1 ano), já consigo fazer...coisas simples, como ir aos saldos e encontrar peças que me servissem...gostar de me ver ao espelho...e tantas outras que todos vocês sabem como é...

Foi bom o apoio que recebi simplesmente por partilhar com algumas pessoas o que sentia...senti que não estava só...e encontrar outros que se sentiam como eu, foi o primeiro passo. A seguir a esse, foram muitos outros passos, e olhem, valeram todos a pena. Procurava pelos sites de cá, e não encontrava grandes fotos...sim, porque as fotos são de facto importantes para quem está a tentar convencer-se a mudar, a arriscar, a ser feliz. Assim, decidi enviar agora as fotos do antes, (no dia da cirurgia) e do agora...para poderem mudar também vocês. Não duvidem nunca...se tiverem a oportunidade de fazer a cirurgia, façam-na...procurem fazê-lo em segurança, mas façam...não duvidem daquilo que podem ser.
Quem não arrisca, não petisca.

[45] Luis Cartaxo

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Nome:Luis Cartaxo

Idade:33 Anos

Altura:1.79 cm

Peso: 145Kg - Actualmente 112Kg

Situação:Colocou Banda Gástrica em 06/06/07

Data do Testemunho:30.09.2007

 

 

Olá...O meu nome é Cartaxo, Luís Cartaxo...
Não! Não sou nenhum agente secreto (antes pelo contrário, estou bem á vista) mas estou aqui numa missão, deixar um testemunho...
Então ora cá vai em forma de resumo (ou "testamento")...

Nasci com 4Kg no dia 22/12/1973 ás 18h00 no Hospital Distrital de Évora (sim sou alentejano e com muito gosto)... Com a tenra idade de 3 anos troquei a mui nobre e sempre leal Évora pela termal Caldas da Rainha (também muito conhecida pela sua faiança, quem não se lembra das terrinas em forma de couve, já estavam a pensar noutra louça não!)...
Tive uma infância normal, corria, brincava, comia e não engordava...
Aos 14 anos era um rapaz com estatura e peso normal para a idade, foi senão quando vinda não se sabe de onde, uma hepatoesplenomegalia (como gosto de dizer esta palavra, ficam todos de boca aberta a questionar o que será) me deixou uns tempos numa cama de hospital, sem vontade de comer, de tal forma que ao invés do normal nos hospitais pediam á minha mãe para me levar comida...
Resisti á base de soro e suplementos alimentares e uma transfusão de sangue (como na altura o light ainda não estava na moda presumo que tenha sido sangue gordo, ou meio-gordo)...

Da mesma maneira como apareceu, a hepatoesplenomegalia (ok eu explico: aumento do tamanho do fígado e do baço, provocado geralmente por uma grande actividade de defesa imunológica do organismo) um dia deixou-me e sem se despedir foi-se embora, deixando dentro de mim um enorme vazio que a partir dessa data comecei a encher de comida... Aos 16 já era rechonchudo e embora sempre alegre não era de todo o centro das atenções das miúdas...

Até aos 20 a dificuldade de arranjar roupa que me servisse, as bocas de quem passava, nada disso mudava a maneira que eu me via ao espelho, olhava e via um tipo normal, talvez um bocadinho de nada anafado...

Desde ai até aos 30 anos e aos 145Kg foi um pulinho, regado com muita feijoada, muita batata frita e muita sobremesa, não se pode dizer que comesse muito (embora também não comesse pouco) mas essencialmente comia muito mal, uma má escolha de dieta, gorduras, fritos, doces, e só duas refeições diárias que eram até encher... O aparecimento de problemas cardíacos e respiratórios vieram mudar a maneira de me ver e ai cheguei á conclusão que era gordo (não gosto de qualquer das outras palavras usadas para definir a obesidade), fiz algumas dietas sem acompanhamento e sem resultados, deixei de fumar...

Um dia numa conversa com a médica de família veio a palavra "banda" á baila, nos meus pensamentos já por lá tinha passado muita vez e não ouve outra decisão senão dizer-lhe: "siga!"
A credencial foi enviada para o hospital de S. José e lá fiquei eu á espera a pensar que daqui a 5 anos ia ser chamado, mas passado 4 ou 5 meses já tinha uma consulta marcada e 6 meses depois disso entrei para a lista de espera para colocar a banda, com a promessa de que seria antes do verão e que avisavam com 2 semanas de antecedência... No dia 1 de Junho de 2007 uma sexta-feira, recebo uma chamada do hospital a informar que iria dar entrada na terça seguinte e iria ser operado na quarta...

E lá fui eu para Lisboa de armas e bagagens sem pensar sequer no assunto... Entretanto desde o dia do telefonema comecei logo dieta líquida (burrice minha não é! era para começar só no dia do internamento), chegado ao hospital levei uma "carecada" na barriga (que ficou mais macia que um rabinho de bebe), seguida de um clister líquido, e sem dar por ela estava na sala de recobro com a minha mãe ao lado e um saco de soro espetado no pulso...

Tive alta passados 2 dias e nesse mesmo dia vim de Lisboa para as Caldas (eu a conduzir, pois a minha mãe não tem carta e o meu pai só me poderia ir buscar no dia seguinte, e eu já estava farto de estar longe do meu PC)...

Desde esse dia mudei a minha relação com a comida e até agora, sempre seguindo a dieta prescrita pela nutricionista e principalmente os horários, já perdi 20Kg, num ritmo de 1 a 2Kg por semana...

A relação com a banda tem sido até agora uma relação pacífica, não puxo muito por ela e ela não puxa por mim, ainda não vomitei nenhuma vez (ás vezes umas graves crises de soluços), sinto e noto bastante a peça de enchimento mas já não me incomoda minimamente...

Entretanto depois da operação fui apresentado á Gina, conversa vai conversa vem, convite e ida ao almoço XXLight, e conheci a partir dai pessoas extraordinárias com a mesma luta que eu contra a balança, novas amizades que tenciono preservar e alimentar... Como o testemunho já vai longo resta-me colocar-me ao vosso dispor para aquilo que de mim precisarem, quer a nível pessoal, quer a nível profissional (já agora, eu sou técnico de informática e trabalho em Leiria) e deixar-vos uma palavra de incentivo:
FORÇA! NUNCA DESISTAM!

Larguras (que é como quem diz cumprimentos/beijos/abraços)…
Luís Cartaxo aka (sigla da Internet que significa: “Also Known As” - “também conhecido como”) bariatric

[44] Sandra Daniel

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Nome:Sandra

Idade:27 Anos

Peso: 102Kg

Situação:Aguarda Cirurgia

Data do Testemunho:20.09.2007

 

 

O meu nome é Sandra Daniel e tenho 27 anos. Nasci com 4500kgs e sempre foi gorda. Durante a infância e adolescência era a maior da turma. Felizmente também era alta. Os anos foram passando e os quilos também. Nunca fui a uma nutricionista nem fiz as dietas dos famosos, mas fiz as minhas cá por casa que sempre resultavam nuns quilinhos a menos e quando desistia (sem sequer perceber) voltavam todos e mais alguns. O costume! Além do Xenical, Reductil, enfim...

Mas voltando atrás, aos 16 anos deixei de comer. Emagreci bastante. Pode dizer-se que caminhava para uma anorexia se assim continuasse. Tudo isto porque uma amiga minha que também era gordinha fez o mesmo e eu não queria ficar atrás. Na verdade ela estava magra. A adolescência foi difícil. Entretanto a minha amiga começou a perder bastante cabelo e isso foi algo que me assustou bastante e eu voltei a comer normalmente. Não queria ficar assim. Até hoje fui sempre engordando e cá estou eu com os meus 102 kgs.

Foi no final de Julho que comecei a ter muitas dores nos nos pés. Estive cerca de duas semanas quase sem conseguir andar porque me doiam muito. Percebi que tinha que mudar. Tinha que fazer algo por mim. Sei que não tenho controlo sobre a minha alimentação e se assim continuar vou ganhar mais peso em pouco tempo como tem acontecido.

Foi aí que decidi marcar uma consulta para o Dr. Jorge Limão, no Hospital Particular de Lisboa, porque sabia que era privado e que seria atendida rapidamente.
Algo que me preocupava era o facto de achar que tinha pouco peso para a colocação de banda gástrica ou bypass. No entanto quando fui à consulta o Dr explicou que como tenho um IMC de 35 (geralmente o mínimo para a operação) dores articulares associadas ao peso e um grande potencial para os diabetes (visto o meu pai, mãe e avós todos terem) eu tinha tomado a decisão de consultá-lo na altura certa.

Entretanto já fiz todos os exames que o Dr me pediu, fui à psicóloga e à nutricionista e em princípio irei fazer o bypass. Agora vou ter novamente consulta com o Dr no próximo dia 26 e se tudo correr bem saio de lá com uma data para a minha operação.

Espero que corra tudo bem. Volto aqui para dar notícias.

Sei que ainda não fui operada mas o meu conselho é: não desistam de ter uma maior qualidade de vida!
Eu estou ansiosa por isso e sei que vai correr tudo bem! Cá estarei para vos contar como foi...

[43] Guida

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Nome:Guida

Idade:41 Anos

Altura:1.63cm

Peso: 116Kg - Actualmente com 75kg

Situação:Fez Bypass Gastrico em 9.11.2006

Data do Testemunho:24.08.2007

 

 

Chamo-me Guida, tenho 41 anos, sou casada e não tenho filhos. Sempre fui gordinha, mas depois de casar fui aumentando muito o meu peso.
Cheguei até aos 116 quilos!

No dia que fui para a cirurgia pesava 114,5 kg.

Em Janeiro do ano passado, sofri uma rotura de ligamentos no joelho direito, o que me obrigou a andar de canadianas durante cerca de 3 meses. Foi um stress, por muito pouco que andasse, era um dia infinitamente longo. Estive com uma depressão daquelas. Em determinada altura ao falar com uma amiga, ela pôs-me a par da cirurgia que tinha feito (Bypass) e avisou-me dos prós e contras. É obvio que só contava os prós. Se bem pensei, achei que nada tinha a perder em marcar uma consulta com o médico que a tinha operado. Assim liguei para o consultório e marquei uma consulta ( para dia 12/05/2006).

Contei ao meu marido e embora com muitíssimas reticências, ele acompanhou-me (que querido), e assim dia 12 lá fomos os dois á consulta. O Dr. Carlos foi um amor, esclareceu as dúvidas de ambos (mais dele que minhas, pois eu levava tudo muito bem estudado já). Após as consultas e exames pedidos, fui operada dia 9/11/2006, fiz um Bypass gástrico, no Hospital da CUF, pois era lá que o Dr. Carlos operava.

O meu marido que de inicio era um pouco contra a cirurgia, esteve sempre a meu lado e deu-me a maior força (Obrigado Amor, por tudo isso J ), a minha amiga Nela também estive sempre ao meu lado, sempre que precisava de falar.

Neste momento, e passados 9 meses já perdi 39,5 quilos!

Tenho a agradecer ao Dr. Carlos Vaz, o médico cirurgião que me operou e á Dr.ª Mónica Santos a Nutricionista., que me tem acompanhado até agora.

Vou ás consultas regularmente e faço a minha vida normal. (Ás vezes também já faço algumas asneiras, mas tento não cometer loucuras)

Estou super feliz!!!!!

[42] Fatima

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Nome:Fatima

Idade:43 Anos

Altura:1.63cm

Peso: 101Kg

Situação:Aguarda cirurgia

Data do Testemunho:24.08.2007

 

Olá, eu sou a Fátima, moro em Santarém e tenho 43 anos.

Peso 101 quilos e tenho 1,63 de altura. Sou casada e tenho um filho de 20 anos com os olhos azuis mais lindos do Mundo, é a minha razão de viver e sou mesmo uma mãe muito babada.

Sempre fui gorda desde pequena, chamavam-me gorda na escola e ao longo de toda a minha vida. Mas com a gravidez é que aumentei de 70 para 97 quilos. Só perdi o peso do meu bébé porque não tive leite para ele, o que como sabem amamentar ajuda-nos a voltar ao nosso peso antes da gravidez.

Depois fui estudar à noite, porque só tinha a escolaridade obrigatória, e trabalhava de dia numa escola e estudava à noite. Tirei todo o secundário e uma licenciatura de 5 anos. Foi uma maratona e durante esse tempo engordei até 106 quilos. Terminei em 2003. Presentemente tenho 101 quilos porque tomo um antidepressivo que me controla mais a ansiedade de comer. O meu endocrinologista falou-me na cirurgia e depois falei com a minha médica de familia e ela disse logo que sim, porque sou pre - diabética, tenho asma, tenho muitas dores nos ossos e não gosto de ser gorda.

Fui a uma consulta ao Hospital de Santa Maria da Feira com o Dr. Mário Nora e ele falou-me na cirurgia do bypass e eu fiquei logo toda entusiasmada. Cheguei a casa e fui pesquisar sobre ele e descobri que ele tb faz a mesma cirurgia no hospital da Arrábida, que é um hospital privado, mas tem acordo com a A.D.S.E., então pensei, porquê esperar 1 ano ou mais? Perguntei como era, quanto iria gastar e marquei para ele. Fui lá à consulta, falei com ele, ele passou-me os exames todos e as consultas, e já tenho quase tudo pronto. Em principio vou fazer a cirurgia no dia 15 de Outubro porque é o dia que me dá mais jeito, para tb poder ir fazer umas formações em Lisboa que o meu emprego me proporciona e eu quero aproveitar, pois temos de estar em constante aprendizagem, visto que vivemos num mundo de competitividade e quero aprender mais e mais.

Sonho com o dia em que vou gostar de me ver ao espelho. Sonho em pelo menos ter 80 quilos, já nem sonho com os 70, porque isso seria pedir demais.

Acredito que Deus me vai ajudar e que a minha força de vontade tb. Acredito que ainda vou ser muito feliz com 20 quilos a menos. Prometo que virei escrever, ou actualizar o testemunho quando gostar do que vejo ao espelho e mostrarei fotos.

Desejo muita força para todos/as e tb ânimo para os que não conseguem a cirurgia.

UM DIA TODOS IREMOS VENCER A OBESIDADE E AS DOENÇAS!!!!   

 

 

NUNCA DESISTAM!!!!!!!!!!!!!

 

[2] Eliana


 

 

Nome: Eliana

Idade: 24 Anos

Altura: 1,59

Peso: 122 Kg

Situação: Bypass Gastrico

Data do Testemunho: 01.12.2006

 

 

Já faz tanto tempo que estou a espera ,acho que espero desde que tenho noção de mim!! Espero pela banda gástrica a três anos...
No inicio disseram-me que a espera eram 2 anos... E conformei-me ...fui ás consultas e cada uma que passava o meu coração ficava ainda mais ansioso á espera que me dissessem"pronto dia tal vais ser operada", acho que eles não tem a noção de como é importante para nós sabermos que vai acontecer...até podiam dizer vai demorar, que "só em 31 Março de 2009", e eu naquela altura ficaria super feliz porque tinha uma data... a espera é horrível, és assaltada de repente por sentimentos de tristeza quando começas a ver o tempo a passar...porque nenhum de nós vai para jovem...

Para quem está parado em casa a espera, é um tormento, é uma depressão agendada...pois sabemos que cada vez que pensamos nisso, vamos chorar, vamos abaixo, porque qualquer coisa mexe connosco...estamos ainda mais sensíveis...e eu sei porque passei por isso...
Para quem sai todos os dias para o seu trabalho a angústia é diferente porque acabas por distrair... mas não escapamos da nossa mente... passas ao pé de uma montra, vês uma roupa bonita que gostavas de comprar e... claro não te serve...
A ínicio pensas que quando fores operada já poderás vestir coisas bonitas...mas antes de virares a esquina já estás a pensar que esse dia nunca chegará.

Mas também tens a parte boa, como poderes planear teres esse assunto resolvido saberes que tens uma solução...
Eu era uma adolescente e não havia banda gástrica cá, não havia a Internet para conheceres outros como tu, e como tal pensava que era a única.
Se vives num sitio onde não te entendem, onde não há ninguém como tu é uma sensação horrível...
Eu cai naquele erro de achar que se ficasse em casa estava protegida...grande erro! mas também era uma criança a quem diziam que era o melhor.

Viveres com a angustia de não teres uma solução, acreditem é horrível.
Olhares para ti e pensares sabendo que não existe uma solução, que vais ser sempre assim até ao fim e ninguém te poder dizer "não vais nada"...porque a verdade é que não havia solução!! Nesse aspecto a banda veio trazer a todos nós a possibilidade de sonhar com um amanhã diferente, com futro melhor.
Talvez o facto de ter vivido quando não havia solução me tenha dado a força para esperar e para continuar nesta espera.

O meu médico por duas vezes me fez sonhar tão alto...quando me disse "ainda este ano"...Acreditei profundamente nele, e já só pensava nisso...vi os meses passarem e nada aconteceu ...talvez ele não tenha culpa..mas quando voltei fui muito dura e ele disse que este ano era de certeza...que me ia passar um papel para fazer análises que só são necessárias quando já estás operada e eu...talvez a querer me enganar a mim própria, acreditei mais uma vez, e passou mais um ano, a minha fúria ao longo dos meses foi tanta que rasguei o papel para as análises...sinto-me enganada ,frustrada ,cada mês que passa mais magoada fico...já chorei tanto nesta vida que já não tenho lágrimas para chorar....é tão difícil faze-los entender...queria que sentissem o que sentimos cada vez que nos levantamos ou vamos a rua queria que por um dia percebessem o mal que a espera nos faz...

Para completar o desgaste que tenho , descobri que só sou eu é que espero...que existem pessoas que já foram operadas em um ano!...que os processos estão todos a andar e eu nem as análises que supostamente tem de fazer quem está prestes a ser operado, tenho feitas...tem sido difícil aceitar...mas o que é pior que é a espera...

Passei pela fase da aceitação de acreditar com tanta força... que voltei a viver, sai da fase em que esperava pela banda, ela era o centro da minha vida, e voltei a viver! Ela apenas é um dos meus objectivos, talvez o principal mas continuo a viver Tenho de continuar a viver...e é graças a esta mudança que posso continuar e não cair derrubada numa cama cada vez que tenho de esperar...porque afinal não foi este ano...

Neste momento, conto os dias que faltam para ir ter com ele e levo tanta raiva dentro de mim...tantas coisas que eu preciso lhe dizer, gritar... preciso no fundo que perceba que nem eu sei bem o mal que este ultimo ano me fez ...nem me atrevo a imaginar as coisas que já podia ter vivido,os problemas de saúde que poderia não vir a ter no futuro se este ano não existe-se...o peso que sinto em mim, o mal que me faz...
Este ultimo ano se tornou mais difícil e próximo será ainda mais...tenho de o fazer ver que não quero mais esperar... não admito que me diga que é ainda este ano, não admito que ache que um ano da minha vida não tem importância, porque tem!
Para mim o próximo ano será de luta ou consoante o que falar com ele o recomeço da minha luta....

Aconselho todos que esperam por serem operados a terem calma e não fazerem disso o principal na sua vida...mas não desistam e lutem até ao fim...
É o que eu vou fazer...

[41] Ana Isabel

 

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Nome:Ana Isabel

Idade: 32 Anos

Altura: 1,80

Peso: 125 Kg

Situação:Aguarda ser chamada para Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 16.08.2007

 

 

Chamo-me Ana Isabel , tenho 32 anos e sempre fui gorda, mas também nunca me importei com isso nem fiz nada de especial para mudar o meu peso, pois como se costuma diizer de gorda não passo e a magra já não chego, mas quando tinha 22 anos fui ao Tallon onde perdi 18k, depois deixei de tomar os medicamentos e rapidamente o peso voltou, tinha 117k na altura e fiquei com 99k uma elegancia para quem tem 1.80m, depois quando tinha 110k fui ao Hosp. Stª Maria a uma consulta de obesidade mas como era alta “ainda” não estava com obesidade morbida portanto nada a fazer em relação a cirurgias.

 

Em 2002 tinha novamente 117k e como ia casar no inicio de 2003 resolvi ir novamente ao Tallon e perdi 10k fiquei com 107k depois de casar continuei sem me preocupar com o peso e a fazer sempre comidinha da boa para o maridinho era tudo novidade e toca a engordar, já estava com 125k, até que ouvi no rádio falar do Bodyslim só facilidades perdia-se muito peso e sem esforço e eu pensei: bem mais uma tentativa vou experimentar e perdi ai uns 10k, umas vezes ia, outras não ia aos tratamentos porque não coseguia sair a horas do trabalho, até que fiquei grávida tinha na altura 118k não fui mais, e pensei depois de ter o bébé recomeço novamente os tratamentos, pensava eu que conseguia, mas a vida muda muito com a chegada de um filho, e eu quando no fim da baixa de parto recomecei a trabalhar ainda fui algumas vezes, mas como era andar a 200 á hora comecei a pensar que andava a perder tempo, porque ia perder meia duzia de kilos e ia ser como das outras vezes voltavam todos ainda mais rápido, enfim a coragem e a motivação já eram…

Tinha agora uma filha que me ocupava o tempo de uma maneira impressionante não podia perde-lo com coisas que era o melhor para mim, eu sei, mas que não iam resultar como das outras vezes. Mas como tudo tem um senão com o carregar a bébé ao colo e ela sempre a crescer, comecei com dores nas costas, nas pernas, nos pés, fui ao médico e fiz um Tac á coluna , resultado não tinha nada, só podia ser do excesso de peso…

Aquilo bateu-me a sério e comecei a minha busca na net sobre a banda pois pensei que só mesmo uma operação e foi assim que cheguei á minha “madrinha” Gina, e por coincidência moramos perto e ela prontificou-se logo a encontrar-se comigo e explicou-me tudo o que eu tinha de fazer para ir a uma consulta onde ela andava a ser seguida, eu fui ao meu médico de familia e depois fui macar a consuta com o Dr. Edgar Rosa que eu gostei muito, ele é mesmo como diz a madrinha um espectáculo de pessoa, que me disse que o indicado para mim era o bypass gástrico e mandou-me fazer uns exames…

E aqui estou eu com todos os exames feitos e o papel para a cirurgia já assinado só á espera da carta com o aval da psicologa que vai ser já no próximo dia 13/9 a consulta que eu espero que corra bem e depois é só aguardar pela “milagrosa” operação, que eu espero que mude para melhor a minha vida, para que eu possa brincar, correr e saltar com a minha filhinha pelo menos mais aliviada do peso.

Assim é o meu testemunho, espero que contribua para ajudar alguém, como os dos outros me ajudaram e incentivaram a escolher este caminho que eu acho o melhor, pelo menos o mais saúdavel. Madrinha linda em breve não és tu a unica jeitosa porque os afilhados estão também todos a caminhar para a elegância…
E todos os obesos NUNCA DESISTAM porque á solução para o nosso problema.

[40] Rosa

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Nome:Rosa

Idade: 34 Anos

Altura: 1,67

Peso: 156 Kg

Situação:Aguarda ser chamada para Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 01.08.2007

 

 

 

Chamo-me Rosa e tenho 34 anos.

Já há muito tempo que comecei a minha luta para perder peso... e embora os tenha perdido com facilidade também os recuperei com a mesma velocidade que os perdi.
E lá voltava tudo ao mesmo...

Até que um dia uma amiga (Gina) me mostrou uma luz ao fundo do túnel...

Apartir daí seguiram-se consultas e exames no Hospital S Francisco Xavier...Passados 7 meses é com muita satisfação que conto que finalmente dei entrada na lista de espera para fazer a cirurgia aconselhada ...o Bypass Gástrico!

Quero deixar uma mensagem importante para todos os gordinhos...NUNCA DESISTAM!

Pois quando menos esperamos faz-se luz ao fundo do túnel... e nessa altura aproveitem porque o vosso dia também vai chegar!...

 

[39] Helga

Nome:Helga

Idade: 27 Anos

Altura: 1,78

Peso: 123 Kg/Actualmente 105 kg

Situação:Fez Bypass Gástrico 11/07/2007

Data do Testemunho: 27.07.2007

 

 

O meu nome é Helga, tenho 26 anos (27 a partir de de dia 4 de Agosto ) e fiz um bypass gástrico no passado dia 11 de Junho, a 1ª vez qe fui ao hospital pesava 123 kgs, quando fui operada pesava 114kgs, hoje peso 105kgs...

Foi uma aventura para mim, pois apesar de a nivel médico ter apoio de todos, desde psiquiatra a medico de medicina interna, passando depois pelos médicos do Hospital S. Francisco Xavier, da parte da familia o apoio foi sempre nulo.
Não sei se acontece com muitas pessoas, mas para mim foi um desafio, estava doente fisica e psicologicamente e se era uma maneira de me ajudar a melhorar porque não a agarrar com unhas e dentes??

Depois de lutar com a bactéria ultra resistente que fez adiar a inscrição para a operação quase 1 ano, ela foi marcada... Aqui subiu o frio nervosinho e pensei, já faltou mais.... Neste ponto a familia "abriu os olhos" e apercebeu-se que realmente ia para a frente. Continuei a ouvir comentários "tristes" como " não emagreces porque não queres, bastava fazeres dieta, ginástica", "uma operação, bastava teres tento na lingua",e outras similares... Depois da negação a familia passou para... " gostava de falar com o teu médico..." , o marido em Fevereiro deste ano, quando recebi a carta de inscrição foi o unico que percebeu que ia realmente em frente com a operação e sem me dizer nada, começou a pesquisar mais informações na net...

Chegou-se a semana anterior á minha operação... Ligaram-me do Hospital para ir a uma consulta de anestesia na quarta e dar entrada no Hospital no domingo. A minha felicidade contrastou com o medo na cara dos meus familiares mais próximos.... Pai, Avó... Marido... mas chegando aqui todos deram um grande apoio, e mais importante, depois da operação todos foram uma grande força para mim...

No 1º mes perdi 6.6 kg, pensei que perdesse mais, mas o meu organismo continua a lutar contra a pera de peso... Os problemas endocrinológicos, e hormonais continuam a combater, mas eu nem dei por eles passarem... Perdi até hoje (mês e meio) 9 kg´s. Ainda não sofri nenhum sindrome de dumping, o que os médicos até ao momento acham estranho... Ainda não noto diferença, talvez a altura ajude, 1.78m , a familia diz que já há diferenças...

Vale a pena o esforço e o sacrificio... !

[38] Susana

Nome:Susana

Idade: 33 Anos

Altura: 1,67

Peso: 127 Kg/Actualmente 115 kg

Situação:Colocação Banda Gástrica 20/06/2007

Data do Testemunho: 18.07.2007

 

 

Desde que me conheço que era gordinha demais para a minha idade. Na escola, sempre me senti bastante discriminada por esse motivo (as crianças conseguem ser muito cruéis umas com as outras). Era sempre a última a ser escolhida para qualquer brincadeira, para outras nem me candidatava porque simplesmente sabia que não podia acompanhar (tipo correr, jogar à apanhada, etc).

Numa fase de adolescência foi um pouco melhor, isto porque como aparentava muito mais idade do que tinha (pelo enorme corpanzil) comecei a namorar muito nova e até ouvia uns piropos, o que deixava o ego lá em cima.
Mas interiormente os complexos eram muitos: na praia andava sempre de túnica e quando ía tomar banho era sempre com a toalha atrás de mim e no sítio com menos gente possível.

Quando comecei a namorar com aquele com quem viria a casar, essa fase passou um bocado. Sentia que gostava de mim assim e parece que já nada importava. Andava na praia à vontade e imaginem....até comprei um biquini. Sol de pouca dura...
Casei e ao fim de alguns anos o casamento ia mal. Com os nervos cada vez comia mais. Tudo o que via devorava. O marido começava a criticar o que comia, a criticar o facto de esta ou aquela peça de roupa já não me servir, etc... Resultado....cada vez comia mais e consequentemente engordava mais.
Também a nível do ciclo de amigos a minha cabeça fez com que me refugiasse um pouco de todos eles. Não sei explicar mas sentia que era sempre tratada de forma diferente do que tratavam as minhas amigas (se calhar nem era, mas eu tinha a certeza que sim), então comecei (desculpem a expressão) a sentir que metia nojo à beira das outras pessoas.

Uma vez fui com umas amigas ao shopping e entramos na Zara. Elas viam tudo, tudo lhes servia, passaram lá imenso tempo. Não me perguntem porquê (lá no fundo eu sei!) mas comecei a ficar sufocada a sentir-me tão mal, tão mal, tão mal, sai disparada pela loja e fui refugiar-me na casa de banho a chorar. Foi um dos piores ataques de choro de que me lembra.
Conclusão, durante um tempo deixei de as acompanhar quando iam às compras.

Aos 28 anos divorciei-me e com uma grande depressão em cima a consequência era continuar a comer e a engordar, até chegar ao peso de 127 kg. Nem queria acreditar mas era verdade. Passei a detestar olhar para mim, a não gostar de mim (lá no fundo acho que nunca gostei), a isolar-me....

Foi preciso quase 4 anos mais para perceber que tinha de fazer alguma coisa, até porque as simples actividades diárias já custavam a fazer. O simples apertar os sapatos, tratar da minha higiene íntima, subir as escadas de minha casa tornaram-se uma dificuldade.

Fui ao médico de familia que me aconselhou a ser seguida pelo Hospital de S. João e enviou a credencial para a consulta de Endocrinologia. Em 08-11-06 fui à primeira consulta e após uma conversa com a médica decidi que era mesmo altura de dar um novo rumo à minha vida. Foram-me passados todos os exames, fui a todas as consultas necessárias e finalmente no dia 20.06.07 fui operada para colocação de banda gástrica.

Fui com medo, receio e muitas vezes até com dúvidas se era aquilo mesmo que queria. Admito que em todo este processo pensei em desistir em algumas alturas, mas não o fiz. Não o fiz porque quero começar a fazer uma coisa que nunca fiz na vida: GOSTAR DE MIM! Quero poder de alguma forma recuperar o tempo que perdi no passado e fazer as coisas que não fiz pk tinha vergonha ou simplesmente não conseguia fazer! Quero poder andar lado a lado com o meu namorado (pessoa maravilhosa que entretanto conheci e me tem apoiado muito em tudo isto) e não ter vergonha porque fisicamente não fico bem ao lado dele e parece que toda a gente olha e repara.
Concluindo: Quero poder VIVER com tudo a que tenho direito!

Agora com 1 mês após a operação e com 11 kg a menos, apesar de ainda ser muito pouco face ao que tenho de perder, sinto-me muito bem. A dieta liquida não foi nada dificil de fazer . Pensei que me iria custar muito mais. Hoje comecei a dieta pastosa, ainda muito a medo mas também não há-de custar nada se Deus quiser. As pessoas fartam-se de me fazer elogios, o que é muito bom e me dá cada vez mais força para lutar e cumprir tudo direitnho para não ter problemas e ter os resultados desejados. Ainda estou muito no ínicio desta caminhada e ainda tenho muito para andar, mas sinceramente já me sinto principalmente mais forte emocionalmente e não estou em nada arrependida do que fiz! É verdade que temos de abdicar de muita coisa, mas para já está a valer muito a pena!

Amigos e amigas, agora acredito que há uma luz ao fundo do túnel e acredito que quando chegar ao fundo desse túnel vou poder ser aquilo que sempre quis e vou gostar muito de mim e principalmente deixar que os outros também gostem, pois por experiência própria vos digo que quando não gostamos de nós é dificil acreditar que os outros gostem e isso pode dificultar e muito as nossas relações com as outras pessoas.

No meio disto tudo só lamento o tempo que perdi e ter demorado tanto tempo a tomar esta decisão. Por isso digo a quem estiver a passar pelo mesmo..... ACREDITEM QUE VALE A PENA!

 

[37] Marco Marques

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Nome: Marco Marques

Idade: 29 Anos

Altura:1,65 cm

Peso: 196 Kg/Actualmente com 150 Kg

Situação:Atravéz de dieta e ajuda nutricional

Data do Testemunho: 15.07.2007

 

 

Chamo-me Marco, tenho 29 anos e sou cortador de carnes.

Tinha 196 quilos quando fui á SIC, no programa da Fatima Lopes em Novembro de 2006, onde me ofereceram um programa da clinica Persona.Desde aí tenho estado a fazer uma grande dieta.
Tem sido muito dificil... mas neste momento estou com 150 quilos.

Pensei várias vezes até acabar com a vida, mas um dia vi que não valia a pena e nem havia motivos.

Tinha era de acreditar em mim! E foi isso que eu fiz. Tem dias que me custa muito... mas vou lutado contra tudo e todos.

Sempre fui gordinho, mas de á 4 anos para cá engordei muito devido a problemas pessoais que me alterou o sistema nervoso.

Sempre fui uma pessoa alegre, bem disposta, feliz e brincalhona... e neste momento sou ainda mais feliz e alegre porque estou a conseguir o que quero com a grande ajuda da Clinica Persona.

Aconselho a todas as pessoas que sao gordinhas, que lutem. Porque nada é melhor que a nossa vida e só temos que pensar em nós, e em nós, e em nós e só depois os outros.

Temos que lutar até ao fim e acreditar que conseguimos!

[1] Rita Chuva


 

 

 

Nome: Rita

Idade: 22 Anos

Altura: 1,66

Peso: 130 Kg

Situação:Bypass Gástrico em 29.10.2007

Data do 1º Testemunho: 28.11.2006

Actualizado a: 28.12.2007 e com 110 kg

 

 

 

 

Chamo-me Rita e tenho 22 anos. Estou prestes a licenciar-me no curso que sempre quis. Tenho amigos, uma família que me adora, carro e dinheiro. Tenho uma vida boa.
Posto isto, sou igual a muitas raparigas da minha idade. Com uma pequena (GRANDE) diferença. Tenho 130 quilos.
Tenho peso a mais desde que me lembro de mim. A minha mãe diz que comecei a engordar aos meus quatro anos, eu não contesto. Não tenho memórias dessa idade, nem de antes.
Lembro-me da minha primeira dieta com um nutricionista, aos 7 anos. Fui a uma clínica, fiz tudo o que o doutor me disse, por obrigação. Não sabia bem porque ali estava, sabia que tinha de comer o que tinha escrito num papel e não podia comer tantas outras coisas que adorava. Paciência. Ia deixar a minha mãe orgulhosa!
E foi isso que fiz, todas as semanas o médico e todas as assistentes me mimavam, orgulhosos de mim, por mais um quilo perdido. Talvez por ser a paciente mais nova, pois não me lembro de ver pelo consultório pessoas da minha idade. Só mais velhos. E com alguma inveja, quando a balança sempre me presenteava com boas notícias, ao contrário deles.
Agora penso que, ao contrário do senso comum, em criança, temos mais força de vontade e é mais fácil contrariar o aumento de peso involuntário. Ou não. Porque voltei a engordar depois. E voltei a emagrecer. E a engordar. E assim sucessivamente.
A outra dieta “a sério” que fiz foi há uns anos. A minha mãe ouviu falar de uma clínica, a StarStudios, em Lisboa, e marcou-me uma consulta. Dieta adequada, ginástica passiva numas camas que (praticamente) fazem o trabalho por nós. Eu disse sim, a mãe disse sim, o pai passou o cheque. 1600 euros, ali, na primeira consulta.
Comecei com 114 quilos, na altura. Resultou? Sim, resultou. Em 9 meses cheguei a perder quase 30 quilos. Mantive-os? Não. Sem saber como nem porquê, voltei a assimilar todo o peso que perdera, e ainda mais. Novo fracasso, a adicionar a tantos outros durante a minha vida,no que toca a dietas.
Ano passado, época pré-natalícia. A vergonha ao pensar na cara da família quando me visse, família que há dois anos aplaudira a minha força de vontade e a minha nova silhueta. A minha mãe ouviu falar da Dieta 10, já muita gente a fizera,com bons resultados. As consultas, numa ervanária, apenas a 5 euros. Pareceu-me bem e dentro das minhas possibilidades (trabalhava em part-time), pois nem pensar em pedir aos meus pais dinheiro para algo relacionado com dietas, depois de tudo o que gastaram e eu desperdicei.
Lá fui. 117 quilos, marcava a balança. A alimentação assustou-me um pouco. Diferente de tudo o que ouvira falar, e se eu ouvira falar em dietas! Sabia-as todas, de cor e de trás para a frente. Esta era composta por salsichas, fiambres e enchidos durante o dia, substituido as normais peças de fruta, leite, iogurtes. Refeições ainda mais peculiares. Duas ampolas por dia, de sabor duvidoso, e imensos produtos comprados na própria ervanária. Ou seja, as consultas sim, eram a 5 euros, mas de cada vez que lá ia gastava mais uns 30, 40 ou 50 euros. Decidi que aquilo não era para mim. Mais uma vez, deixei o processo a meio. Ou início, porque só cheguei a perder uns 3 quilos.
Com o dinheiro que ia poupar dali, inscrevi-me num ginásio. Holmes Place, tudo do melhor. Comecei com fé, ia todos os dias, quando não ia já não me sentia bem. Dava tudo por tudo. Aos poucos comecei a deixar de ir. Continuei a pagar (contrato anual). Todos os meses 83 euros voavam-me da conta, e eu fingia que nem via. Os meus pais não se continham e apontavam-me na direcção da razão, mas eu já não aguentava mais. Uma pessoa obesa no meio de um desfile de modelos, gente musculada e bonita, com roupa reduzida.... não é das melhores sensações, garanto-vos. Cada vez que lá entrava, sentia-me observada, como se toda a gente pensasse que eu não pertencia ali. Deixei caducar a minha inscrição.
E assim fui continuando, uns dias melhores, uns piores. A comer cada vez mais. A ter cada vez menos cuidado. A pensar cada vez menos na minha saúde. Sim, porque a saúde era quem estava a ser mais negligenciada. A parte estética também, claro, mas como sempre usei roupas trendy, sempre me mantive atenta às novas tendências, e graças a lojas como a H&M sempre me vesti super bem, com os melhores acessórios e os melhores sapatos a condizer, a parte estética não estava em foco.
Até que comecei a sentir dificuldades em fazer coisas simples. Em calçar umas meias, por exemplo. Em subir escadas, por mais pequeno que fosse o lance. Em dormir. E a sentir umas dores no peito que não me agradavam nada. Mas sempre pensei que tivesse a situação controlada. Quando quisesse, fazia uma dieta, eu que até tinha facilidades em emagrecer. O pior era manter. E assim me ia iludindo.
A minha mãe sempre em cima de mim, a voz da razão, e eu ouvia mas pensava “calma, Rita, tens tudo controlado. É so quereres.Só quereres...”.
Já tinha conhecimento das cirurgias bariátricas, já me tinham, inclusivé, perguntado porque é que eu não considerava essa opção. Chegava a sentir-me ofendida. Nunca me via como apta a uma cirurgia dessas. Achava sempre que ainda não estava “no ponto”. Iludia-me, repito. Sabia-me obesa mórbida, mas pensava sempre que, pelo menos, não era como uma das pessoas que precisavam da cirurgia. Pensava eu.
As minhas dificuldades passaram para coisas práticas, do dia-a-dia, e que me fizeram sentir mal, muito mal. Comecei a ter medo das cadeiras de plástico das esplanadas, porque me sentia apertada lá sentada. Antes de entrar num cafe, tinha que analisar as cadeiras e sua disposição. No cinema, comecei a sentir dores nas pernas, por ficarem presas nos braços dos bancos. E só me imaginava na minha próxima viagem de avião, a ter que pedir um acrescento para o cinto. As coisas começaram a bater-me fundo cá dentro. Mas continuava sem considerar a cirurgia.
Até que um belo dia, ao fazer zapping, parei num programa, no Discovery Science, uma espécie de diário de um rapaz que tinha feito um bypass gástrico, e mostravam a luta diária dele com a obesidade, a vida que tinha antes da operação, com a qual eu me identificava a 100%, e depois da cirurgia. Tudo o que ele agora pode fazer que antes não podia. As roupas que pode vestir, que antes não podia. A vida que agora tem, que antes não podia ter. Em suma, tudo o que eu queria, mas não podia. O programa terminou e deixou-me lavada em lágrimas.
Liguei a internet, ainda em estado de choque, e comecei a procurar tudo sobre cirurgias de obesidade. A única coisa que eu sabia era que, em Portugal, as listas de espera nos hospitais públicos eram (e são) de anos infindos, e que a minha consciência não me permitia pedir dinheiro aos meus pais para a fazer num hospital privado.
Procurei, pesquisei, e fui ter a um fórum do clix, onde, para surpresa minha, muitas pessoas tinham o mesmo problema que eu, e falavam dele!
Sempre encarei a minha obesidade como assunto tabu. Eu não falava do meu peso, nem as pessoas à minha volta mo perguntavam. Era um problema que lá estava, mas do qual não falávamos.
Foi nesse fórum que encontrei a Gina, a minha “madrinha” e a pessoa que me abriu as portas para a vida nova que aí vem. Gostei tanto da maneira de ela pôr as coisas, tão prática, tão simples, tão genuína... e adorei ainda mais o blog, que me fez ver que há imensas pessoas a sofrer o mesmo que eu, e do mesmo que eu, e ali estava ela, uma obesa, feliz, bem disposta e, acima de tudo, a querer ajudar todos os outros que partilham a nossa doença! Adicionei o email dela ao Messenger, e quando ela entrou, fui logo ter com ela, bombardeá-la de perguntas (obrigada pela paciência, “madrinha”...), e a todas obtive resposta.
Ela encaminhou-me para o hospital onde ela, recentemente, foi submetida à cirurgia, e em pouco tempo as coisas começaram a desenrolar-se! Fui ao meu médico de família pedir uma credencial, e dirigi-me ao hospital. Marcaram-me a primeira consulta para dali a duas semanas, as quais passei mais que ansiosa! Na consulta, maravilha. Médico cinco estrelas, explicou-me tudo com simpatia e disponibilidade, fez-me sentir bem, segura, bem tratada. Saí de lá nesse mesmo dia com uma data de exames marcados, todos para Dezembro! Tendo em conta que a consulta foi na semana passada...e já tenho tudo marcado para daqui a duas semanas... as duas consultas mais demoradas são as de psiquiatria, para Janeiro, e a de nutrição, para fim de Fevereiro.
Mas o que são três meses de espera, se passei toda a minha vida a engordar? Não me importo de esperar mais três meses para começar a viver com mais qualidade.
De todos os exames, o que mais me incomodou e assustou foi a endoscopia. A ideia de ter um tubo da minha boca até ao estômago impressinou-me bastante. Mas a gMaria, meu anjo da guarda, depressa me acalmou, dizendo-me que, com efeito, a endoscopia é feita com um sedativo, portanto, não sentimos nada. E assim é! Recebi na sexta-feira passada a carta com a marcação da consulta, onde se lê que é dado ao paciente um sedativo, para que o procedimento seja feito com calma, sem traumas para o doente. Que alívio.
E agora ando numa espécie de levitação, aguardando o meu dia, o dia D, em que entrarei no bloco operatório feliz da vida, pensando em tudo de bom que daí advirá. Também me sinto mais leve comigo própria, já enfrentei alguns dos meus medos. Por exemplo, contei, finalmente, às minhas amigas mais próximas, quanto peso. Nunca o tinha feito, a ninguém (sem ser a minha mãe). No fundo, pensei que me iriam discriminar quando soubessem o meu peso, como se as pessoas não soubessem, ao olhar para mim, que eu era uma obesa mórbida! Tanto tempo a tentar esconder essas sensações, quando no fundo era eu quem me discriminava a mim própria. Quando finalmente contei às minhas amigas tudo o que se passava, e lhes disse quanto pesava, elas levaram tudo com tanta naturalidade. Claro, olhando para mim podiam praticamente adivinhar! Mas eu não pensava assim.
Espero que este meu testemunho ajude outros tantos que, como eu, sofrem com esta doença que é a obesidade mórbida. Se tiverem oportunidade de fazer algo para se tratarem, façam-no! A cirurgia não é a cura, mas é um GRANDE passo para a mesma. Quanto à compulsão alimentar, essa não tem cura possível, mas podemos aprender novas formas de lidar com a comida, para que possamos ter uma vida mais saudável. Não se culpem, como eu sempre fiz. Culpava-me por não ter força de vontade, para logo de seguida me punir com mais comida. A culpa não é nossa. É uma DOENÇA. E é isso que todas as pessoas que nos discriminam deveriam pôr nas cabeças ignorantes de uma vez por todas.

Este é o meu primeiro testemunho. Tenciono fazer mais, ao longo deste meu caminho, longo caminho, que tenho pela frente. Quero agradecer à gMaria, quem me abriu este caminho, me mostrou o princípio de uma solução. O meu muito obrigada, sincero. Vais fazer sempre parte da minha vida, espero que tenhas noção disso.
Mas a pessoa a quem eu tenho TUDO a agradecer, e sempre mais, a pessoa que NUNCA deixou de estar do meu lado, apesar de ter assistido às minhas quedas, e fracasso atrás de fracasso, lutas interiores, tudo o que se possa imaginar... a minha Mãe. Ela é a pessoa que sempre me apoiou, nunca deixou de estar a meu lado. E sempre, sempre acredita em mim. Mesmo sabendo de todos os antecedentes. A minha Mãe é a pessoa mais importante da minha vida, está sempre por trás de mim, para me amparar as quedas. E eu tenho muito orgulho em ser filha dela.

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28.12.2007

 

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Fui operada a 29 de Outubro de 2007, há quase dois meses. Esperei algum tempo até escrever esta actualização do meu testemunho. Acho que precisava de um certo distanciamento para poder descrever a minha experiência. Para melhor a contextualizar, nos meses entre a minha entrada na lista de espera e a chamada para a cirurgia foram tempos de loucura! Poucas vezes na vida me senti tão ansiosa e impotente, e acreditem que sofro de ansiedade crónica e aguda…quem me conhece não me deixa mentir. Quase todas as semanas ligava para o número mágico (o das consultas de cirurgia) para saber quantas pessoas estavam à minha frente. Tanto liguei, que cheguei a pedir a outros para o fazerem, tal era a vergonha de estar constantemente a incomodar as funcionárias!

Fui estando sempre em contacto com a minha querida Eliana, estávamos mais ou menos a par nas listas: eu na do Dr. Paulo, ela na do Dr. Edgar. Fazíamos planos imaginários de manipularmos as listas para sermos operadas na mesma altura, sempre na brincadeira. Mas, no fundo, isso dava-nos força para continuar a espera que pareceu interminável… Quando a Eliana foi chamada, não cabia em mim de contente! Mas, depois de termos passado tanto tempo juntas naquela longa caminhada, não consegui evitar uma certa angústia por não ter sido chamada com ela. Mas, por sorte, eu só tinha uma pessoa à minha frente. Ou seja, seria operada uma semana depois da Eliana!

Por azar, a operação dela foi adiada uma semana. Infelizmente, fui eu a dar-lhe a pré-notícia (disse-lhe que isso poderia acontecer, informação que me foi transmitida numa das muitas chamadas para a unidade de cirurgia). E foi isso mesmo que aconteceu. Eu brinquei, dizendo que assim deveríamos ser operadas juntas, mas não percebi o quanto isso a magoou. Afinal, ela estava à espera há tanto tempo, foi mais uma quebra na confiança que ela, mais uma vez, tinha depositado na cirurgia. Ela foi-se muito abaixo nessa semana, e eu só o percebi mais tarde, ao ler o blog dela. Porque ela não mostrou como se sentia, pelo contrário! Dizia que não fazia mal, que não estava ansiosa, nem triste. A cirurgia da Eliana foi remarcada para dia 29 de Outubro.

Na 5ª feira, dia 25 de Outubro, recebi uma chamada do Hospital São Francisco Xavier. Nem queria acreditar: a pessoa que iria ser operada no dia 29, paciente do Dr. Paulo Roquete, tinha desistido. Eu ia ser operada no dia 29! Durante a chamada, tremia como varas verdes. Não estava à espera, foi tão repentino! No dia seguinte tinha de estar no hospital, às 10h, para a consulta de anestesia. Tudo me passou pela cabeça, naquele momento. Senti um misto de emoções: a alegria de, finalmente, ser operada; o receio de possíveis complicações.

Quando, finalmente, caí em mim, fez-se luz na minha cabeça: eu ia ser internada e operada ao mesmo tempo que a Eliana! Íamos partilhar esta experiência única! Dado o tamanho do texto, vou fazer fast forward até ao dia 28, dia do nosso internamento. Não cabíamos em nós de tão contentes que estávamos! Infelizmente, não ficámos no mesmo quarto, mas ficámos em quartos contíguos, um ao lado do outro. Nessa noite, tirámos fotos, fizemos planos, brincámos e rimos de alegria e de nervoso miudinho. Soubemos que ela seria operada primeiro, por volta das 8 da manhã, e eu depois, a partir das 11h. Despedimo-nos antes de ela ser levada para o bloco operatório. Quando fui levada para o bloco, despedi-me dos meus pais, e não tive medo. Fui, sempre confiante. Pensei em muita coisa, mas acho que sempre tive a certeza de que tudo iria correr bem.

Pouco me lembro do pós-operatório, enquanto estava no recobro. Apenas de me sentir extremamente nauseada. Não sei se foi da anestesia, do estômago remexido, ou das duas coisas, mas passei muito mal a noite da operação. Vomitei várias vezes (apesar de não ter nada para vomitar), estive inquieta e pouco descansei. No dia seguinte, sentia-me já bem melhor. Desde o segundo dia, a Eliana esteve sempre comigo. Ela recuperou bastante bem, e puxava por mim. Eu estava sempre mais cansada, mais maldisposta, quase sempre deitada. Até aí não sabia bem porquê, e estranhava o facto de ela se sentir tão bem! Pensei que fosse normal estar menos activa, como eu estava, por ter sido operada há pouquíssimo tempo.

Depois de dois dias a soro, partilhámos o medo da primeira refeição, se é que se pode chamar refeição: meio copo de chá. Demorámos tanto tempo a ingeri-lo, com as nossas colherinhas de café! Em todas as refeições, a Eliana estava no meu quarto. Aliás, a toda a hora, quando não estava a passear pelo hospital. Tornámo-nos, mais que amigas, irmãs. E, por isso mesmo, quando na 5ª feira, três dias depois de sermos operadas, eu caí na cama a tremer de febre, ela se sentiu tão ou mais mal que eu. O pânico das enfermeiras, sem saber o que eu tinha, a tentarem baixar-me a febre com panos de água gelada pelo corpo, eu deitada na cama com tremores que me abanavam de cima a baixo, movimentos involuntários, o medo de ser operada de novo quando vi uma das enfermeiras trazer uma bata e umas meias idênticas às que vesti no dia da operação. Tudo isto me abalou muito, e à Eliana também. A febre não baixava, mas os tremores pararam. O Dr. Edgar, que estava de banco, examinou-me, e com ar preocupado pediu um TAC. Tudo isto me assustou. Confesso que, nesses momentos de angústia, pensei no que tinha feito e arrependi-me da operação. Muita coisa me passou pela cabeça. E a Eliana esteve sempre ali, do meu lado, com o coração nas mãos. Levou-me, com as enfermeiras, até à sala de radiações. Veio-me buscar, depois do TAC feito. Enquanto eu ia acordando e adormecendo, por causa da febre, via-a sempre sentada, aos pés da minha cama, com um ar triste mas sempre tentando animar-me. E partilhou comigo a alegria de saber, pelo Dr. Edgar, que o TAC não acusou nada de significativo.

Comecei um tratamento com antibióticos e, ao fim do terceiro dia, estava melhor. A minha estadia prolongou-se por mais três dias que o previsto, e a Eliana não se queria ir embora sem mim. “Entrámos juntas, saímos juntas!”, dizia ela, em tom firme. Mas acabou por ter de sair no Sábado, ordens do Dr. Edgar, e eu saí na 2ª feira seguinte, grata aos médicos, enfermeiros e auxiliares, que tudo fizeram para tornar a nossa estadia o mais confortável possível. E, acima de tudo, grata à minha AMIGA Eliana, que sempre esteve do meu lado, sempre me apoiou em tudo. Partilhámos uma experiência única nas nossas vidas, e ninguém, sem sermos nós, sabe aquilo pelo que passámos as duas. Adoro-te, amiga do meu coração.

Aos meus pais, que sempre me apoiaram, à minha família e amigos, também o meu muito obrigada.
E a ti, Gina (gMARIA), madrinha que sempre me guia, muito obrigada por teres ido ao hospital, no dia da nossa operação, para nos dares o apoio que tão bem te caracteriza. És e serás sempre uma luz para muitos de nós.

E para acabar este (ultra) longo testemunho, quero informar-vos de que me sinto melhor que nunca. Perdi, já, 21kg, passei dos 134 para os 112,30, o meu IMC baixou dos 48 para os 40, estou prestes a sair da obesidade mórbida e entrar na moderada! Muita força a todos os que foram e os que ainda vão ser operados. Por muitas dificuldades que este processo traga, vale sempre a pena!

Obesidade*

 

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A obesidade é um excesso de gordura na composição do corpo, mas só pode ser chamada assim quando mais de 20% da massa corporal total for constituída por gordura (30% no caso das mulheres).

A obesidade poderá derivar de vários factores:


O factor Genético (herdado dos pais e, ou familiares) pois, todos nós conhecemos pelo menos uma familia em que todos (ou quase todos) são obesos.A hiper-alimentação pode representar um distúrbio da dinâmica familiar.

 

Depois de temos o factor Psicológico que na maioria das vezes tem um historial de depressões, sentimentos de culpa, distúrbios do sistema nervoso, o que faz muitas das vezes o obeso isolar-se e em caso extremos levar ao suicídio.

 

Existe também o factor Económico pois as dietas obrigam a uma despesa extra e nem sempre é suportável na carteira.
Um vestuário mais caro, e a dificuldade de se posicionar em cargos notórios são só mais alguns factores económicos entre outros

 

Ser obeso, acarreta vários problemas, e os mais comuns são os Sociais, dificuldades em sentar numa cadeira de esplanada sem ter o receio de que ela se parta, conseguir passar em portas estreitas, ou sentar nos transportes públicos sem ocupar o lugar ao lado, mostra-nos que o mundo não foi feito a pensar nas minorias.
O cansaço ao andar, subir ou descer escadas, correr para um transporte público ou até mesmo a dificuldade em exercer as actividades do dia a dia são mais alguns problemas que o obeso enfrenta.

 

No entanto existe algo mais preocupante...
A saúde do obeso! Á medida que o obeso "cresce" também começam a surjir as limitações e comorbidades.
Doenças como a apneia de sono, hipertensão arterial, diabetes, varizes, doenças articulares, aumento de colestrol, AVC, insuficiência respiratória e cardíaca, entre outras...são comorbidades que diminuem a expectativa e qualidade de vida de um obeso.

 

A classificação de um obeso é feita baseando-se no Indice de Massa Corporal (IMC).
Esse cálculo matemático é feito dividindo-se o peso do obeso (em quilos) pelo quadrado da sua altura (em metros).
Vou-vos dar o meu exemplo:
Eu pesava 120 Kg quando fui operada e tenho 1,70 de altura por isso:

 

IMC = 120 : 1,70 x 1,70
IMC = 120 : 2,89
IMC = 41,52

 

Uma pessoa com IMC até 25 é considerado que tem o peso ideal ou normal.
Pessoas com IMC até 35, desde que não tenham comorbidades podem ser tratadas com métodos não cirurgicos (dietas, mudanças de hábitos alimentares e exercícios).

Mas com IMC acima de 40 ou de 35 caso tenha comorbidades já é considerado obesidade.
Para calcular o vosso IMC basta Clica Aqui

De ter em atenção que para pessoas musculosas, onde o excesso de peso é constituido de proteinas musculares o IMC não é fidedigno.

 

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Embora o total de gordura no nosso corpo seja importante é mais relevante ainda, saber onde ela está localizada.
Dependendo do segmento corporal no qual a predominância da gordura está localizada, existem duas classificações:

 

- A Obesidade Androide (tipo masculino), na qual apresenta uma forma corporal como uma maça.
Ombros, costas e peito proporcionalmente maiores que as coxas.
A gordura fica centralizada no abdomên tendo mais risco de vida.

 

 

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- A Obesidade Ginoide (tipo femenino), na qual apresenta uma forma corporal semelhante a uma pêra. Com ancas mais largas que os ombros, cintura bem marcada e um "rabiosque"sorriso.gifbem defenido e proeminente.Esta gordura fica localizada na anca. Este tipo de obeso tem mais dificuldade em se locomover e está associada a um risco maior de artoses e varizes.

 

O tratamento da obesidade deve ser sempre clínico e orientado por um endocronologista, baseando-se em reeducação alimentar, aumento de actividade fisica e sempre com apoio psicológico.
Mas no caso da obesidade mórbida estes métodos não se mostram muito eficazes, sendo a cirurgia uma opção por ter uma redução de peso eficaz.

 

É de ter em atenção que mesmo para quem faz a cirurgia terá que aprender a fazer uma reeducação alimentar e adoptá-la para a sua vida, ingerindo uma dieta variada,comendo todo o tipo de proteina, gorduras certas e acompanhado de actividade fisica e tratamento psicológico.

[36] Luis Maximino


 

Nome:Luis

Idade:36 Anos

Altura: 1,78

Peso: 150 Kg

Situação:Aguarda cirurgia Sleeve

Data do 1º Testemunho: 18.07.2007

Actualizado: 09.10.2007

 

Nasci a 36 anos com 4,250kg ,um bébé com peso e altura normal .
Até aos meus 13 anos vivi com os meus pais em França. Lá logo de pequeno comecei a frequentar aulas de judo e natação ,com treinos 3 à 4 vezes por semana .Claro que o meu corpo estava com uma óptima preparação física é nessa altura que os meus pais começaram a pensar em vir para Portugal.

Devido a não frequentar a escolas portuguesa em França ,mandaram-me para casa dos meus avós para poder frequentar a escola cá. Sendo que eles vivem numa aldeia junta a cidade de Évora .Claro que nessa aldeia não havia piscinas e o chão era muito duro para a pratica do judo.

Foi então que comecei a ganhar uns quilos ,mas nada de obesidade o algo parecido .Só comecei a ganhar peso quando os meus pais vieram para Portugal de vez .Foi quando começou o problema ,isto é, no Alentejo comia bem ,só que passava os dias na rua a brincar .Quando volto para casa dos meus pais ,tal como todos os jovens dessa idade começa a comida de plástica a abundar em quase todas as refeições e a falta de uma alimentação cuidada. Chegava a só almoçar e jantar a maior parte dos dias .

Com 20 anos fui para a tropa e tinha 107 kg com 1,78 cm .Sofria muito com o calor pois fiz a recruta em pleno verão de 90.Assava-me entre pernas com muita facilidade.

Depois da tropa marquei consulta no hospital de Santa Maria nas consultas de endogronologia só que cada vez que lá ia a historia era sempre a mesma estava mais gordo e não havia resultados .Eu cumpria a risca o plano da nutricionista mas não emagrecia.
Ora como é fácil de adivinhar desisti de lá ir. Ainda hoje me pergunto se foi por não estar preparado psicologicamente ou se a dieta não se adequava ao meu estilo de vida.

Fui também paciente do Dr. Talon mas ai perdi peso e depois ganhei o dobro .Dai para cá tenho vindo a engordar até chegar aos 150 kg .Quando se chega a esse peso não tinha a noção do estado em que me encontrava ,toda a gente me dizia “estás tão gordo”, eu desviava logo o assunto porque ficava farto de ouvir sempre a mesma conversa .

Só comecei a ter a noção que estava muito gordo quando fiz uma analises e tinha o fígado cheio de gordura.Fiquei irritado quando o médico de família me perguntou se bebia .Não era a bebida ,pois eu não bebia ,mas sim a alimentação que fazia .Comecei a ver as fotos e vídeos das férias e comecei a olhar para mim como se fosso um monstro. O meu problema não era a quantidade que eu comia ,mas sim as vezes que comia por dia.
No trabalho só almoçava , e quando chegava a casa comia tudo o que me aparecia a frente.

Foi então que ouvi falar na banda gástrica .Marquei uma consulta de obesidade no hospital particular . Não gostei da consulta pois pareceu-me mais um negocio ,o médico disse-me que no máximo de um mês me operava em particular e o preço era …X.

Sai de lá muito triste. Nesse dia á noite sentei-me a frente do computador e escrevi a palavra “banda gástrica” ,fui dar a um fórum e deixei um pedido de ajuda ,no dia seguinte tive uma única resposta da... “Madrinha” gMARIA.

Marquei consulta no HSFX e comecei a minha odisseia no dia 6 de Novembro de 2006.Tive a sorte de ter um médico sensacional , no qual depositei toda a confiança.
A nutricionista fez-me uma dieta de acordo com o meu estilo de vida e ajudou-me imenso de tal forma que comecei a comer mais vezes ao dia e houve alturas em que estava farto de comer.
A psicóloga também foi de grande ajuda ,pois não é só o físico que está em causa é também a nossa cabecinha. Quando se emagrece o nosso psíquico está em alta mas se não se perde peso ou até se ganha algum há que se estar preparado.
Tenho a sorte de ter médicos muito bons ,que se interessam pelo doente.

Tenho a sorte de ter comigo a minha mulher “Rute” que gosta muito de mim.Sem ela não chegava aqui.
Tenho a sorte de na altura certa aparecer na minha vida a “gMARIA” . É a pessoa que me deu o empurrão que precisava ,na altura em que estava mais em baixo .
Neste momento estou com cerca de 126 kg e aguardo cirurgia .
Desejo a todos os que ainda vão passar ,estão a passar ou já passaram muita sorte e muita saúde.

Gostava de dedicar esta perca de peso e futuras percas á Gina “a Madrinha” que em troca de nada tem ajudado muita gente.

 

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09.10.2007

 

Vou então contar-vos a minha epopeia .Recebi uma chamada no dia 25 de setembro para me apresentar no hospital SFX no dia 28 de setembro, para consulta com a anestecista. Dizeram também para me apresentar no hospital no domingo 30 de setembro as 16.00 horas no 4º piso ,serviço cirurgia.

Não vale a pena chegar as 16.00 horas ao hospital pois eu cheguei la a essa hora e só entrei as 17.30. Isto porque dás-se a mudança de turno. O turno que entra faz o internamento, mas também está na hora das visitas e uma pessoa acaba de chegar com o saco, arrumar a roupa no cacifo e mudar de roupa e muita confusão. Fiquei num quarto com 3 camas (uma para cada um) e wc privativo (sem jacuzzi). Temos tv,só os 4 canais. A tvcabo ainda não chegou ao hospital :). No domingo a noite deram-me uma máquina para rapar os pelos da barriga, 2 embalagens de microlax e um comprimido para acalmar. Entretanto a noite veio um enfermeiro do bloco operatório falar comigo ,fez-me algumas perguntas (sobre a tensão que tinha subido um pouco), explicou-me o que me iam fazer.Disse.me que a equipa é constituida por 3 cirurgiões, 1 enfermeiro de cirurgia ,1 anestecista, 1 enfermeiro para apoiar o anestecista e um enfermeiro circular que é o que faz ligação entre todos. A partir das 23.59 de domingo não se come nem bebe mais nada.

Segunda de manhâ as 6.45 acordaram-me, mandaram-me tomar um duche e deram-me uma bata azul que aperta atrás e um par de meias elásticas. O segredo para calçar as meias é, após o duche limparmo-nos muito bem e muita paciência para calçar as meias que vão até acima dos joelhos.Dizem eles que é para evitar os derrames.

Fui levado na minha cama para o piso -2 (sala de operações).Lá o ambiente é fixe uma pessoa está a espera de chegar a um sitio muito sério e frio mas as enfermeiras estavam super animadas e o ambiente era de piadas e risota entre eles (claro não são elas que vão a faca).Passamos da nossa cama para uma maca com a ajuda deles,colocaram-me um tubo na veia da mão e outro na parte interior do ante-braço para o souro e anestecia. Fui para uma pequena sala ,onde estive a espera com uma senhora que ia fazer a cirurgia as peles.Por volta das 9.00 levaram-me nessa maca para a sala de cirurgia. Injectaram-me qualquer coisa e disser que eu ia dormir ,senti o meu corpo a amolecer os olhos a fecharem-se e pronto desliguei.

Acordei as 16.00 na sala de recobro e a minha mulher diz-me que eu falei mas não me lembro. As 17.00 levarm-me para o piso 4 junta a minha enfermaria para a sala de cuidadso intermedios.Ai sim lembro-me de falar com a minha mulher.Na terça de manhã acordei e sentei-me na cama.Sentia uma pequena dor na barriga do lado esquerdo a dor é como a dor de burro que nós temos quando corremos muito.

Perguntaram se queria fazer chichi eu tinha vontade de fazer mas não conseguia. A enfermeira põs-me então a argalia. Vou acabar com o mito da argalia .Então é assim a colocar a enfermeira põe vaselina e não doi nada. Fazemos chichi para um urinol .Não se admirem se fizerem chichi azul é porque durante a cirurgia foram feitos socios do FCPorto e ainda ninguém vos disse nada.Agora a sério... o chichi é azul porque é nos colocado um liquido azul na boca para fazer contraste ou seja quando fecharem o estomago não poderá haver fugas e esse liquido vai aparecer nalguma fuga existente por isso não se admirem se ficarem com a boca azul e fizeram chichi azul durante uma semana.Vejam isto pela positiva, quando forem ao wc se a sanita não tiveram wcpato voçês põe-no.O que se sente ao retirar a argalia é que estamos a fazer chichi sem querer.Por isso não doi nada colocar a argalia.

Na quinta comecei a dieta liquida. Os dias no hospital são passados a despejar frascos de soro, antibioticos e analgésicos.

Na sexta por volta da hora de almoço o Dr. Paulo Roquette veio me dar alta,Retirou-me o dreno, não doi nada. Ao retirar o dreno o que se sente é aquela pequena dor de burro que vos falei e que vai desaparecendo.Retira os agrafos e estamos prontos para vir para casa. :) Nota: - no dia da operação peçam para guardar os vossos pertençes mais valiosos no cofre da enfermaria (deixem fios ,pulseiras e demais adereços em casa). - podem levar telemovel e não se esqueçam do carregador. - e a pessoa mais chegada tem direito a um cartão para ter mais tempo de visita não se esqueçam de o pedir no dia do internamento senão no dia seguinte essa pessoa só pode entra a hora da visita. Um abraço :)

[35] Sofia


Nome:
Sofia

Idade:28 Anos

Altura: 1,56

Peso: 104 Kg

Situação:Fez Bypass Gástrico a 25/06/2007

Data do Testemunho: 11.07.2007

 

 

Olá! O meu nome é Sofia e tenho 28 anos. Sou escriturária e resido na zona de Santa Maria da Feira. Neste momento para além de trabalhar também estudo à noite, estou no 1.º ano do curso de Finanças na Universidade de Aveiro, não é fácil trabalhar um dia inteiro e ainda ter que percorrer 65 km para cada lado para ter mais 4 horas de aulas, mas hei-de conseguir.

Sou uma pessoa como tantas outras com o stress do dia a dia, com sonhos e que luta por um futuro melhor.
Tenho estabelecido etapas e prioridades ao longo da minha vida e felizmente tenho conseguido.

Neste momento estou numa das fases mais importantes decidi cuidar de mim.!!

Sempre fui gordinha desde os meus 12 anos e a minha altura estagnou no 1.56m o meu peso foi oscilando ao longo destes anos e eu ia insistindo com dietas doidas, medicamentos, médicos “milagrosos”, e com isto apenas consegui fazer do meu corpo um iô-iô. O meu último tratamento foi antes de casar com um medicamento chamado Reductil e, realmente emagreci tendo ficado na ordem dos 85 kg mas, o problema foi depois de parar de o tomar. Para além do preço que rondava os 80 euros (28 comprimidos) a médica que me acompanhava disse-me que não deveria tomar mais do que o tempo que já tinha decorrido pois podia causar sequelas cardíacas. Não tive outra alternativa. Continuei com a dieta mas engordava a olhos vistos chegando a desanimar e foi assim que cheguei aos 3 dígitos (104 kg).

Decidida a encontrar uma solução para o meu problema, pedi à medica de família que me encaminhasse para consultas no hospital para ver em que sentido me poderiam ajudar. A primeira consulta foi no dia 16 de Outubro de 2006 e aí me falaram no Bypass Gástrico explicando muito pouco do que se tratava, apenas sabia que era uma cirurgia e que os resultados eram muito bons.

Encaminhado o processo, exames, consultas, analises estava tudo pronto para a marcação da cirurgia…seria dia 26 de Abril de 2007 (pouco tempo, devem achar! Claro que com umas ajudinhas…).

A ansiedade tomava conta de mim e confesso que esse foi o meu maior problema. Mas como nem tudo é o que se espera, recebi uma carta em casa a informar que por motivos imprevistos a cirurgia iria ter que ser alterada para o dia 25 de Junho… mais 2 meses…. não queria acreditar mas, lá teve que ser e a verdade é que passou depressa.

Hoje, dia 11 de Julho 2007 aqui estou, com 2 semanas pós cirurgia e recuperar muito bem. Não vou mentir, custou-me bastante. Mas o que é que não custa nesta vida? O facto de alguém comentar que custa muito ter um filho faz alguém desistir de ser mãe? Será a minha etapa seguinte (mas só daqui por 2 anos, antes não é aconselhável por causa da cirurgia).

Agora encontro-me bem, sem dores e com tudo cicatrizado. Apenas um pouco revoltada com o hospital onde fui operada pela falta de acompanhamento da parte nutricional mas em compensação tenho descoberto muitas coisas neste blog e nas conversas de apoio com a “madrinha” (desde já o meu muito obrigado pela criação deste extraordinário site) que tanto me tem ajudado.

Ainda não sei o que é um vomito desde a operação, apenas uma sensação de desconforto de vez em quando, mas os 10kg que já perdi compensam em muito tudo o que já passou.

Estou muito feliz por ter dado este passo e não me arrependo nem um minuto. Sinto que estou a lutar por mim e isso faz-me sentir ainda melhor.
Acreditem que vou continuar a colocar aqui a evolução do meu caso em concreto e a ler os casos novos que aparecem.

Lutem por vocês, pois merecem!

[34] Maria José - Tunisia


 

Nome: Maria José Rosa

Idade: 46 Anos

Peso:111 kg

Altura:1,55

Situação:Colocou Banda Gástrica em 2002

Data do Testemunho: 18.06.2007

 

 

Chamo-me Maria-José ROSA, (5/10/60) casada, dois filhos adolescentes.Nasci no ribatejo, mas vivi 37 anos em França, e agora vivo na Tunisia hà 8 anos !Uma vida de imigraçao ! Vivi sempre com saudades do meu querido paìs !

Como muitas moças, quando era pequena nao era gorda, mas rechonchuda, e como as francesas eram todas umas magricelas, aos 13 anos tive complexos e entao decidi emagrecer duranto o verao 1973, em dois meses emagreci de 7 kilos e desde ai me senti muito bem até aos 27 que conheci meu marido ! Entretempo, eu engordava um pouco e fazia uNs regimes leves, chàs, etc... que levavam tudo ao seu lugar rapidamente, tambem adorava dançar, fazer mota, brincar, judiar, enfim era livre e jovial, viajava muito, estava bem e feliz !!!!

Depois encontrei meu marido... o destino està sempre marcado, o meu estava marcado assim, e fui pouco a pouco perdendo a jovialidade e a confiança em mim ! as frustraçoes fizeram me "inchar" pois eu que antigamente derretia o que comia (e bem !) na dança e outras actividades, e depois nao, nao é preciso fazer-vos um desenho, cheguei a 80 kgs num instante, e a receber os sarcasmos do meu marido ! Como vivia em França naquela altura, pude beneficiar de 3 estadias em clinicas dietéticas onde durante 3 semanas comiam-mos de maneira calculada, e o facto de estar totalmente despreocupada das cargas de casa, o espirito relaxado, fazia com que conseguisse sempre emagrecer bem, sem dificuldade, mas depois d'um certo tempo, voltavam outra vez os kilos ..... Depois tive os meus pequeruchos, seguidos, e cheguei a pesar 100 kgs !

Outra etapa de vida que nao arjudou nada ao meu caso, fomos viver para a Tunisia, longe da minha familia, e ainda mais longe do meu querido Portugal, o clima é muito parecido com o nosso ! por isso, nao hesitei em vir para cà de livre vontade ! Mas os nervos e o cansaço, e as frustraçoes, pois com dois meninos traquinas e desenquietos, um marido, os nervos ficam um pouco abalados !

Em 2002 ouvi falar na banda gastrica, e fui a França (onde tenho seguro pois o meu marido é gerente là duma sociedade) para pôr a banda, fui apertada ao fim de 3 semanas (coisa rara mas eu expliquei que vivia em Tunisia e que nao podia voltar com facilidade) , emagreci pouco, voltei là mais duas vezes, até que em 2003 apertaram aquilo de tal maneira que consegui perder ao todo 30 kgs, éra toda a gente a felicitar-me do peso perdido que jà se notava bem !

Eu senti logo muita diferença em mim, estavas mais leve (puxa !), menos dores nas articulaçoes, de saber que ia andar uns 300 métros jà nao me espantava nada !Jà nao tinha tantas banhas portanto jà nao tinha problemas de transpiraçao debaixo do peito e da barriga (que bom), mas comecei a ficar com "asas de morcego" e um papinho debaixo do pescoço com a pele um pouco inrugada, isso é que éra mais chato ! O problèma que surgiu foi que a banda estando muito apertada, eu vomitava muito (rejeitava tudo o que nao passava atraves da banda), e entao fiquei com a tracceia irritada, e de noite nao conseguia dormir bem porque a saliva acumulava-se e acabava para me sufocar de noite, deitava uma espuma escura e até pensei sê là o quê (cancro ou coisa parecida) tive medo e voltei a França para um desaperto da banda !

A partir desse desaperto em 2004 (que foi demais) voltei a engordar novamente, e comia de tudo, por isso em 2005 e 2006 voltei a Paris para apertar novamente mas eles no dossier deles nao tinham concerteza apontado que tinha tirado liquido em 2004, ou entao em vez de pôr a menos esqueceram-se de assinalar a menos, o que faz que em 2005 e 2006 fizeram as contas ao liquido (serum) enfiado là para dentro a partir de conta errada desde 2004 ! estao a perceber ? por isso o ano passado me disseram que eu estava apertada ao maximo, coisa impossivel tecnicamente pois eu continuava a poder comer de tudo e beber lindamente bem...coisa impossivel quando argola està bem apertada !

Agora, no fim de maio 2007, voltei novamente para fazer um exame compléto, radiografia, transito...., endoscopia, enfim parti novamente de O, viram se eu tinha alguma fuga no circuito da banda (nao tudo ok) e depois tiraram me o liquido todo (sò là tinha 2 cc ! por isso é que tudo passava !!!). agora fui apertada a 4 cc, e como senti que nao chegava pedi mais outro aperto antes de partir para a tunisia, ou que seja a 5 cc ! e jà perdi em 15 dias, 4 kilitos !

Por isso nao desanimem, se nao perdem é porque a banda nao està muito apertada !Mas tambem pôde acontecer algum problèma com o porte, ou banda fora do sitio, por isso convem fazer regularmente controles !E terminei a minha longa apresentaçao, e agradeço muito à Gina para esse seu blog que é uma pura maravilha e nos ajuda muito. Parabens para ela que emagreceu bastante, e todo o meu apoio para uma vida nova e linda !

[33] Maria Salomé

 

Nome:Maria

Idade: 34 Anos

Altura: 1,62

Peso Inicial: 116 Kg

Peso Actual: 82 Kg

Situação:Bypass Gástrico 14/09/2007

Data do 1ºTestemunho: 12.06.2007

Data da Actualização: 05.02.2008

 

 

Chamo-me Maria, tenho 34 anos, 1,62m e neste momento com 105 Kg.

A minha história, é uma história comum a tantas outras aqui já relatadas.

Desde sempre fui gorda, mil e uma dietas e aos 33 anos continuava obesa mórbida.

No início de 2007, deu-se a viragem na minha vida: a ideia de renascer e tornar um sonho realidade - o de ser mais magra!

Dei início a todo o processo - 116,5 Kg !!

Oito meses depois...exames, consultas, hidroginástica (3 x semana) e cardio-fitness (3 x semana): Cirurgia (bypass gástrico) prevista para 31 de Agosto de 2007.

Mudanças de comportamento, melhoria da auto-estima e muita confiança no futuro, é o que espero de mim depois do dia 31 de Agosto!

Até lá, NUNCA DESISTAM e lutem sempre!

 

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05.02.2008

 

Olá, aqui estou eu de volta!
Fui operada no dia 14 de Setembro de 2007...e nesse dia mudou tudo para mim!!!
O meu obrigada, ao Dr. Rui Ribeiro, um profissional 5 estrelas!
A todas(os) os que me visitaram, telefonaram e preocuparam-se comigo..."estão cá dentro" ;o)
As mudanças são evidentes, os elogios de como estou gira ;o) são mais que muitos!!!
Os resultados??
Estou com 82 Kg, a minha rotina diária é totalmente diferente e agitada...e estou feliz!!!

Não podia deixar passar o momento:

Gina, mesmo sem eu saber (sim porque eu tava anestesiada!!!), estiveste sempre do meu lado...mais do que Madrinha...para mim, és uma irmã...

Teresa, ok ok, mandei-te embora no recobro lol, sem ti, nada disto teria sido possível!!!

Natércia, minha mana cassula lol... força!! Até um dia...

[32] Linda

Nome: Linda

Idade: 20 Anos

Peso: 95Kg - Actualmente com 92Kg

Altura:1,62

Situação:Aguarda consulta

Data do Testemunho: 07.06.2007

 

A minha historia é muito simples ( e ainda nao acabou) ...nem sempre fui gorda a minha mãe diz que depois de ter sido operada ás amígdalas é que comecei a engordar.

Desde os meus 9 anos que faço dietas mas sempre em vão...pois podia perder alguns quilos mas muito depressa os recuperava.

Mas o pior veio depois de a minha filha ter nascido ...ao principio logo quando ela nasceu até fiquei com menos peso do que o que tinha quando engravidei ( o que era bom) , mas de repente comecei a engordar e pelas minhas contas ja tinha emgordado mais de 15kg e se continua-se assim atingiaria os 100kg mais depressa que pensava.

Um dia já farta e frustada de andar a escolher roupa que não me servia comecei a fazer uma pesquisa sobre a banda gástrica ou o bypass e ai encontrei este blog, que me entusiasmou muito...

Fiquei de ir ao meu médico de familia para lhe falar nesta possibilidade de fazer um bypass, mas ainda não tive opurtunidade, ( e tambem acho que tenho um pouco de receio de falar com o médico e ele rejeitar a ideia, mas tentar nao custa)...entretanto vou "cortando" em algumas coisa e ja perdi 4 kilos. assim que tiver novidades faço um novo testemunho.
Obrigado por tudo.

[31] Luis

Nome: Luis

Idade: 31 Anos

Peso: 135Kg - Actualmente com 99 Kg

Altura: 1,70cm

Situação:Fez Bypass Gastrico 28.02.2007

Data do Testemunho: 04.06.2007

 

 

Desde pequeno tive sempre excesso de peso. Quando somos pequenos até ouvimos dizer: Que fofinho! Tão gordinho! No entanto à medida que o tempo vai passando os comentários vão deixando de ser "agradáveis" e passam a ser discriminatorios. Cruéis, por vezes. por altura da adolescência, foram várias as tentativas de perda de peso e vários os médicos consultados. No entanto, e como seria de esperar, os resultados foram bastante limitados, quer em termos absolutos (quilos perdidos) como em termos de consistência (rapidamente os quilos eram recuperados).

Finalmente (aos 30 anos) lembrei-me que uma cirurgia poderia ser a solução. Afinal pesava 135Kg. O meu objectivo é chegar aos 80! em breve estarei lá (mais meio anito...)

Comecei a ser acompanhado no Hospital de S. Sebastião por uma equipa excelente, diga-se (excepção feita à equipa que me fez a endoscopia!!!). Ao fim de uma ano (nem foi muito) fui chamado para o Bypass gástrico. Neste momento estou com 99Kg! Ou seja: desde a data da cirurgia (28 de Fevereiro) já se foram cerca de 36Kg!!

Resultado: necessidade urgente de renovação do guarda roupa, forma e resistência física espectacular (comparativamente ao que era há uns 3 meses atras), sensação de "leveza" como já não sentia há bastante tempo, facilidade de sentar nas cadeiras de esplanadas!!... etc. Só vantagens!!

A todos os que se preparam ou pensam avançar para a cirurgia, não temam NADA. Garantidamente vão ficar melhores do que estão actualmente.

O único senão (que comparado com as vantagens nem é nada), é que se ingerirem alguma coisa com um tamanho um pouco maior que um grão de arroz, a má disposição é muita e o vómito é certo!

No entanto a situação tende a melhorar. No primeiro mês e meio, é preciso ter alguma força de vontade para evitar os alimentos proibidos (quase tudo), no entanto como se vêm os resultados a avançar a olhos vistos, nem custa assim tanto. Acreditem até é difícil acreditar nos numeros que a balança vai indicando!!

Também é engraçado o primeiro contacto com pessoas que não vêm há muito tempo! A primeira reacção da outra parte é: - é pá que te aconteceu? Nem te conhecia!

Acreditem. Avancem para a cirurgia, não se vão arrepender.

Ah! e.. Gina, é claro que os homens também vêm o teu blog. e muitos não têm o minimo problema de assumir o que fizeram para recuperar a boa forma. Eu pelo menos não tenho problema nenhum em assumir isso.
Se tanta gente assume que corre, frequenta ginásios, piscinas etc, para manter a boa forma, porque não assumir que se fez uma cirurgia para ficar com mais saúde e prevenir riscos futuros?
Ao contrário do que muita gente acha (é sinal de fraqueza) eu acho que é sinal de inteligência e prudencia! Beijos a todas e Abraços a todos!!

Riscos e Consequências*

O obeso mórbido, como o próprio nome indica, (e que nome mais feio para daremsorriso.gif) apresenta doenças inerentes á sua obesidade (apneia de sono, hipertensão arterial, diabetes, varizes, doenças articulares, aumento de colestrol, AVC, insuficiência respiratória e cardíaca, entre outras... etc.), e é por isso sempre muito minucioso todo o processo de exames no pré-operatório.

 

Mas o risco estará presente independentemente de todos os exames e isso é algo que não podemos deixar de considerar. Esta cirurgia tem o mesmo risco de vida que outra qualquer cirurgia. No entanto uma cirurgia para tratamento da obesidade mórbida , deve ser bem ponderada com todos os seus riscos , consequências e complicações .
Existem complicações menos comuns como é o caso de insuficiência respiratória, infarto do miocárdio, insuficiência renal, complicações com a anestesia ect..

 

Mas existe também complicações e riscos mais comuns são elas :
As Fistulas que é a abertura de um ponto nas suturas do estômago ou intestino, levando á saida de liquidos para a cavidade abdominal, causando peritonite e septicemia ( infecção generalizada).
É por esta razão que é colocado um dreno para assim ser diagnosticada rapidamente. Em caso mais extremo poderá levar o obeso a ter que se sujeitar a uma nova cirurgia, para reparar esta abertura.

 

A Embolia pulmunar é o desenvolvimento de coágulos nas veias dos membros inferiores, que ficaram parados muito tempo durante a cirurgia.Esses coágulos podem causar a morte se forem levados pela corrente sanguínea até ao pulmão, que é como se fosse um entupimento de uma ou várias artérias que irrigam o pulmão.

 

Além dos riscos da cirúrgia existem algumas consequências da mesma , no caso do Bypass Gástrico, pode levar a um risco de deficiências nutricionais, porque o alimento não passará mais pelo duodeno, que é a primeira parte do intestino, onde a maior parte do ferro e cálcio são absorvidos.
Algumas pessoas que são submetidas a este tipo de cirurgia desenvolvem posteriormente deficiências nutricionais como anemia, osteoporose...
Estas deficiências podem ser evitadas se as vitaminas e minerais forem ingeridos adequadamente para cada caso.

 

Outra consequência comum são os vómitos. Eles são causados quando o estômago que agora é mais pequeno fica excessivamente cheio principalmente por alimentos mal mastigados.

 

Ocorre tambem um maior risco de desenvolver pedras na vesícula devido a perda rapida e substâncial de peso.

 

É de ter em atenção que falamos de cirúrgias mini-invasiva (laparóscopia), em que se consegue executar as operações por pequenos orificios e devido á pequena dimensão dos tubos, as lesões (cortes) provocadas são muito pequenas e daí que sejam operações que provocam pouca dor e permitem uma recuperação rápida, no entanto não deixam de ser operações associadas a um risco e não se pode deixar de considerar.

 

Tenham em conta que cada pessoa é uma pessoa e que cada organismo é único e pode responder de maneiras diversas a intervenção cirurgica sem nunca esquecer que para além das reacções organicas, tambem existe os efeitos psiquicos e emocionais.

Avaliação Psicológica*

Todos nós obesos que pretendemos submeter-nos à Cirurgia Bariátrica devemos antes passar por um preparo psicológico.

 

Torna-se fundamental um suporte psicológico antes e após a cirurgia bariátrica, apesar de muitas das vezes não termos consciência disso.

 

Há que ter em atenção que a cirurgia bariátrica, causará uma limitação física impedindo a ingestão de grandes volumes de comida, mas, o nosso estado psíquico em nada será afectado pelo bisturi. Não existe anestesia que resolva as aflições, frustrações e angústias e somente com um bom trabalho de equipa psicologo/paciente poderemos alcançar o sucesso da cirurgia bariátrica.

 

Um contacto inicial, para uma breve avaliação do nosso histórico, e relação com os outros e nós próprios, a decisão pela cirurgia, o medo inerente á cirurgia e suas consequências, a angústia dos riscos, as pressões familiares e expectativas são alguns factores que serão abordados, facilitando assim o trabalho do psicólogo

 

Algumas pessoas estão em momentos de especial angústia ou de depressão, ou até mesmo numa euforia excessiva, com expectativas exageradas com os resultados da cirurgia, todos esses aspectos deverão ser trabalhados antes de se pensar na operação.

 

O modo como cada um de nós se relaciona com a comida é muito importante na avaliação pré-cirúrgica, tornando-se necessário focalizar o lugar ocupado pela comida na vida de cada um, pois a maioria de nós engorda e come compulsivamente, não porque sente uma fome física e sim, psicológica, ou seja, comemos porque nos sentimos tristes, ansiosos, stressados ou frustrados e usamos a comida como um nutriente emocional inadequado, escondendo as nossas próprias emoções através da comida.

 

O objectivo do psicólogo é ajudar-nos a encontrar com consciência as causas verdadeiras da compulsão e assim se detectar as possibilidades de mudança, descobrindo-se outras fontes de prazer.

 

Após a cirurgia temos que nos adaptar a um novo estilo de vida que é completamente diferente ao anterior lidando com situações de privação de alimentos que antes eram ingeridos em grande quantidade, se não conseguirmos lidar com esta privação, podemos acabar transferindo a compulsão para outros vícios e é aqui que a ajuda psicológica é importante.

 

Para muitos de nós, a obesidade funciona como uma defesa e até como uma boa desculpa para não ter uma vida social e afectiva. "Não vou ali porque sei que vou encontrar conhecidos que me vão dizer que estou gorda", "Não encontro emprego porque estou gorda",”Não vou á praia porque estou gorda!” etc.


Depois do emagrecimento, estas desculpas já não podem mais existir e temos que aprender a lidar com uma nova realidade e principalmente aceitar que agora somos uma pessoa sem limitações físicas.

 

Quem opta pela cirurgia deve saber que está a optar por enormes mudanças internas e externas, no qual tem um período de adaptação emocional, física e social, mas principalmente está a optar por uma melhor qualidade de vida.

 

A ajuda psicológica na reorganização desta nova vida, num corpo diferente é imprescindível e apesar de não nos apercebermos o trabalho do psicólogo vai mais fundo que o bisturi do cirurgião. sorriso.gif

[59] Helena Vizinho Carreiro

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Nome: Helena Vizinho Carreiro

Idade:  53 Anos

Altura: 1,65 cm

Peso Máximo:  105 Kg

Peso Actual : 69Kg

Data da Cirurgia : 28.10.2011

Situação: Banda Gastrica

Data do Testemunho: 10.08.2016

 

 

Em 2002 estive num programa da FMH, na altura com reeducação alimentar  e muito exercicio perdi 30kg.

Fiquei muito feliz, mas após a morte dos meus patudos deixei as caminhadas e  embora a alimentação ainda a  mantivesse como aprendi e a nutricionista dizia-me que estava bem, os quilos 1 a1 voltam quase todos... 25kg

Pedia ao medico de familia para me mandar para uma consulta de obesidade e  respondia-me que eu sabia o que tinha de fazer.

Consegui ir para a Guarda consulta de obesidade mas o medico  dizia que não tinha peso para ser seguida em consulta e deu-me alta , tinha na altura 98kg.

Até que consegui chegar ao dr Rui fui onde sou acompanhada pela sua equipa.

No mesmo dia que fui operada fiz 3 em 1(vesicula. hernia e banda).

Perdi peso e cheguei aos 67Kg. Hoje tenho 69/71 a banda foi alargada em Abril e pensei agora é que são elas, vais aumentar a olhos vistos, com muito empenho mantenho o peso mais kg menos kg, claro que queria menos 10kg , para banda o medico diz que sou um sucesso, obesidade é uma luta para a vida, e finalmente vou começar as plasticas dia 22 :)

[30] Vera Moita


 Nome: Vera

Idade: 26 Anos

Peso:140kg

Altura:1,68cm

Situação:Actualmente aguarda consulta

Data do Testemunho: 21.05.2007

 

 

O meu nome é Vera e tenho 26 anos, meço 1.68 e estou com 140kg... ao contrário do que muita gente pensa, eu nasci muito pequenina... mas mesmo assim para a minha mãe foi uma aflição, nasci de pés com 2.300kg...

Sempre fui uma criança magra, a partir dos meus nove anos comecei a ficar rechochuda,o meu maior desafio nessa altura foi passar da primária para o ciclo sem que gozassem comigo pelo facto de ser diferente, habituada a ouvir bocas de colegas de escola fui ganhando o carinho de todos, e quem me conhecia já nem bocas mandavam...

Começou a ser mais dificil aos meus 12 anos, quando as minhas colegas tinham roupas da moda e eu tinha de me sujeitar ao que me servia, e não podia dar-me ao luxo de dizer, "essas calças são horriveis não quero", tinha de comprar se queria roupa nova...optei então de seguir o conselho da minha mãe e irmos ao dr rosas(consulta de nutricionista), e até comecou a dar resultado, perdi peso na altura...mas passados 2 meses desisti, ora uma criança não poder comer chupas, bolos, tostas e etc, não era uma criança...
Fui fazendo a vida normal como se não fosse gorda... as pessoas olharem para mim não me afecta em nada...ja é do hábito...

No secundário, tinha eu os meus 17 ou 18 já nao me lembro, já devia de pesar mais de 100kg...e vou contar-vos um episódio que me aconteceu, saímos das aulas para ir almoçar num cafezito ali perto, pedimos pizza, quando estavamos a comer senti um olhar fixo em mim, estava uma mulher sentada na minha direcção, mesmo em frente, não tirava os olhos de cima de mim, eu disse aos meus amigos, "daqui a bocado vou perguntar a mulher o que ela quer", passou-se meia hora e a mulher ali, até que eu me irritei, levantei-me, cheguei ao pé dela e perguntei "a senhora não tira os olhos de mim porquê? está a espera que eu termine de almoçar para pagar a conta????" ficaram todos a olhar para mim, a mulher nem respondeu, pagou o café dela e saiu...
Pessoas destas deviam ter vergonha, afinal quem se sentiu incomodada não fui eu mas sim ela...

Sempre fui uma criança alegre, como acho que todas nós somos, porque com este fisico temos de cativar as pessoas de outra maneira...a minha arma sempre foi o meu sorriso :) mas percebi que assim também não posso viver, e a minha saúde?? pois é, deixando ir... cheguei aos 140kg que quero perder muito em breve...

Médicos?? nem vê-los detesto ir ao médico, fico logo mal disposta, se fui 10 vezes na minha vida toda foi o máximo... mas desta vez ganhei coragem... quero fazer alguma coisa por mim...

Quero brevemente estar aqui a testemunhar a minha experiência, sim porque estou mesmo decidida em ir em frente...

Um enorme beijinho para ti Gina :) obrigado pelo apoio...

[29] Dalila Gonçalves

 

 

Nome: Dalila Gonçalves

 

Idade: 26 Anos

 

Peso:110kg

 

Altura:1,69cm

 

Situação:Actualmente aguarda para fazer Bypass Gastrico

 

Data do Testemunho: 20.05.2007

 

 

 

 

E eu, estarão vocês a perguntar?

Eu sou a gordinha que se segue, do norte de Portugal!

Apesar da minha idade, não se enganem: esta é a luta da minha vida. Não me conheço sem estar em dieta, se ter de ouvir pelo menos uma vez por dia um comentário menos agradável, sem viver com o constrangimento que isto me causa. Sou grodinha sim, mas já não encaro com bom humor esta casca em que vivo.

Por isso resolvi que chega, tenho de muda de fa(c)to!!! Por isso e por muitas coisas mais, mas principalmente porque a minha saúde já começa a dar sinais que não se vai manter por muito mais tempo assim, resolvi acabar com isto da única forma que ainda não tentei: cirurgia. >p> Sem medos, sem olhar para trás, porque a maioria dos meus sonhos estão pendentes há tempo demais..

Beijos pra vocês, Beijos pra madrinha, Felicidades pra todos nós e Obrigada meu anjo da guarda! ;)

[54] Ana Cristina Duarte

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Nome: Ana Cristina Duarte
Idade: 33
Altura: 1,66m
Peso ANTES: 151 kg
Peso DEPOIS: 69 kg

 


Desde sempre fui gorda. Nasci com 4, 180Kgs, e sempre vivi com o facto de ser diferente dos outros... era uma menina maior que os outros, por um lado defendiam-me pelo tamanho, por outro era tímida e com dificuldades de me relacionar.

Na adolescência percebi mesmo que era diferente e que era desagradável ao sexo oposto... o que me causou grandes desilusões por ter ouvido várias vezes "És gorda!". No entanto, tive namorados... era gorda mas bem feita de corpo... sem desproporções!

Tenho dificuldades em acompanhar as aulas de Educação Física e faço as primeiras dietas para ser magra... mas empenho-me ao máximo nos estudos, de forma a colmatar aquilo que considero deficiências!


Entro na universidade e o ser diferente continua... era maior que a outras! Tenho dificuldades na praxe e vingo-me sendo resmungona e desafiadora... das mais velhas que eram também mais pequenas! Vivo constantemente em dietas e a engordar: consigo emagrecer uns quilos mas depois alguma coisa me põe em baixo psicologicamente e como, consequentemente engordo!


Aos 19 anos, tenho o meu primeiro amor e relacionamento sério, no entanto ele diz que estaria mais vezes comigo se fosse mais magra... Tenho 106kgs nessa altura e deixo literalmente de comer durante um ano. Chego aos 80kgs linda e maravilhosa, mas triste, sorumbática, sem sorriso e com infecções várias.  Seria anoréctica se fosse de peso normal! Aos poucos, vou aceitando de novo a minha genética e vou-me tratando, conseguindo engordar saudavelmente e mantenho o peso baixo durante algum tempo.


Ao longo do curso, as oscilações de peso vai continuando, sempre dependentes do estado emocional...
Aos 24 anos, entro na minha relação actual, mais séria, que vai ao casamento... e começamos a pensar em ter filhos que nunca mais aparecem. Eu sempre sonhei ser mãe, acho mesmo que é essa a minha missão na vida, no entanto a gravidez nunca mais aparece. Psicologicamente, vou entrando num ciclo descendente e vou afogando as mágoas em comida. Passo o dia no trabalho e ás vezes esqueço-me de me alimentar, no entanto chego a casa e como tudo num momento de asfixia. Obviamente que o assunto "gravidez" vai ficando pior porque sendo cada vez mais obesa, as probabilidades de engravidar iam ficando menores. Chego ao ponto de dizer ao meu marido para engravidar outra mulher e que tomaria conta da criança, ou de lhe dizer para me deixar que eu nem mereço ser mãe de ninguém... Faço exames médicos que me informam que nem sequer conseguem descobrir os meus ovários, no meio da gordura. Profissionalmente, as coisas também não estão bem e com tendência para piorar!


Continuando na minha espiral descendente, penso em mudar de vida, em pensar mais em mim, em pensar na minha saúde que se deteriora de dia para dia, adormeço em qualquer lado, tenho dores de morte, dificuldade em movimentar-me e em coisas simples como entrar o carro, sou invisível para o mundo, faço barulho enquanto durmo e ninguém consegue estar perto de mim... sei lá, n coisas que aos poucos me fazem perceber que a minha vida está cada vez mais por um fio!


O meu marido faz um vídeo de mim a dormir... e assusta-me terrivelmente! Foi dado o clique! Procuro informação na Net e descubro o "Gorda sim mas com humor!" e sinto-me completamente identificada! Entro no fórum do blogue e no fórum do clix, leio tudo de fio a pavio, pergunto, falo com outras pessoas, investigo hospitais e clínicas, "peço orçamentos", descubro que não sou a única...

Passa algum tempo e marco a primeira consulta na Clínica de Santo António. Entro numa aventura de idas a Lisboa (que ainda hoje me faz aflição)  a partir de Outubro de 2008, sou operada em Julho de 2009, por vontade própria consentânea com a vida profissional, e o Dr. Rui Ribeiro opta por um bypass gástrico anelado.


Até hoje perdi 80Kgs, tive alguns problemas alimentares com a operação mas tudo se ultrapassa nesta segunda oportunidade que me foi dada.
A minha perspectiva sobre a vida foi alterada, a Dra. Ana Rebelo foi essencial para me ajudar a pôr a cabeça no sítio e para me ajudar a valorizar a minha vida e a minha pessoa, libertou-me também de todos as minhas inseguranças e fez-me colocar o EU acima de tudo, quando antes estava lá bem no fim.
 
Obrigada a toda a gente que me ajudou, a ti Gina e ao Tiago por terem partilhado na Net as vossas experiências, aos meus amigos e à minha família por me ter dado na cabeça sempre!

[28] Fernanda

Nome: Fernanda

Idade: 21 Anos

Peso:59kg

Altura:1,65cm

Data do Testemunho: 13.05.2007

 

 

Me chamo Fernanda, sou brasileira e tenho 21 anos.Tenho peso normal 1,65 m 59 kg,porém devido a ditadura da magreza estava me achando muito gorda, chorando compulsivamente e achando que jamais acharia alguém que pudesse gostar de mim assim.

Aí no auge da minha crise saí a procura de sites sobre pessoas acima do peso e foi assim que encontrei esse blog.Quando conheci o mundo de vocês descobri que a ditadura da magreza é algo ridículo e que não existe motivo de eu ter vergonha de mim.

Vocês são incríveis, bem resolvidas, felizes e vi que muitas de vocês namoram ou são casadas.Espero um dia ter a sorte de vocês, acho que o meu grande problema não são os homens e sim minha cabeça.

Sei que pode parecer estranho uma garota de peso normal dar depoimento,mas vim aqui agradecer a vocês, agradecer por vocês me fazerem ver que pra ser bonita não é necessário ter 10 kg a baixo da sua altura.

Aqui descobri que a felicidade esta na cabeça.Espero que um dia descubra que não sou gorda, que o mundo que esta errado e que posso ser atraente mesmo não tendo corpo de modelo.

Resolvi dar meu depoimento porque tenho certeza que assim como eu muitas meninas passam por isso e muitas devem visitar seu blog.Vejo isso positivo porque antes vir ao seu blog do que ir a blogs pró anorexia, já fiz isso hoje vejo que é loucura.

Continuem felizes ou buscando a felicidade,continuem se amando,liguem para a saúde de vocês e não para que os outros pensam.Sejam sempre exemplos, divulguem suas histórias mostrem que ser realizada não é ser magra.

Graças a vocês me sinto mais feliz.Mas revoltada com a mídia que impõem padrões muitas vezes inatingíveis.

[27] Nuno

Nome: Nuno

Idade: 37 Anos

Peso: 130Kg

Altura: 1,80

Situação:Actualmente faz exames para Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 12.05.2007

 

 

Dezembro de 2006

Tenho 37 anos 1,80m de altura e 130Kg de peso e hipertenso.

Durante anos já fiz todo o tipo de dietas como Tallon, Póvoas, Herbalife, etc, etc. O resultado era sempre o mesmo, perdia 10 kilos engordava 15.

Comecei a procurar informações sobre banda gástrica e foi aí que cheguei à “gMaria”, a madrinha. Ela indicou-me o Dr. Edgar Rosa e através da minha médica de família marquei consulta.

Na consulta com o Dr. Rosa foi-me informado que para o meu caso seria mais aconselhável a cirurgia de bypass gástrico, foram marcados uma série de exames (endoscopia, rx, análises) assim como consulta com a psicóloga e nutricionista.

Janeiro 2007


Foram feitos todos os exames pedidos.
Não tenham medo da endoscopia, estão a dormir e não sentem nada.

Março 2007


Consulta de psicologia: foi feita a marcação de testes para Maio 2007. Consulta de nutricionista : fui informado sobre o regime alimentar a efectuar antes e depois da cirurgia. Voltarei lá em Junho...

[26] Margarida

Nome: Margarida

Idade: --Anos

Peso: 92Kg - (peso maximo)

Situação:Banda Gástrica

Data do Testemunho: 10.05.2007

 

 

Cara Gina,
Encontrei, por acaso o seu blog, que me parece muito interessante e, como nos dá a oportunidade de transmitirmos o nosso testemunho, aqui vai o meu. Peço desculpa por não ser um testemunho à partida muito animador, mas a minha experiência nesta vida de bandas gástricas (porque ja é a segunda que tenho), fez-me, acima de tudo, aceitar de forma pacífica a minha obesidade.

Eu tenho uma banda gastrica há 5 anos. De 96kg cheguei aos 62 em meio ano. Sol de pouca dura. Após esse tempo, comecei a vomitar sistematicamente e a recuperar o peso. O estomago aumentou de novo a sua capacidade e nada me saciava. Um mês a liquidos não resolveu o assunto. Um ano após a cirurgia, e já com uns quilos a mais, o porte partiu com o abraço de uma criança de 6 anos. Engordei 10kg num mes. Resultado, nova cirurgia para colocar o porte... E o peso sempre a aumentar e o apetite sem se controlar. Vomitava sistematicamente porque não conseguia controlar o apetite.

A banda limita a quantidade de comida, mas nada faz quanto ao apetite.
No verão de 2005 emagreci 15kg em menos de um mes. Tudo o que comia vomitava em seguida. Nem água conseguia beber. Entrei em estado de desidratação e tive que ficar uns dias a soro. Parecia uma velha cheia de rugas e nasceu-me pelo por todo o corpo. Finalmente, após 3 internamentos sem ver boas nem melhoras e assustada com uma hemorragia gastrica, decidi-me a apanhar um avião e vir a Portugal ver o que o cirurgião me dizia. Como me encontrava noutro país, fui adiando a vinda a Portugal para ver o que se passava.
Não devia ter esperado um mês.
Fui internada de imediato (nem a casa fui). Quando me fizeram a radiografia de contraste, mantive o copo da papa branca no estomago durante horas e horas e nada passou para baixo de tal maneira que teve que ser aspirada com uma sonda. Depois de um jejum de duas semanas no hospital ( nem água!) fui reoperada para me porem uma nova banda. Para além do porte estar de novo partido ( não percebo bem porquê, pois desde a primeira vez eu tinha tido todo o cuidado, por vezes até excessivo, e nem deixava, sequer, as pessoas aproximarem-se de mim), o facto de passar a vida a vomitar tinha dilatado o estomago de tal modo que a comida ja não passava para a parte distal.
O médico disse que o meu estomago parecia uma renda e tinha invadido o espaço do fígado.
Não desejo a ninguém o que passei no hospital. A minha família sofreu horrores. Levei dois meses a conseguir ter uma vida normal de tão fraca que fiquei. Estava irreconhecível. Feia. Não me conseguia sequer ver ao espelho.
Escusado sera dizer que os 15 quilos que perdi durante a fase em que estive doente se recuperaram num ano sob a forma de 22...
Tentei perceber o que me tinha acontecido. Sentia-me sitematicamente culpada não sei bem de quê e aquele "agora tenha cuidadinho com o que come!" matava-me. Que tinha feito eu de errado? Afinal a prometida solução magica da banda gastrica estava a revelar-se um pesadelo.

Entretanto entrei em contacto com varias pessoas que colocaram bandas gastricas ha vários anos, por todo o mundo. Uma grande parte ( diria a maior parte) das que contactei tiveram problemas semelhantes ou de outro tipo relacionados com a a banda. Alguns bem mais graves.

Senti-me melhor, menos culpada. Afinal problemas com a banda toda a agente tem. Não tinha sido negligencia minha. É um acontecimento comum a quem opta por este tipo de procedimentos. Após a grande perda de peso, uma grande parte dos doentes recuperaram os quilitos perdidos e voltaram aos velhos habitos alimentares. Tal como eu. Nunca deixei de ira a nutricionistas, e ao psiquiatra quando me sentia mais ansiosa e comia o inimaginável. Nada resultou.
Pedem-nos sacrificio... E eu só respondo, que se tivesse essa capacidade de sacrificio e força de vontade, tinha resolvido o problema da minha obesidade com uma dieta e não teria precisado de uma banda gastrica. Todos os doentes operados, são gente que precisou de ajuda desesperada para perder peso e não porque esta na moda por uma banda gastrica. Detesto e não compreendo quando me me dizem " va la, um pouco de sacrificio e força de vontade!" Essa gente não sabe do que fala e não sabem o que nos pedem. Imagino que quem tem uma banda ou esta a pensar por uma, passou e passa a mesma agonia. Se não teem mais nada para nos dizer, é melhor que se calem, mas não comecem a pedir-nos coisas de que provámos não sermos capazes.

O objectivo da banda gastrica é ajudar a perder peso a pacientes com obesiadade móbida que não conseguem, por outro método perder peso e reeducar a sua alimentação. Quando a coloquei, achei que seria a solução magica para 26 anos de obesidade. O sonho durou pouco. Para além dos quilos recuperados, morro de medo de qualquer actividade fisica que me demande mais esforço com medo de partir o terceiro porte. Deixei de fazer coisas que adorava fazer com medo de cair e partir a banda.

Desportos... Na maior parte deles o porte magoa-me as costelas, por isso desiti. Tive que reorganizar o meu trabalho para não ficar exposta a coisas que me pudessem danificar a banda, para já não falar em implicações do foro íntimo e pessoal. E para quê todo este cuidado se continuo a comer tudo e mais alguma coisa e a ganhar peso, se a banda não esta a fazer o que deve, se , ao contrário da solução mágica que esperava acabei com tres cirurgias e num sofrimento desumano e gorducha na mesma?

Quando me perguntam se me arrependi de ter posto a banda, não consigo responder... Pelo menos tive o meu meio ano de glória com um peso aceitável. Não sei se o preço que paguei por esses parcos meses foi o justo.

O que quero que as pessoas compreendam quando falo da minha experiência é que não devem esperar uma solução milagrosa. A banda tem custo pessoais que ninguém adivinha quando a coloca pela primeira vez e sobre os quais ninguém nos adverte. Cabe a cada um decidir se não é uma conta demasiado alta a pagar. Para mim, foi. Para além disso esta provado que a banda gastrica resolve apena imediatamente e temporariamente os problemas de obesidade. Não é, de todo, uma solução a longo prazo. Deviam ter-nos dito isso antes de a colocarmos.

A solução contra a obesidade, todos a conhecem: tranca na boca, comer o que se deve e velocidade nas pernas... Não é uma solução mágica. Fácil de dizer, difícil de fazer, mais difícil ainda para gente como nós que nunca conseguiu seguir uma dieta e luta ha anos e anos para perder peso sem sucesso.

Após tanto sofrimento e desilusão, optei pela solução que me parece menos penosa: se não venço os quilos, junto-me a eles. Quanto a mim, estou a reaprender a viver como gordinha. Afinal não é assim tão mau. Tenho uma cara mais bonita de que quando tinha 62 quilos, visto roupas bonitas de criadores que desenham roupas para meninas e meninos mais redondinhos e esqueci a banda. Quero la saber se parte ou deixa de partir. Ja amputou demasiado a minha vida para continuar a dar-lhe importancia. Um dia destes talvez a tire já que nao esta a fazer nada. E acredita que me sinto melhor. O ponto mais positivo da colocação da banda gastrica é que aceitei ser redondinha. Faz parte de mim; nunca vou ser um pau de virar tripas. Redondinha, mas feliz!!

[25] João

Nome: João

Idade: 29 Anos

Peso: 140Kg - Actualmente com 110 Kg

Situação:Dieta e acompanhamento com produtos naturais

Data do Testemunho: 04.05.2007

 

 

Olá o meu nome é João e sou Motorista de Pesados de serviço internacional, actualmente a trabalhar em Espanha, e esta è a minha historia em relação à obesidade.

Tenho 29 anos e em Janeiro de 2006 pesava 140 kg, um disparate para que tem 1,80m de altura mas enfim.
Como?
Deixei de estudar aos 20 anos e comecei a vida activa a trabalhar num restaurante. Entrava ao meio-dia, saía as15h voltava ao serviço às 18h e terminava às 23h. Durante os 9 meses que trabalhei nesse restaurante passei de 88kg para 110kg.
Fui então trabalhar para uma empresa de distribuição de congelados durante 8 meses, e como já não comia as comidas de restaurantes, era a minha mamã que todos os dias se levantava ás 6h30 para me fazer o almoço. Sempre com o mínimo de sal e gorduras porque o me pai é já desde uns largos anos hipertenso. E, dos 110kg voltei aos 90kg, muito fixe!
Tirei carta de pesados e meti-me a Motorista de Internacional, ideia que tinha desde que deixei de estudar. Mas com consequências, em 4 meses alcancei os 125kg, e como não me sentia mal, até me mexia bem, nunca quis encarar a dura realidade de que estava gordo!

Até que um dia a coisa piorou, constipei-me gravemente e em conjunto com o tabaco um pulmão ficou bastante afectado e o meu medico deu-me um susto. Deixei então de fumar, e em pouco tempo ganhei mais 7 kg e uma doença chamada Apneia do Sono! Que consiste em paragens respiratórias durante o sono, e em dormir muito mas sem descansar. Quando se dá a paragem respiratória passados entre 1 a 3 munutos, o corpo reage à falta de oxigénio e, dá-se o chamado micro despertar, eu não dou conta de nada, mas o cérebro semi-acorda e nunca alcança o estado de sono profundo que permite descansar.
Sintomas: acordar mais cansado de quando se deitou; terríveis dores de cabeça matinais; ressonar extremamente alto; e o pior de todos, sonolência constante ao longo de todo o dia. Este ultimo causou-me um acidente de camião! Consultei o medico e mandou-me a um especialista de Pneumologia, que me receitou um aparelho de ventilação para controlar a apneia, enquanto durmo, o qual ainda uso!

Este especialista em Pneumologia explicou que esta doença se desenvolve devido ao excesso de peso e acumulação de gorduras no músculo envolvente da traqueia, solução, tem que perder peso! E recomendou-me o nutricionista!

E lá vou eu, ao doutor dos gordos, pesava eu 132kg. Passou-me um plano de alimentação para 3 meses que eu cumpri rigorosamente, perdi 12 kg! Espectáculo!! Pensei eu, é desta que vou emagrecer mesmo, e o doutor manda-me continuar o plano por mais 6 meses. Nesses 6 meses recuperei 2 dos 12kg que havia perdido. Altera-se o plano de alimentação e cumprindo rigorosamente o que o nutricionista prescreveu para outros 6 meses, recuperei 8 kg e ficando novamente nos 130kg!

Completamente desagradado e desmotivado com os resultados desisti do nutricionista e, deixei andar, sem grandes abusos, e com sucessivas tentativas falhadas para deixar de fumar, cheguei então aos 140kg!

Até que em Janeiro de 2006 apareceu-me uma pessoa que me disse que tinha a solução para o meu problema, também ele já tinha perdido 38kg e isso motivou-me a experimentar os produtos da Herbalife! Sem esperança nenhuma, devo dizer, mas com curiosidade!

Resulta, até aos dias de hoje já perdi 30kg, sem grandes sacrifícios, sem passar fome, e ganhei uma energia que não pensava ter! Brevemente irei de novo ao especialista de Pneumologia para verificar a necessidade do aparelho de ventilação.

[24] Isabel

Nome: Isabel

Idade: 34 Anos

Peso: 135Kg

Altura: 1,67cm

Situação:Actualmente faz exames para Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 01.05.2007

 

 

O meu nome é Isabel tenho 34 anos acabadinhos de fazer e estou á espera da operação bypass.

Estou a ser seguida no Hospital da Amadora com o Dr. Correia Neves, desde o dia 30-03-2007,que foi o ultimo dia que fui á consulta .
Tenho estado um bocado nervosa e ansiosa pela chegada das noticias para saber quando é que vou ser operada, por outro lado estou também preocupada porque é uma operação que tem os seus riscos e tenho medo, o que mais me custa é ter de deixar o meu marido e os meus filhos, o mais crescido tem 8 anos vai compreendendo... mas o mais pequenino só tem 15 meses vai ser um bocadinho mais dificil.

Tenho estado a fazer dieta o que também não tem sido fácil obedecer certas regras, eu era uma pessoa que estava o dia todo sem comer e só á noite é que comia ...só que comia tudo o que me aparecia á frente.

Actualmente tenho que me obrigar a fazer várias refeições por dia e á noite tentar comer menos, sinceramente acho que além de vicio... é muito psicologico não sei se sou só eu, mas tenho uma confissão a fazer muitas vezes á noite não é por ter fome, porque muitas vezes penso "mas nao tenho fome até estou cheia" mas nao consigo deixar de pensar em pão com manteiga ou com queijo ou outras coisas e era capaz de as comer.

Não sei se isto se passa só comigo ou se há mais pessoas a passar por isto até porque eu não gosto de falar muito disto, talvez por vergonha não sei, bem eu vou dando noticias e já agora aproveitando para pedir que rezem por mim e esperar que as operações corram bem, não frizei anteriormente mas o médico vai aproveitar o bypass para me tirar a vesicula.
jinhos até á próxima

[57] Paula Soldado

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Nome:Paula Soldado

Idade: 49 Anos

Peso: 120 Kg

Situação: Bypass Gástrico

Data  da Cirurgia: Abril de 2014

Data do Testemunho:31.07.2016

 

 

Chamo-me Paula,tenho agora 49 anos e sempre fui obesa.

Desde pequena que carrego o peso e o estigma de ser gorda.

Passei por várias dietas, vários nutricionistas e endocrinologistas, ao ponto de já saber o que me iria ser dito na consulta…apesar de tudo lá ía eu, sempre à espera de um milagre ou de algo de novo.

Tentei de tudo! Em 1996 casei, em 2000 tive o meu primeiro filho e em 2003 tive o segundo. Escusado será dizer que, ao já meu muito peso, ainda acrescentei mais uns quantos quilos.

Em 2007, e já com cerca de 120 kgs, fui finalmente operada e foi colocada a banda gástrica.

Na altura, optei por esta, porque tinha os dois garotos ainda muito pequenos e fiquei com medo.

Passei por todos os percalços próprios e típicos da banda, desde aos vómitos, às regurgitações, engasgamentos… Passei a pesar 85 kgs e estava nas nuvens!

Em 2013, e depois de andar cerca de 2 anos(!) a vomitar e engasgar, lá tomei coragem para ir novamente ao cirurgião, e foi-me lida sentença!

Inflamação da zona do anel, que não deixava passar “normalmente” a comida, o que provocou a dilatação da bolsa e do esófago.

Resultado do meu desleixo na ida às consultas? Nova operação!

Na altura a banda foi completamente alargada, e, escusado será dizer, que o peso disparou. Voltei aos 100kgs! Em cerca de 6 meses… Na mesma proporção em que subia o peso descia a autoestima.

Em Abril de 2014, fui novamente operada, foi retirada a banda gástrica e feita a conversão para bypass gástrico.

Finalmente, ao fim de dois anos da segunda operação, deixei de ser obesa. Estou com 63-64 Kgs, peso considerado “normal”.

Toda a minha vida, desde que me conheço como gente, que luto contra o excesso de peso.

Mesmo agora, continuo a lutar. E porquê? Porque, apesar de ter peso normal, vestir roupas de tamanhos normais, de me poder dar ao luxo de entrar numa loja de roupas e escolher o que gosto e me fica bem em vez de comprar o que me serve, o fantasma do excesso de peso está sempre presente.

Eu olho-me ao espelho e vejo a gorda do antes. Escolho ainda roupa de tamanho grande e vou descendo nos nºs!!!!

Se vale a pena continuar a lutar? Sempre!

Como diz alguém que eu conheço e por quem tenho um carinho e orgulho muito grandes: “Nunca Desistir!”

[23] EcoCharlie

Nome: EcoCharlie

Idade: 51 Anos

Altura:1,70cm

Peso: 105 Kg - Actualmente 87kg

Situação: Colocou Banda Gástrica 13.12.2006

Data do Testemunho: 10.04.2007

 

Prometi à “Fada Madrinha”, à mentora deste cantinho, que lhe “ofereceria esta prenda”, seria desta vez que faria o meu depoimento…Ei-lo!.

13 de Dezembro de 2006
1,70 metros; 105 kg; IMC=36,3; 51 anos; hipertenso; hérnia de hiato; pesado e desconfortado, descompensação física e emocional, depressão; auto-estima em baixo, vida em tons de cinzento, Pouca actividade física. Eis o meu quadro, à data. Este era o meu retrato há coisa de 4 meses. É passado, é barreira ultrapassada, é situação que não pretendo nem quero repetir. Entretanto… passaram-se quatro meses

09 de Abril de 2007
Continuo a medir os mesmos 1,70 metros como seria de esperar, mas “encolhi” em peso, pois agora peso 87 kg e irei reduzi-los ainda mais, assim o desejo, assim o quero. Tudo se deve a uma cirurgia bariátrica, destina a corrigir o mal-estar provocado pela hérnia do hiato, os refluxos dos líquidos estomacais, que me queimavam dor dentro, qual ferro em brasa que me apunhalava no interior do meu esófago. Além disso isto associado ao excesso de peso, levava-me quando dormia a ter a chamada “apneia do sono”, acordava quase que asfixiado, numa incomodidade e desconforto absoluto.

Recordava com nostalgia, quando com cerca de 70 kg, praticava desportos náuticos, fosse vela, natação, remo ou mergulho com garrafa. Grandes caminhadas a pé, percorrer o mundo com uma mochila às costas. Cidadão do mundo, “bicho” gregário e solidário, onde fui conhecendo pessoas, países, palmilhando “novos mundos”. Como diria o José Saramago, passear numa cidade, é como “lê-la com os pés”.

Pois bem, o meu estado de saúde, (hipertenso, colesterol muito alto, obeso, hérnia do hiato, refluxos e apneia), assim as “agressões” sucessivas aos tecidos do esófago, estavam a provocar alterações preocupantes nas células que constituem o revestimento do tecido do esófago, com risco de vir a degenerar em cancro, o que associado ao meu “património genético” (a minha família tem vindo a ser dizimada por este mal) e não me sentir bem nesta “pele” levaram-me a juntar o útil ao absolutamente necessário. Ou seja, já que tinha que tinha que fazer uma cirurgia à hérnia, e dado que era considerado de risco elevado (a hipertensão, colesterol elevado, IMC superior a 35, ameaças de AVC, levaram os médicos a sugerir-me que pensasse na hipótese de colocar também uma “Banda Gástrica” e assim o fiz.

Como já referi passaram cerca de quatro meses e com menos 16/17 kg, rejuvenesci, retomei o gosto de voltar a dar umas boas caminhadas a pé, olhar e ver as cores com que se pinta e tinge a natureza, ouvir os sons e cheiros que ela nos tem para oferecer, voltei a dar umas maravilhosas braçadas na água. Voltei a poder observar as estrelas, vê-las cintilar, brilhar, sentir o seu pulsar, em sintonia com o meu coração, pela alegria de ter conseguido. Sinto-me de facto outro e estou contento por tal.

No entanto, esta vitória pessoal, como em tudo na vida, não é só meu mérito, tal só foi possível graças ao saber dos médicos que me acompanham, seja ele o cirurgião, psicóloga e nutricionista, assim como o apoio da minha família, dos amigos que me apoiaram fazendo acreditar que é possível, para o efeito bastar querer, acreditar e crer.!.

Ao nível pessoal, é fundamental que cada um interiorize, que se discipline e tenha a força de vontade, para num primeiro momento querer mudar, crendo que tal é possível, deitar para traz o estigmatismo que envolve e manieta todos os obesos. Há pois que acreditar em si, apoiando-se e ser apoiado naqueles nos amigos e família, depois há que ter vontade cumprindo as dietas e algumas limitações alimentares, (calma eu disse apenas algumas limitações…), depois juntar umas pitadas de exercício, boa disposição, espírito positivo, camaradagem e…, pouco a pouco, passo a passo, degrau a degrau, vão surgindo novas formas, uma transformação e sentimo-nos mais levezinhos quer em conceito físico (a balança não nos engana!!) quer ao nível do ego, este sem peso, mas do tamanho do mundo.

[53] Carla Martins

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Nome:Carla Martins

Idade:34 Anos

Situação: Bypass Gástrico

Data do Testemunho:25.06.2010

 

Olá!!!

Eu sou a Carla tenho 34 anos, e fiz a cirurgia Bypass Gástrico.

Desde muito nova sempre fui “gordinha”, e com o passar dos anos foi piorando o peso, estatura física e saúde.

Devido ao excesso de peso fiquei com varizes nas pernas, e estava em lista de espera para ser operada.

 

Quando comecei com as consultas Pré operatório, os médicos disseram-me que só poderia ser operada se perdesse peso. Receitaram-me todo o tipo de dietas e medicamentos, mas sem sucesso não perdia peso por nada que fizesse. Chegaram á conclusão (médicos), que a melhor solução seria fazer uma operação para perder peso.

Inicialmente recomendaram-me a Banda Gástrica, em que eu muito renitente aceitei. Após quase 3 anos em lista de espera finalmente fui chamada para a primeira consulta de cirurgia geral, em que o médico me falou noutra cirurgia um pouco mais radical nos resultados mas com sucesso garantido, visto que na altura a Banda Gástrica estava a apresentar maus resultados, e alguns casos tiveram que ser efectuadas novas operações para retirarem a Banda.

 

Foi nesta altura em que ouvi ela primeira vez em Bypass Gástrico. Com muito receio e medo, aceitei com o apoio da minha família. Após de muitas consultas de preparação, esclarecimentos e mudanças de médicos, chegou o dia D. No dia 27 de Fevereiro de 2009 fui operada no Hospital Dr. Fernando Fonseca (Amadora/Sintra).

A operação correu bem mas na mesma operação, os médicos aproveitaram para me retirar a vesícula que já se encontrava com uma infecção crónica e com pedra, nessa retirada as coisas complicaram-se, pois a pedra que tinha voltou a cair para o sítio da vesícula criando uma fístula, na nova ligação do estômago ao intestino.

Esse problema foi detectado já na recuperação, ainda internada nos exames Pós operatório, em que bebia um liquido azul esse mesmo liquido estava a aparecer no depósito do Dreno. Os médicos com este problema ja me alertavam que se a fístula não “remendasse” por si mesma, teriam que operar novamente.

Após 15 dia de internamento, um principio de uma depressão e menos 10 KG, finalmente tive alta hospitalar. A recuperação foi difícil, muitos vómitos, aprender a comer e algumas dores, lá me fui educando com os conselhos dos médicos que me seguiam, com muita pesquisa na internet e também com a comunicação com pessoas que já tinham feito a mesma operação nos Blogues do XXLight e Power of Change.

Quase 1 ano e meio após operação perdi 54KG, os problemas de saúde que tinha desapareceram, sinto-me muito feliz e bem comigo mesma.

[22] Célia

Nome:Célia

Idade: 35 Anos

Altura:1,67

Peso: 101 Kg

Situação:Actualmente faz exames para o Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 06.04.2007

 

Sou a Célia, tenho 35 anos e sempre fui "rechonchuda", segundo a minha mãe, quando nasci andei de sala em sala ao colo da enfermeira que teimava em dizer que era uma bébé linda, muito branquinha e redondinha... Os anos passaram e a menina continuava a crescer, sempre redondinha, aos 4 anos fui a um médico que me fez um enorme exame e me deu uns comprimidos, que eu ainda me lembro de tomar, eram em forma de coração, cor de rosa e muito pequeninos.
Aí a menina começou a emagrecer e a ficar uma menina magrinha, só que os pais acharam que a menina já não era a menina deles assim tão magrinha e que os comprimidos só me estavam a fazer mal e então os comprimidos foram deitados fora o nome não se guardou, nunca mais se voltou ao médico,e a menina voltou a ficar redondinha e a apanhar palmadas para comer sempre que não o queria fazer. Os anos continuaram a passar e a menina a ser uma menina redondinha, nada do outro mundo, mas sempre acima do peso que devia ter. Aos 10 anos atingi os 45kg, mas era altinha como se dizia em casa dos meus pais... Não era uma criança facil e tornei-me numa adulta complicada.

Aos 10 anos ainda levava palmadas para comer, mas ao mesmo tempo tinha de ouvir comentários diários sobre o ser gorda, eram os colegas na escola, o irmão e os primos em casa, e a própria mãe que refilava porque tinha de me fazer roupa e a dificuldade de coser para gordos que nada ficava bem...
Entre os 13 os 15/16 anos, emagreci um pouco, continuava acima do peso, mas consegui uma conquista, vestir calças, coisa que a minha mãe nunca havia deixado alegando que eu não tinha corpo para isso.
Mas aos 16 anos, faleceu a Tia que eu adorava, a que me ouvia e tentava fazer-me sentir igual as outras pessoas, com quem eu tinha a mais forte ligação afectiva. Numa semana engordei 9 kg, o sistema nervoso completamente desajustado, um principio de depressão, comprimidos e mais comprimidos e o peso a aumentar e a oscilar. Fui então a 2 ou 3 médicos e o veredicto era sempre sistema nervoso, a tristeza era uma constante.
Então o ser gorda, começou a servir de escudo para muitas situações, aos 18/19 anos, eu era a amiga dos rapazes da turma, mas como era gordinha era apenas amiga. Quando alguém dizia que eu era bonita ficava sempre à espera de ouvir o gorda a seguir, e aí sabia que estava "salva". Em casa também ninguem me deixava esquecer que era gorda e isso todos os dias era relembrado sempre de uma forma ou de outra. A mãe que sempre fazia chantagem para eu comer mais e sempre que podia lá vinha o "és tão gorda que não fazes vista nenhuma"...

E o ponteiro da balança ia subindo surrateiramente, 1 ou mesmo 2 kg por ano. Aos 23 anos o peso variava entre os 79/82 kg. Era uma gordinha torneada. Tinha entrado para o curso superior, depois de ter mudado de àrea 2 vezes, estava por fim no que gostava, mesmo a contragosto da família. Volto a perder mais uma pessoa importante, o meu pai, de quem eu devo ter herdado o gene, pois era o unico gordo na família.
Acontece pela primeira vez, algo que agora consigo reconhecer, pela primeira vez noto que como por compulsividade. Tenho ansia de comer, comer qualquer coisa, e os sentimentos são um misto, entre a satisfação daquela necessidade e o peso e a culpa de ter comido, como se o magoar-me a mim mesma fosse o caminho. Ao fim dos 4 anos de curso tenho 86kg mais 1 kg por ano.

Entre os 29 e os 30 anos, fui morar para lonje por motivos profissionais, e em 2 anos sem dietas de maior emagreço naturalmente até aos 72kg, estava bem, sentia-me bem. Volto para casa, para junto da família e volta a engordar até aos 80. Depois com o terminar de um relacionamento, o ponteiro da balança dispara até aos 96kg, Foi então que iniciei uma dieta rigorosa e perco 18 kg, voltando-me a sentir melhor, os meus hábitos alimentares alteram-se muito, deixo de comer habitualmente muitas coisas de que gostava, as batatas deixam de entrar em casa, pão só muito de vez em quando, mas a verdade é que cada vez que tenho um problema maior o peso volta a subir e desde fins de Outubro de 2006 a Fevereiro de 2007, em quatro meses engordei 12kg, e voltei a ter crises de compulsividade alientar, contra as quais tento lutar com todas as forças, pois o meu peso é de 101kg. Tenho problemas de saúde, dores na coluna e nos joelhos, entre muitos outros problemas associados ao excesso de peso.

Então chegou a hora, e como nada acontece por acaso, mas foi sobre a forma de um acaso que fui encaminhada para o consultório do médico a ideia cresceu em mim... E pela primeira vez na minha vida, sinto que primeiro estou eu e não os outros, e que eu sou a pessoa mais importante para mim, por isso estou a fazer os exames e vou seguir em frente, para um bypass gástrico.

Quero mudar a capa ao livro da minha vida, e reescrever uma nova história daqui para a frente.
Sempre me considerei uma pessoa forte e por isso sei que vou conseguir.
Obrigada a todos os que me tem ouvido e que me ajudam nesta batalha.

Avaliação Nutricional*

Todos nós devemos estar consciencializados quanto às mudanças alimentares na nossa vida depois da cirurgia bariátrica .
Para que o procedimento se torne um sucesso duradouro é fundamental o acompanhamento nutricional no pré –operatório e pós-operatório, e que ele seja adquirido para o resto das nossas vidas.
O objectivo do acompanhamento nutricional é buscar o bem estar físico e emocional, através da selecção dos alimentos que contenham os nutrientes adequados, e que atendam às necessidades de cada um de nós para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição.

 

O aconselhamento nutricional no período pré–operatório é uma forma de nos preparar para o sucesso no pós-operatório. Ele tem como objectivo promover a perda de peso inicial, reforçando a nossa percepção de que a perda de peso é possível (apesar de nós os obesos, considerarmos que nos pedem metas inalcançáveis), identificando os erros e transtornos alimentares, mostrando-nos assim expectativas reais de perda de peso, preparando-nos para a alimentação no pós-operatório e assim verificarem o potencial para o sucesso da cirurgia de cada um de nós.

 

Através de alterações simples e práticas no pré operatório começamo-nos consciencializar e a prepararmo-nos para as mudanças que os nossos hábitos alimentares irão sofrer. É uma forma de nos “treinar” a comer devagar, mastigando bem os alimentos, com "garfadas" pequenas e espaçadas e assim estarmos motivados a uma escolha de alimentos com qualidade.
Este processo facilitará o pós-operatório, evitando desconfortos e favorecendo a perda de peso saudável, principalmente a massa gorda.

 

A alimentação no pós operatório deve ser de baixo teor calórico, mas ser nutricionalmente completa e fraccionada, ou seja, ingerirmos pequenos volumes várias vezes ao dia.

 

No caso da cirurgia bypass gástrico e banda gástrica existem 3 fases pelo qual a dieta é composta:

 

1ª Fase Dieta Liquida tem duração de 30 dias e a alimentação deve ser totalmente liquida, sem pedaços ou resíduos.


2ª Fase Dieta Pastosa é uma fase de transição com duração de 15 dias sensivelmente, e é importantíssimo que tenhamos aprendido a mastigar bem e comer devagar.


3ª fase Dieta de sólidos da 2ª para a 3ª fase a evolução é gradual até chegarmos a uma alimentação normal. É nesta altura que temos que dar uso aos dentes e não sermos preguiçosos ou apressados em mastigar.sorriso.gif

 

Tenham em atenção que a variedade de alimentos é fundamental para prevenção de deficiências nutricionais é preferivel perder peso mais devagar mas de forma saudável!

[21] Eugénia

Nome: Eugénia

Idade: 47 Anos

Altura:1.60 cm

Peso: 112 Kg

Situação: Actualmente aguarda para fazer Banda Gástrica

Data do Testemunho: 03.04.2007

Nasci redondinha, 5 quilos.
Fui ganhando peso pouco a pouco, não ultrapassando muito os padrões normais até aos dezanove anos, altura em que comecei a trabalhar.
Os hábitos mudaram bem como o tempo de que dispunha para as refeições.
Fiz, nos anos seguintes, algumas loucuras como Herbalife e outros tipos de substitutos alimentares, perdi peso mas ia buscá-lo todo de imediato assim que parava.
Deixei andar até porque emocionalmente também não estava bem.
Anos depois, tinha vinte e oito anos, a minha mãe faleceu e, em apenas duas semanas, engordei dezoito quilos. Escusado será dizer que os nervos fazem-me aumentar de peso quer coma muito ou não.
Cheguei assim aos 110 k num abrir e fechar de olhos.
O tempo passou e resolvi ir ao Tallon. Perdi 30K e mantive-me nos 78 k durante dois anos. Estava de novo elegante e a gostar de mim.

Aos trinta e três anos casei, engravidei e aumentei na gravidez os trinta quilos que tinha perdido. Até hoje eles estão cá.

Tenho passado por todos os problemas inerentes ao excesso de peso: vergonha de aparecer em Top sem um casaquinho que tape alguma coisa mais, vergonha de ir à praia e de me expor em fato de banho, vergonha de me ver ao espelho ou de deixar que alguém me veja, vergonha de fazer amor de luz acesa. Vergonha de mim!

Pensava constantemente que devia emagrecer para que gostassem de mim mas, por outro lado, achando que deviam gostar de mim por quem sou, acreditava intimamente que não devia perder peso por isso.

Entretanto não fui nunca seguida por um psicólogo e devia ter feito isso.

Relativamente a problemas de saúde até à data só a tensão alta. O dinheiro não estica e, embora conhecendo o efeito das cirurgias bariatricas não tinha dinheiro para financiar uma.
Soube, entretanto que a ADSE passou a comparticipar. Não hesitei!
Marquei consulta em Janeiro deste ano, fui a essa consulta em Fevereiro, já realizei os exames todos e aguardo nova consulta para o dia 13 de Abril. Irei colocar a Banda Gástrica, espero que para breve.
Por enquanto reside a esperança e são muitas coisas que eu espero:
FISICAMENTE:
Não me cansar; melhorar os derrames que tenho nas pernas; deixar para trás as dores nas costas; perder 40 quilos, comprar tamanhos M ou L em vez de XXL; poder entrar em qualquer loja sem receio que me digam que não têm nada para mim; ir à praia com o meu filho o número de vezes que ele quiser e vestir orgulhosamente o meu fato de banho…

PSICOLOGICAMENTE:
Gostar mais de mim, deixar aproximar os outros e aproximar-me deles sem receio de qualquer especie; recuperar o carinho/amor de alguém sem medos…

Muito mais desejo.
Num futuro que espero próximo darei notícias.

[20] Carla


 

Nome: Carla

Idade: 26 Anos

Altura: 1,50 cm

Peso: 150 Kg

Situação:Actualmente faz exames para o Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 31.03.2007

 

 

Sou a carla e a minha história começa desde muito cedo.

Eu sempre fui gordinha para a idade, o meu médico dizia para ter cuidado mas já se sabe como são as crianças não ligam a nada, ele dizia que se eu não tivesse cuidado, que quando ficasse mulher iria parecer balão a encher, mas eu não quis saber.

Quando virei mulher o meu corpo aumentou mas não muito... mas desde há seis anos para cá, engordei que foi um disparate, sem falar nos problemas de saúde que também me apareceu, para terem uma ideia vou dizer algumas: apneia do sono, comecei com ataques de asma, quistos, tiroide etc. ha cerca de quatro anos o meu medico de familia perguntou-me o que achava de ser operada ao estomago.. eu disse que gostaria muito mas que não tinha meios monetários, então ele disse que pelo estado não se pagaria, e entao ja que eu queria passou-me uma credencial para as consultas de obesidade para o hospital santa maria (lisboa), onde eu esperei dois anos pela primeira consulta e mais dois que ando la.

Ha cerca de quinze dias, pesquisei na net tudo sobre obesidade onde encontrei um forúm espectacular onde podemos tirar todas as duvidas e falar sobre os nossos problemas, foi então que fiquei a saber que eu andava nas consultas erradas e voltei a ir ao médico de familia pedir nova credencial, ele deu-ma entreguei e já comecei as consultas onde fiquei muito feliz e onde me mandaram fazer exames pois tou nessa fase dos exames, mas pretendo ir até ao fim.

Este discurso todo é so para vos dizer que a vida é um teste, para ver até onde conseguimos ir...
Falando por mim, que sou super teimosa e quero sempre mais por isso desistir nao está de todo no meu vocabulario!
Espero que em todos vós tambem não!

 

[19] Raquel Silva

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Nome:
Raquel

Idade: 23 Anos

Altura: 1,56 cm

Peso: + de 135 Kg

Situação:Actualmente faz exames para o Bypass Gástrico

Data do Testemunho: 25.02.2007

 

 

O meu nome é Raquel, tenho 23 anos e também sou obesa. Peso mais de 135 Kg (depende das balanças) e tenho 1,56m de altura. O meu IMC é superior a 50 e já passei o limite de obesidade morbida. Sou uma hiperobesa.

Há mais de 3 anos que sou acompanhada por uma nutricionista e uma psicóloga, e o endocrinologista está constantemente a mudar. Estou a ser acompanhada para a colocação da banda gástrica, mas a minha motivação não é muita.

Eu sou gorda desde que nasci. Durante a minha primeira semana de vida fui alimentada a soro e mesmo assim, engordei 3kg! Nasci com 3Kg e ao fim de uma semana tinha 6Kg. Toda a minha vida fiz dietas. Passei por dietas naturais, dietas à base de comprimidos, tratamentos de obesidade à base de pomadas, etc...

Antes de começar a ser acompanhada pelo grupo interdisciplinar no hospital, estive no Body Slim no Saldanha. Posso dizer que o Body Slim foi a dieta que mais resultados me deu. Quando para lá entrei tinha 16 anos e pesava 117Kg. Um ano depois estava nos 92Kg. Foram dias de glória! Conheci o meu primeiro/único/actual namorado. Mas depois... a vida pregou-me uma partida. Tive o meu segundo esgotamento cerebral, desta vez acompanhado de uma depressão. O caminho para recuperar todo o peso perdido tava traçado, e como em todas as outras dietas, o peso final foi superior ao peso inicial. Cheguei então aos 140Kg.

Fui encaminhada para o hospital para colocar a banda gástrica. Está a ser um processo complicado. O hospital não tem cirurgião para colocar a banda e eu acho que não sou candidata à banda!

Não sou, nem nunca fui rapariga de comer em grandes quantidades. O meu problema está, também, nos doces. Adoro doces e nos últimos tempos... Torna-se cada vez mais dificil resistir-lhes!

No final do ano passado, um amigo do meu namorado deu-me a oportunidade de ir a um outro hospital para ser vista por um cirurgião.
Quando fui à consulta, o médico falou-me no bypass. Disse-me que era a cirurgia mais indicada para o meu estilo alimentar, passou-me exames e mandou-me para um nutricionista e um psicologo para ser avaliada.

Foi o primeiro médico que olhou para mim e que me disse que o meu problema não está na quantidade de comida que ingiro, mas sim na maneira como o meu organismo faz a absorção da mesma.

Foi através deste médico que me tomei conhecimento deste blog e só hoje ganhei coragem para deixar o meu testemunho. Quero aproveitar esta oportunidade para deixar um conselho: através deste blog percebi, verdadeiramente, que não vale a pena escondermos-nos do mundo e da vida. Lá porque somos obesos, não quer dizer que não possamos viver a vida como os outros.
De cada vez que se sentirem a ser julgados pelos outros, sorriam e mostrem que são capazes de ter olhos mais felizes que aqueles que nos julgam no momento.
Um beijo grande......

Pré-Operatório*

Depois da primeira consulta com o médico cirurgião o obeso é pesado, e é feito o cálculo do IMC (Indice de Massa Corporal). Apartir do resultado do IMC comecerá todo um processo de vários exames e consultas.
Durante esse período pré-operatório haverá uma ampla avaliação, física , psicológica e nutricional.

 

Mas será na primeira consulta com o médico que vos vai operar que terão a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas e receios. Não tenham problemas em perguntar, e se não perceberem algo mais técnico peçam para que ele repita de forma que entendam.

 

Lembrem-se que vão sujeitar-se a uma cirurgia e têm todo o direito de serem informados

 

É nessa consulta que serão passados vários exames,e depois de todos os resultados o cirurgião poderá verificar se existe distúrbios hormonais, síndromes genéticas ou adquiridas que causam obesidade, distúrbios metabólicos, estado de tolerância à glicose (diabetes), etc.


Alguns desses exames são:
Análises

Electrocardiograma

Ecografia

Endóscopia

Exame de Função Respiratória

 

Em simultaneo irão ter as consultas de psicóloga. Na consulta de psicologia o perfil do obeso será avaliado, e apesar de não parecer estas consultas são de extrema importância.

 

Em simultaneo será feito também o acompanhamento com a nutricionista. Nesta consulta será data uma dieta com o objectivo de nos re-educar a alimentar-nos e principalmente jpreparar-nos para comer em quantidades reduzidas e mastigar muito bem.

 

Depois de terem os exames médicos todos OK e o aval da parte nutricional e psicologico é só preparar a malinha e esperar que a vossa vez cheguesorriso.gif

[18] Susana

Nome: Susana

Idade: 28 Anos

Altura:1.64 cm

Peso: 116 Kg

Situação: Actualmente aguarda consulta

Data do Testemunho: 8.02.2007

 

Não era gorda, mas também não podia chamar-me magra! Tinha um corpo bonito, mas com barriguinha, peito e pernas mais cheinhas que as minhas amigas! mesmo assim, era um mulherão até começar a engordar... tinha uns 19 anos, estava a estudar na Faculdade e a trabalhar...

Engordei a pouco e pouco, e depois a olhos vistos, mais e mais, até ficar com 115 kg! O meu desespero foi total! Andava sempre triste, psicótica, o meu humor sempre influenciado pelo meu peso, tudo o que fazia era em função do peso que tinha... Só saia de casa para trabalhar. Perdi um ano na Faculdade, pois a vergonha de me verem ali, tão gorda e feia era incomportável para mim! Quando voltei achei até um alívio as pessoas não me conhecerem por estar mais gorda, pois assim não tinha de falar com ninguém e ninguém tinha de me ver naquele estado, naquela figura, tão gorda!

Decidi emagrecer após ver numa revista os resultados comprovados com uma actriz portuguesa que tinha emagrecido a olhos vistos! Fui à Clínica Francesa e comecei uma dieta rigorosíssima, juntamente com um tratamento de mesoterapia! O que é certo é que emagreci - 40 quiilos em 9 meses - mas agora vejo que realmente a alimentação era muito restrita e escassa! Emagreci devido à dieta e ginástica que encarei como bem essencial à minha sobrevivência e fiquei super feliz!

No entanto, nem tudo são rosas, pois passados 3 meses de ter apenas 75 quilos engravidei, e escusado será dizer que não pude continuar a dieta! Não me arrependo de ter engravidado, aliás, foi a maior dádiva que Deus me deu. No entanto, voltei a engordar, imenso!

Voltei a ter 116 kg, voltei a ser infeliz quanto à minha aparência e atrevo-me a dizer que se não fosse o meu filho e marido, não estaria aqui neste momento!

Já fui ao Hospital de Santa Maria e estou a aguardar que as Consultas de Obesidade mórbida me chamem para a consulta.

Por outra via, tentei o Hospital dos Capuchos, onde aguardo consulta de Obesidade, que está marcada para o dia 19 de Fevereiro de 2007. Não sei o que me espera, mas entretanto eu desespero!

Nas minhas buscas pela net vi que uma clínica punha o balão intragástrico, mas no meu caso teria que colocar um balão durante 6 meses, retirar e depois colocar outro pelo mesmo periodo, mas teria que desembolsar mais de 10.000 euros, que não tenho!

Estou mesmo a desesperar e sinceramente não vejo a luz no fundo do túnel...
Ainda nem pela fase dos exames eu passei... Não sei o que fazer e nem sei como aguentar até lá...